Friday, December 28

O pequeno Felix - e a nossa tentativa frustrada de inserir um novo pet em casa

Como os poucos leitores do meu blog devem saber eu tenho uma gata metida e arrogante chamada Flora. Adotamos ela no início de 2017 e desde então ela tem reivindicado o reino da nossa casa para ela, todos os cantos e espaços, desde o chão ao telhado. Chegado o final de ano, tentamos adotar outro bichano pra fazer companhia pra ela. Fomos ao grupo de proteção dos animais aqui da cidade procurar um e encontramos um lindo frajolinha que havia sido abandonado com os irmãozinhos. Segundo a guria que o resgatou, uma galinha estava cuidando dos filhotes. Fomos ao petshop no qual a veterinária da Florinha atende e compramos caixinha, ração, etc. Buscamos ele dia 23 e quando chegamos em casa foi que o pesadelo começou: a rainha cruel da casa começou a rosnar, bufar, xingar, atirar pedras e... enfim, agir como gato ameaçado. Tentamos fazer aquele esquema de deixar o pequeno em um cômodo separado da casa e apenas tirávamos ele de lá quando a rainha se ausentava de seu castelo. Fomos percebendo que além do comportamento da Flora havia outro problema: ele ainda não havia desmamado. Chorava o tempo todo pela gata, nada estava bom: se colocávamos ele no chão: chorava. Se pegávamos ele no colo, chorava. Até quando estava explorando a casa não fechava a matraca. O pior foi quando a Flora começou a nos atacar: atacava minhas pernas toda vez que eu estava segurando ele. Quando peguei ela no colo, por pouco não deu uma unhada no meu olho. Foi aí que nos desesperamos e vimos que a porra tava ficando séria. 

Felix depois do primeiro banho da vida.

A própria guria de onde buscamos ele nos recomendou levar o bichinho de volta, pois mesmo que todo mundo saiba que gatos são animais difíceis de socializar, a chegada dele podia comprometer a saúde da nossa gata. Chegamos até a dar banho na criaturinha, carinho e emprestar os brinquedos da Flora (que deve estar nos odiando por isso), mas ele continuava a sentir falta da gata que o adotou. Dia 26 levamos ele de volta pro lar provisório. Embora seja triste, estamos tranquilos pelo fato de saber que ele está num lar onde as pessoas dão carinho a ele. Além da gata que está cuidando do pequeno, existem outros 11 bichanos que fazem companhia pro bichinho. Aparentemente foi só chegar lá que ele já começou a se acalmar. 
A Flora já está voltando ao normal, o que quer dizer que embora odeie colo, fica um pouco mais calma quando a gente pega ela. Eu queria muito um segundo bichano aqui, mas pelo visto a Flora não está afim de colaborar. Gatos...
A minha dica pra quem já tem um bichano mimado em casa e quer adotar um novo é planejamento. Nunca leve no impulso: converse com o veterinário do seu gato, estude a personalidade dele, compre aqueles sprays de "harmonização" de ambiente especial pra bichanos e estude como será a rotina quando o pequeno chegar. Se esses sprays funcionam ou não eu não sei dizer, mas é melhor do que nada. Não é impossível introduzir bichanos, só é difícil. Difícil pra caraleo = p 

Friday, December 14

And it comes To you From the sea....

Férias. 


Fomos viajar pra Balneário Camboriú pra descansar e porque eu precisava ver o mar. Foi a primeira vez que usamos o airbnb pra hospedagem e posso dizer que valeu muito a pena. Pra início de conversa ainda não é bem temporada, então os preços tendem a estar mais baixos. Conseguimos um local a 400 metros da praia e bem seguro. Eu tenho fascínio pelo mar, muito embora sempre tenha odiado calor e praia. Desde que fui pra Barra Velha no inverno depois de mais de 10 anos sem ver o mar eu mudei totalmente o modo como encaro praias, ainda que não suporte calor. Eu não sei explicar o sentimento que me bate quando olho pra aquela imensidão azul, porta de saída do país. Quando viajei pra Floripa pra apresentar trabalho pude ficar lá uns dias, mas estava nublado quando fomos pra praia, então nem teve graça. Dessa vez em BC fiquei tão entusiasmada que até entrei na água uheuhehue. Não resisti: já era final de tarde, os prédios já estavam projetando sombra na praia toda e a água estava deliciosa. O que era pra ser apenas uma molhada nos pés virou um quase banho. A sensação daquelas ondas quebrando, passando por você e te levando em direção à praia, o cheiro e gosto de água salgada. É incrível. Como não curto pegar muito sol e nem usar roupa muito aberta, fui com shorts e camiseta mesmo. Mesmo passando um monte de filtro solar 60 eu fiquei vermelha igual um pimentão. Eu não bronzeio quando pego sol, então preciso tomar muito cuidado pra não me expor demais. 

No geral, achamos a cidade linda e interessante. O problema? O preço. BC é exageradamente cara! Por mais que você encontre hospedagem em conta, é muito difícil achar lugares baratos pra comer. Onde ficamos não podíamos usar a cozinha, então tivemos que fazer todas as refeições fora. Em confeitaria era uns 40 e poucos reais toda vez, almoço nem pensar. Demos umas voltas em shoppings (o atlântico e o BC) e a quantidade de lojas caríssimas é incrivelmente maior. E olha que moramos em Curitiba, local cheio de shoppings. Nossa impressão caminhando pela cidade é que estávamos dentro de um grande condomínio de luxo: os prédios, hotéis, cafés, lojas e até salões de beleza: tudo com fachadas luxuosas e prontas pra receberem pessoas que realmente têm dinheiro pra gastar. É nítido que tudo ali gira em torno dos ricaços que visitam a cidade no verão. Nem aqui em Curitiba vemos tanta exacerbação de luxo. Carros importados nas ruas também me chamaram a atenção. Eu achei interessante visitar o local como experiência antropológica uheuheuhe, fico imaginando como é fazer parte dessa elite que frequenta esses estabelecimentos caros como se estivesse indo comprar pão na padaria da esquina. Tenho a impressão que nem o Jurerê Internacional em Floripa é assim tão luxuoso. 

Minha dica pra quem quer se aventurar nas praias catarinenses é visitar a Ilha, já que lá a quantidade de praias é infinitamente maior. Você pode tanto ir em algum lugar mais urbanizado quanto mais isolado, como a praia do Campeche, onde não têm prédios à beira mar. Nessas férias nosso plano era ir pra Floripa, mas fomos enganados pela previsão do tempo e achamos de bom tom mudar o destino. Floripa é bem mais longe de Curitiba (umas 5 horas de viagem), além de ser bem mais custoso pra se locomover lá dentro (do centro pras praias é uma viagem a parte), assim fomos pra uma cidade que fosse mais prática. Como ficaríamos menos tempo, não faria mal que o tempo virasse. Acabou que não virou e deu um calor infernal todo dia. Pra próxima viagem pretendemos planejar melhor o gasto com comida. O plano é ficar em um hostel onde seja possível preparar as coisas pra não ter que ficar o tempo todo comendo fora.

Do clima, bem, acho que quem viaja pra praia nessa época do ano já sabe que enfrentará calor. No meu caso eu passei um pouco mal no primeiro dia por não conseguir respirar direito. No segundo dia melhorei, mas de noite até de manhã fiquei com uma puta dor de cabeça, aparentemente por causa do óculos de sol que eu estava usando. Pra mim a melhor combinação é mar + geada. O dia fica lindo, o vento cortante e o mar bem azul. 
Ontem passamos a manhã e o início da tarde no shopping BC visitando lojas e fazendo umas comprinhas, pois ninguém é de ferro eeueuheuhe. Uma coisa que me chamou a atenção foi o fato de algumas franquias que também têm aqui em Curitiba apresentarem um acervo bem mais interessante de produtos. A própria livraria curitiba (lá chamada de livraria catarinense) tinha uns produtos que eu não me lembro de ter visto aqui. Saí de lá com uma vela com cheirinho de baunilha e uma caixinha preta listrada que comprei pra guardar fotos e bugigangas. Em outra loja achei um mapa mundi de colar na parede por 30 reais, comprei e não me arrependo hueuheuhe. 

Infelizmente ficamos pouco tempo, mas essa visita já serviu pra afastar um pouco a nossa cabeça do mundo acadêmico. Pro ano que vem, se tudo der certo, começaremos a mochilar de verdade. Meu plano é passar vários entardeceres na praia registrando fotos das nuvens coloridas do final de tarde com minha recém comprada nikon * -* Pretendo caçar o por do sol pelo mundo: a viagem até BC foi só o início. 

Thursday, November 22

Apresentação * -*

E hoje foi um bom dia (: Apresentei um poster pela primeira vez na vida! Além das conversas agradáveis sobre possibilidade de fazer o meu sonhado doutorado fora do país, apresentei minha pesquisa pra uns gringos que me passaram umas fontes bacanas. Não estava nervosa pra ocasião, mas caso tivesse me mantido na apresentação "oral" (aka conferência) eu teria tido um ataque. Achei por bem pedir pra ficar nos posteres mesmo por ser mais tranquilo. Por sorte (apesar do barulho), bastante gente veio ver minha fala. Uma colega minha até falou que de longe meu poster parece um trabalho de astronomia heueheuehue. Me baseei em posteres da área de exatas pra fazer o meu, já que tem interface com teoria da informação. 

Meu poster, com cartazinho esquerdista de fundo xD
Pois bem, embora tenha saído de lá felizinha com o meu certificado e meu poster lindão (foi muito elogiado, cosmeticamente também xD), além de uma portuguesa (na qual acidentalmente derrubei café :B) ter me perguntado se eu era do doutorado (😀), ainda não estou tranquila, pois semana que vem tenho prova de morfologia (prova de pós-grad 😨). Nesse final de semana também tenho que fazer um trabalho pra disciplina de métodos de pesquisa e dar uma escrevida noutro artigo :/ Amanhã pela manhã, exame de sangue. De tarde, TOEFL. Essa vida de mestrando é foda. 

No mais, espero poder dormir o suficiente pra conseguir finalizar as atividades do semestre. Ano que vem: artigos, artigos e dissertação. Pra embalar meu trabalho tenho ouvido uns rockzinho alternativo da minha playlist aleatória pra coisa fluir. Link abaixo. 

https://open.spotify.com/user/gremena/playlist/04LH3WUcWXaIbH4nteR4aj?si=RiVjODL7RBORV3ZTSqRzfA 

Monday, November 19

Paper after paper after paper after avaliation after paper after presentation after test after paper after...

O título da postagem já deixa claro a minha situação nos últimos tempos. Mas meu estilo de vida poderia ser parafraseado pela famosa questão filosófica "estou vivendo ou apenas escrevendo em fonte times new roman, tamanho 12, margem 2,5 direita e inferior, 3 cm superior e esquerda...?" A correria tem sido tanta que na madrugada do feriado pra sexta-feira literalmente amanheci numa call por skype com o meu orientador revisando um artigo e trocando lamentos a respeito das nossas escolhas de vida ~música triste~. Por semanas fiquei numa espécie de transe dia e noite escrevendo um artigo sobre os padrões flexionais observados na aquisição da linguagem. Escrevi tanto que o artigo passou longe do número de caracteres permitido pela revista que eu pretendia enviar :B, tanto que tive que cortar um monte de coisa, incluindo uma puta seção foda que me deixou às lágrimas.




Acabou que ficar tanto tempo nesse artigo me atrasou a leitura de outras matérias, incluindo a organização de um poster pra um congresso internacional que vou participar. A boa notícia é que: meu trabalho foi muito bem avaliado e aceito pra apresentação oral :o. A notícia ruim é que: ando enfrentando problemas graves de transtorno de ansiedade generalizada, de modo que se não fosse os remédio tarja preta, eu não estaria funcional. Assim, acabei pedindo pra mudar pra poster, e não fiquei menos feliz e orgulhosa por isso: meu trabalho foi considerado muito bom e isso já me basta. Outra coisa é que eu nunca apresentei poster na vida, todos os congressos dos quais participei fui aceita pra apresentação oral, mesmo enviando pra seção de poster. Então, fiquei super empolgada com a ideia de fazer um!

Pois bem, o artigo acima em nada tem a ver com a minha pesquisa de mestrado. Na verdade, o print mostra um artigo que escrevi resgatando minha pesquisa feita na iniciação científica, lá no longínquo ano de 2014... Coloquei tanta energia nesse artigo que pouco me sobrou pras outras atividades =´[ Mas tive que me recompor e seguir em frente. Agora, o poster está prontinho e enviado para a gráfica imprimir! De resto, ainda tenho trocentos mil papers pra ler pra prova de uma disciplina da pós, mais um projeto de pesquisa pra fazer pra outra disciplina, mais o artigo da disciplina do meu orientador :x No natal pretendo começar a trabalhar na minha dissertação ><

Ando tão atarantada de coisas pra fazer que nem pude mais jogar nada, com exceção de ontem, que abri uma exceção e tentei jogar um pouco. Pra piorar tudo (pois sempre tem como piorar), sexta-fera começou a me dar uma leve dor de ouvido, que acabou piorando sábado. Sofri muito especialmente na hora de dormir. Me entupi de antibióticos e analgésicos pra tentar me recuperar. Sábado fiquei tão mal que tive que comprar uma bolsa térmica e pedir pra entregarem =´[ Pela manhã de ontem acordei bem melhor, mas dependendo de como mastigo as coisas ou falo, acaba me dando umas dores. Eu simplesmente NÃO posso ficar doente. Não agora. É muita coisa de aula pra fazer e redações de alunos pra corrigir (o vestibular tá chegando!!). No meio de todas essas coisas tenho que parar e fazer exame de sangue na sexta-feira pela manhã, e exame de proficiência em inglês pela tarde @_@

Meus abiguinhos de mestrado
Após terminar o artigo e o poster  e finalmente submetê-los pra revista e pra gráfica, pude sentar aqui e iniciar as reformulações do meu projeto de pesquisa pra disciplina de métodos de pesquisa (tudo isso com a referida dor de ouvido). Não quero nem ver a hora de ler a pilha de artigos pra prova que terei da outra disciplina, que está me preocupando bastante. Por mais que seja da minha área, atrasei bastante as leituras em decorrência de problemas de saúde. Esse semestre não foi fácil. Minha esperança é a dor sumir, meus níveis de serotonina aumentarem, a loja de incenso finalmente ter reposto o incenso de canela que eu gosto e o sol raiar (sem tanto calor) aqui em Curitiba. 

Em breve apareço com boas notícias : D

Saturday, October 13

~ruiva! :~

Há algumas semanas resolvi deixar de lado aquela coisa de evitar qualquer procedimento químico muito devastador no cabelo e tomei coragem pra mudar de cor. Já fazia um tempo que eu estava considerando pintar ele de ruivo, porém, achei que a mudança seria muito drástica. Afinal, quem não está acostumado a mudar o visual com muita frequência estranha um pouco. Minha cabeleireira recomendou eu pintar num tom intermediário entre o meu (castanho claro) e o que eu queria. Tudo estaria perfeito, não fosse pelo fato de a tintura que ela preparou (achando que não ia pegar taaanto) pegar bem pegado! xD Resultado: meu cabelo ficou ruivo pimentinha! (nenhum termo melhor pra descrever esse tom de cabelo em minha pessoa...). 


Com uma espinha inflamada do lado esquerdo do rosto, mas feliz!
No começo eu fiquei um pouco assustada, mas depois fui curtindo e agora estou adorando! Bom, eu não sou exatamente o tipo de pessoa que investe nessas coisas de beleza. Sempre fui bem discreta, com exceção da adolescência, quando pintei o cabelo de azul. Maquiagem pra mim só uma base pra deixar a pele homogênea e láaa de vez em quando um rímel. Não tenho muita energia pra essas coisas, embora tenha fases nas quais eu fico um pouco mais interessada. Mas acho que é legal mudar de vez em quando. Eu estava precisando de algo do tipo, especialmente em uma fase na qual estou super estressada com as coisas da universidade (prazos, convívio com pessoas academicamente megalomaníacas, etc). Nessas horas percebo que fico muito isolada nesse universo, achando que tudo o mais é perda de tempo. Não é. Pois como diz aquela frase de porta de banheiro de universidade: "viver não cabe no lattes!". Por mais fútil que possa ser, mudar um pouco meu visual me deixou alegre : D 

Bom, além do visualzinho novo (* -*), outra coisa que tem me distraído (e ao mesmo tempo contribuído pro meu foco) é sair metendo bala nos outros! Mas calma, não na vida real, infelizmente. Tenho ficado bem ativa nos meus jogos preferidos, on e off. Jogos de FPS são ótimos pra concentração. O que eu tenho jogado online é o Half Life, jogo clássico sobre o qual pretendo escrever aqui em breve. Às vezes penso que o que está me segurando (além de estudar pro vestibular que vou fazer pra tentar minha segunda graduação) são as conversas nada acadêmicas e SUPER divertidas que tenho com os cara que tenho conhecido em jogos. Sabe quando você fica tão imerso naquele mundinho acadêmico que perde de vista as outras coisas? Uma simples conversa banal sobre cultura nerd, troca de opiniões sobre nossos jogos preferidos, filmes e séries, livros (de cultura pop). Nada como essas conversas leves. Eu passei os últimos 5 anos tão obstinada a me formar com boas notas, fazer currículo e passar no mestrado que desliguei completamente as outras esferas da minha vida. Só sei que de agora em diante não vou mais cometer o mesmo erro. 

Outra coisa que tem me animado pra c* é decoração! Tenho ficado horas e horas procurando fotos de quartos de pessoas ao redor do mundo pra me inspirar. Estou querendo investir nesse tipo de coisa: quadros, placas decorativas, almofadas radioativas, porta-livros, etc etc etc. Como sou obcecada por mapas, além da minha luminária de globo terrestre estou querendo comprar um quadro do mapa mundi pra colocar na parede! Além disso, quero personalizar umas canecas pra usar de porta-lápis. Semana passada comprei uma estante de aço e estou trabalhando na decoração perfeita. Ainda vai demorar até estar bem do meu jeitinho, mas o que vale é se divertir! 

Detalhe: fui eu que montei a estante! Estou me sentindo muito alfa muahahaha xD





Thursday, October 11

Atualização

Reapareço aqui depois de meses pra dizer que tenho pensado em postagens novas e que, dessa vez, prometo manter o blog um pouco mais atualizado. Antes preciso apenas vencer a tonelada de deadlines acadêmicas que tenho pela frente, aí poderei sentar e escrever um pouco sobre banalidades da vida. 
Algumas coisas tendem a contribuir pra isso: i) estou aprendendo a me alternar mais entre obrigações e hobbies; ii) alterei de forma substancial o modo como me relaciono com mídias sociais, dessa vez em definitivo. Com isso quero dizer que, com exceção do messenger, parei de usar o facebook há alguns meses. Os benefícios são incontáveis. Falta? Nenhuma.

Eu nunca me adaptei totalmente a essa rede social. Acho que é um meio muito propício pra pessoas narcisistas se exibirem e xeretarem uma na vida das outras. Eu sempre fui muito fechada no meu próprio grupinho de amigos, e realmente não tenho interesse em saber da vida da maioria das pessoas. Quando há interesse, eu geralmente leio o blog que elas escrevem, sigo o canal delas no youtube, ou, quando são conhecidas, marco um bom café pra bater um papo, sem checkin, sem fotos postadas, sem likes e comentários vazios. Não gosto do comportamento que as pessoas têm nesses meios, e como já postava muito pouco e seguia só meia duzia de pessoas, acabei parando de vez de acessar a página. O que me impedia de fazer isso antes era o fato de a rede ser uma ponte entre eu e algumas outras pessoas, ponte que na verdade é mantida pelo chat, sem necessidade do feed, grupos, etc. Além do mais, há alguns meses passei a usar o discord, uma espécie de rede pra gamers interagirem, criarem servers (grupos), marcarem partida juntos, etc. Esse meio - muito mais saudável do que o facebook - passou a ocupar o espaço que a rede do Montanha de Açúcar ocupava antes, de modo que perdi qualquer razão manter um perfil ativo nela. Pelo discord não tem pessoas vomitando pseudo-verdades políticas, não tem SJW falando asneiras por um lado e pessoas de extrema direita defendendo ditadura por outro. O pessoal conversa sobre tudo, mas sem esses excessos patéticos que tenho visto no facebook, onde todo mundo é PHD em política, economia e direitos humanos. 

Nessa onda, descobri que o dia tinha incrivelmente mais horas do que eu pensava! Mais tempo pra me dedicar pras atividades acadêmicas E para os meus hobbies. Conheci pessoas super legais e voltei a ter contato com gente de vários países. Ali não há aquele apelo narcisista como há no facebook. As pessoas conversam naturalmente, sem postar trocentas coisas sobre a própria vida, sem likes, etc. Só estou esperando meu namorado criar um whatsapp pra deletar o meu perfil de vez. Acho que caí fora no momento certo, afinal, segundo ele, os ânimos das pessoas anda cada vez mais acirrado politicamente. Por todos os lados só há pessoas defendendo as coisas mais absurdas do mundo, não interessa se pra direita ou esquerda. Pessoas da mesma família estão se deletando devido a divergências de opinião, pessoas começam brigas acirradas por qualquer motivo. Percebi que esse ambiente me fazia muito mal, além de não servir pra nada. Dessa forma, de agora em diante terei mais tempo pra fazer coisas mais úteis, ou, ao menos, coisas que me agradam e estão longe daquele ambiente hostil. 

Além de jogar, interagir com o pessoal que conheço nos jogos e ter mais tempo pra ler coisas decentes, passei a acessar mais canais bacanas no youtube - por mais que a seção de comentários deles também seja um mar de bizarrices. Acredito que também vai ser bom colocar alguns pensamentos meus aqui, escrever sobre meus jogos preferidos, etc. Por isso, vim aqui dizer que o blog receberá uma série de postagens em breve, e que existe vida fora do facebook. 

Friday, June 1

Eskimo Joe

Já faz séculos que não faço nenhum post de recomendação musical. Acho que já está mais do que na hora de eu tecer breves palavras sobre uma excelente banda de rock "alternativo" que eu conheci por ter me interessado pelo nome: Eskimo Joe. Por alternativo não me refiro a essas bandinhas chatas de indie que imitam os beatles e que existem aos montes por aí. É difícil classificar o som que eles fazem, mas se ajudar, acho que soa parecido com o The Fray :B Os caras fazem uso de teclados e vozes que por vezes soam meio atmosféricas. Pra mim funciona como um coringa: ouço tanto quando estou mal quanto quando estou alegre. A banda foi formada em 1997 em East Fremantle na Austrália, e conta com 6 álbuns, dos quais os meus preferidos são Ishalla (2009) e Ghost of the past (2011). Nos últimos dias tenho embalado minhas madrugadas ao som de Losing my Mind, Love is a Drug, Smoke e Setting Sun. São adoráveis! * -*

Criei uma playlist com as minhas músicas preferidas e vou disponibilizar o link abaixo. Obs: a foto do canguru ao por do sol não é oficial da banda, eu escolhi pelo fato de eles serem australianos :B


O pequeno Felix - e a nossa tentativa frustrada de inserir um novo pet em casa

Como os poucos leitores do meu blog devem saber eu tenho uma gata metida e arrogante chamada Flora. Adotamos ela no início de 2017 e desde ...