Wednesday, September 13

Próxima parada: Morro do Cal!

Projeto de mestrado entregue, sono (quase) recuperado, leituras semestrais sendo encaminhadas e monografia in progress: agora só falta começar a viver mais a vida fazendo outras coisas que eu gosto: me aventurando e mochilando. Depois de ficar dias e noites em cima do projeto, faltar em algumas aulas, comer e dormir mal eu acabei entrando em um estado de extrema ansiedade e levemente deprimido, que acabou se agravando com o retorno de algumas pendências do passado. Como não sou de me curvar pra essas coisas, tratei de ligar minhas musiquinhas animadas e planejar coisas que me tirem da rotina, mas isso tudo só depois de passar um tempo mal e repensando algumas coisas. Não fiquei mal de trabalhar duro no projeto, e isso inclusive me animou por me mostrar que mesmo tendo que me esforçar muito, é aquilo ali que eu gosto de fazer. O stress resultou dessas outras questões por me pegar em um momento de tensão e cansaço. Acho que às vezes essas coisas acontecem justamente pra indicar que algo está errado e que alguma mudança é necessária. Isso me chacoalhou e me fez acordar para a vida e ver que não valeria a pena largar projetos paralelos e ficar sonhando com um único objetivo maior - que no meu caso, é seguir carreira acadêmica e estudar fora. É e sempre foi, desde que comecei a me notar como um sujeito no mundo. 

Em 2016 comecei com a ideia de botar em prática algo que me interessa muito e que só me faria bem: mochilar. Começaria por coisas pequenas, como trilhas, acampamentos e coisas do tipo. Já havia reservado uma que aconteceu em maio deste ano, mas, por motivos de preguiça e cansaço semestral, acabei por não ir. Isso me perturbou um pouco pelo fato de todo o tempo ter sentido que algo me chamava pra aquilo. Agora, depois de uma nova fase em que me vi cara a cara com problemas que achava ter resolvido e outras coisas mais, resolvi retomar esses planos. A primeira aventura será no mês que vem no morro do cal, local muito bonito para se ver o por do sol:



Pesquisei algumas companhias da cidade que fazem voos de asa delta e descobri uma que faz neste local. Só de me imaginar voando ao final de tarde já me animou os espíritos! Agora o próximo passo é me equipar: tênis adequado, mochila, protetor solar e uma imensa vontade de começar a explorar esse mundão! De agora em diante ninguém me segura! Será o início de muitas atividades interessantes :) 

Sunday, August 6

I don't wanna come back down from this cloud ♪

As férias acabaram e eu estou aqui sentada na minha mesa às 10 am com bafo de café, um dia lindamente azul mostrando as caras entre as cortinas e um zilhão de textos para ler. Voltei para a cidade grande no domingo e já me acostumei com a rotina. Achei que seria difícil no começo depois de passar quase um mês morgando na casa da minha família. Minhas férias se resumiram a cozinhar pratos elaborados, conversar com meus amigos (agora tenho whatsapp :D), ouvir música, assistir o por do sol da janela do meu quarto, sonhar acordada e irritar a Flora. Aliás, irritar a Flora tem sido uma das minhas ocupações favoritas nos últimos tempos. Como ela odeia colo, insisto em segurá-la até que ela fica me encarando muito puta e batendo o rabo com força. Minha mãe então pega a mimadinha da casa no colo e fica consolando, dizendo que estão judiando. Eu, como irmã mais velha e provocativa, fico atrás dando risada e apontando pra ela. Flora, do colo da minha mãe, tenta me arranhar esticando a patinha. Além de resmunguenta, é respondona. Só sei que ter a Florinha animou os ânimos da casa. Engraçado o quanto ela me puxou: brava, se irrita com facilidade, não gosta de contato corporal, ataca os outros (bota até os gatos pra correr), adora ficar nos telhados (ok, isso é comum pra um gato, mas eu também gosto :B), tem espírito livre (aventureira, não tem quem segure), resmunguenta, orgulhosa e adora yogurt grego.

Flora relaxando em seu banho de sol invernal.
Além de irritar a Flora, aproveitei meu tempo livre pra curtir o frio, acender incensos de viole(n)tas, tirar fotos de nuvens nos finais de tarde e procurar bandas novas. Como estou numa fase bem grunge, parte da minha playlist foi ocupada por bandas dos anos 90. A que mais me chamou a atenção foi Bush! Tenho ouvido alguns álbuns repetidamente, sendo os que eu mais gostei o the science of things e o sixteen stone  (o melhor). Adoro tanto a sonoridade quando os vocais dessas bandas que surgiram no grunge, são ótimas para sonhar acordado. Só sei que aproveitei muito as tardes ensolaradas ao som dessas músicas ao longo das férias. Engraçado que, quando estou por lá é como se entrasse em um universo paralelo, me desligo de muita coisa e acabo me perdendo. 

A gente sempre fica com aquela sensação do "eu devia ter aproveitado melhor as férias", seja no sentido de ter estudado mais, saído mais, começado a aprender aquela idioma que você tanto quer, ou qualquer coisa mais útil. Também tenho essa impressão, mas também vejo a necessidade de termos ao menos uma época ao longo do ano pra ficarmos mais entretidos nos nossos mundinhos interiores: é dali que os próximos passos na realização dos sonhos vão ser planejados :) Eu sempre aproveito as férias para refletir sobre a pessoa em que me tornei, no que tenho feito ao longo desses últimos anos, o que eu deveria ter feito melhor e o que posso fazer pra compensar hoje. O que eu estou fazendo realmente me faz feliz? Fico pensando nas pessoas, amigos que vem me acompanhando ao longo dos anos, mesmo de longe, o caminho que cada um traçou, me pergunto pra onde esse mundão vai levar cada um de nós. Todos nós precisamos de um momento desses pra fazer essas viagens internas. Meu cantinho preferido pra sonhar acordada é na janela do meu quarto. De lá consigo ir até o telhado pra observar o céu colorido dos finais de tarde. O meu momento de introspecção começa um pouco antes: às 16 pm as tardes começam a caminhar para o final do dia e eu gosto de ficar observando as cores que o sol projeta no telhado das casas, nas árvores e campos ao redor. 

Grama depois da geada!
O mês de julho também serviu para curtir o frio catarinense =´] As temperaturas despencaram e os dias foram lindamente ensolarados. Fiquei mal acostumada com os dias azuis quando voltei pra cá e voltei a sentir o tempo tipicamente nublado daqui. Eu amo dias invernais, o difícil é sair da cama de manhã uhseuheusu. Mas nada que um banho quente não resolva! Uma das coisas que mais amo nas noites de inverno é dormir ao som do vento. Aproveitei essas noites frias em que seria possível acordar mais tarde no dia seguinte e fiquei no meu "transe musical" típico de apagar as luzes, fechar os olhos e me envolver nas músicas até me perder nos meus pensamentos. 

Ahhh e como o spotfy me ajudou a arrumar músicas legais pra esses momentos. Os jovens de hoje nem imaginam como ainda era meio complicado procurar por artistas novos na minha época de adolescência. Já existia sites que ajudavam nesse sentido, como o last.fm. Mas mesmo o last.fm era (e ainda é) bem limitado. Primeiro que não era prático ouvir músicas por lá já que era necessário ser assinante, caso contrário você só teria acesso a músicas fragmentadas. Nem mesmo o youtube era tão completo. Isso sem mencionar o modo como a gente trocava músicas entre amigos: geralmente tentávamos enviar via msn, o que levava décadas. O processo era demorado e isso quando não dava erros. Quando a música finalmente ia, a pessoa ainda não gostava. ¬¬' Apesar de tudo era uma boa época. Hoje num toque tenho acesso a não apenas listas de bandas parecidas com as que gosto, mas toda a discografia delas, em um piscar de olhos. Eu não sou uma pessoa que tenha acompanhado a evolução desses novos sites e aplicativos, tanto é que só fui descobrir o spotfy no início do ano. Sem dúvidas foi uma das melhores descobertas de 2017 :)

Viajando com minhas músicas .
Mas as férias acabaram. É hora de descer do telhado (ou da nuvem, como diz a música) e voltar pra realidade. Minhas aulas começaram com tudo! Pra ser sincera a única aula foda da semana toda foi ontem, um tema que me surpreendeu: vamos ler o Steven Pinker e discutir temas relacionados à linguística e literatura, psicologia evolutiva etc. Ainda não sei como o semestre vai se configurar, já que vou tentar a prova de suficiência e língua estrangeira pra eliminar algumas matérias que tive que pegar puramente pela carga horária que preciso pra me formar. A aula de sábado é a única garantida. Ao menos esse semestre terei duas grandes atividades: as orientações monográficas e essa aula foda. Tenho certeza que, academicamente, esse semestre será melhor e mais frutífero. Pra abrir com chave de ouro, meu orientador me emprestou um livro chamado an essay on stress: piadinha linguística hehe. O livro é de fonologia, mas pode servir como livro de auto-ajuda também, não? D:

No mais, deixo aqui links das musicas que me fizeram sonhar nessas férias ;) e que continuarão embalando minhas tardes de trabalho no projeto de mestrado, monografia e afins! ♪ comedown, ♪ little things, ♪ testosterone everything zen

Wednesday, July 12

Férias

Entrei em férias tecnicamente na primeira semana de julho e aqui estamos no dia 12. Eu, que acabei de sair do dia 9, fui tirada do meu limbo por um amigo que falou que "dia 20 já é semana que vem" quando tentávamos discutir uma data pra nos encontrar em grupo - aqueles encontros ideais entre grupos de amigos que só acontecem nos filmes e acabam sempre numa rodinha de violão ao por do sol, numa praia. Ontem foi dia 9, como que semana que vem já estamos no dia 20? Sim, time flies like sand through the fingers...
Sunset~view from my window

Essa questão da passagem do tempo é algo que sempre me toca. É uma das minhas questões existenciais preferidas. Sempre fui uma pessoa apegada ao passado da adolescência, por uma série de motivos que não cabem aqui. Posso dizer que dois deles foi o fato de eu ter entrado mais em sintonia com meus sonhos de vida e por ter começado a ter amigos. Inclusive é com alguns deles que eu estava proseando hoje sobre o tal do encontro, dez anos depois da época dourada. Esse sonho juvenil de reunir todo mundo eu já não tenho mais. Depois de tantas tentativas frustradas eu me conformei com o fato de que se você conseguir marcar algo com um deles de anos em anos já pode se considerar um dos seres humanos mais sortudos da face da terra. Ao longo desses 10 longos anos eu mantive contato com esses retardados que tanto me fizeram rir, e confesso ser uma experiência incrível me pegar aqui, observando o por do sol e refletindo sobre a vida, ouvindo as mensagens das mesmas pessoas com quem falava nessa época chegando. Hoje, infelizmente, não mais pelo meu amado messenger, mas sim por aplicativos com os quais ainda não me acostumei. 

Sempre que venho passar as férias na minha cidade natal me pego pensando na passagem do tempo e nessa época específica. É engraçado me ver tão sonhadora quanto na época, tentando resgatar os mesmos sonhos, as mesmas pessoas, as mesmas músicas (ou alg, umas que lembrem das que ouvia), as mesmas sensações. Tenho essa coisa de tentar recriar o momento com músicas, cheiro, conversas, e, principalmente, com o por do sol. Envelheci dez anos, mudei muito, amadureci, mas na essência ainda sou a mesma pessoa sonhadora e idealista. Não tanto quanto na época, digamos que ganhei um senso prático ao longo desses tempos. Gosto de ficar nesse cantinho da imagem pensando na vida: é alto e dá de ver as nuvens através da copa das árvores. O bairro ao redor não é aquelas coisas, mas a vista tem a sua beleza. 

Voltando ao mês de julho: ficarei o resto do mês em função da monografia e projeto de mestrado, parando para cozinhar algumas coisinhas, tomar café com a Flora me fitando e parando nos finais de tarde para admirar os finais de tarde pensando no quão rápido o tempo nos foge.

Tuesday, June 27

Violet Sedan Chair - e de quando descobri que existe um álbum da banda criada no universo de Fringe!

Heeeey! Hoje estou feliz por três grandes motivos: o primeiro deles é que o semestre oficialmente acabou o/. O segundo é que ganhei do meu namorado o livro Linguagem e Linguística do Lyons - texto clássico da minha área e que normalmente custa mais de $100 pila nas livrarias -, fiquei pulando de alegria pelo fato de já ter precisado dele como referência pra algumas pesquisas e ser preguiçosa e possessiva demais com livros pra me contentar com os da biblioteca :D 

O terceiro motivo é que hoje descobri que existe um álbum de uma banda fictícia do universo de Fringe que realmente foi gravado e encontra-se disponível na internet: o Violet Sedan Chair! Pra quem não sabe, o Violet Sedan Chair é a banda preferida do Walter, já tendo aparecido na trilha sonora do episódio The Firefly. Eu achei muito phoda criarem um disco de uma banda do universo ficcional da série! Fiquei tão empolgada que fui seca procurar por eles no spotfy, eeee encontrei! O único álbum disponível, "Seven Suns" possui 10 faixas maravilhosas. Agora as músicas que inspiravam as pesquisas do Walter também vão embalar as minhas! Weeeee! * -*


Saturday, June 24

Empório de Elixires

Hoje vim aqui divulgar o trabalho de uma amiga minha que há algum tempo vem trabalhando com elixires e demais produtos artesanais fofinhos. Trata-se da loja Empório de Elixires, aqui de Curitiba.


A alquimista envolvida trabalha com vidrinhos de elixires feito a partir de cristais, disponibilizando uma quantidade imensa de potinhos mágicos com os mais variados efeitos (e cores): há o elixir do amor, da espiritualidade, do sangue de dragão e o especial para espantar goblins. O empório também trabalha com produtos artesanais variados: caixinhas de madeira decoradas, potes que brilham no escuro e potes de doces de pendurar. Tudo super rústico e feito com carinho. Ótimas sugestões de presente para os fãs de mitologia nórdica, não? 

Onde encontrar? O Empório de Elixires geralmente faz exposições em eventos ligados à temática medieval, como o Encontro Folk, o Picnic Histórico, entre outros. 

Contato:  www.facebook.com/emporiodeelixires/ 




Saturday, May 6

Nova integrante da família: Flora!


Adotamos um gato! Meu sonho de ter uma bolinha ronronante finalmente se realizou! A adoção de um bichano pode parecer apenas um fato banal na vida de uma pessoa, mas certamente não no meu caso. Pra começo de conversa, sou alérgica (extremamente, embora tenha melhorado com os anos) e tenho uma paixão por gatos que nunca me fez de fato desistir de adotar um novamente. Já tivemos um gato siamês que acabou morrendo quando eu tinha quase 14 anos - no longínquo ano de 2004~ Fui muito apegada ao meu Tom e demorei pra superar sua passagem aos seis aninhos, devido a problemas renais. Tinha uma ligação muito forte com ele ao ponto de até hoje sonhar que estou com ele nos braços. Ele não era nosso único animalzinho, já que adotamos também um cachorro. O Teddy era umas três vezes o tamanho do Tom, mas morria de medo dele - Tom era de fato um gato muito invocado. Mas não tanto quanto nossa Florinha: não se engane com a fofura! Ela é marrenta que só! Devido ao comportamento que por vezes se assemelha ao de cachorro, por vezes ao do diabo da Tasmânia, ainda não descobrimos se ela é de fato um gato ou uma mistura dos três.

Flora foi abandonada com os irmãozinhos e separada da mãe quando ainda era um projeto de gato. Resgatada pelo grupo de proteção aos animais da minha cidade natal, foi acolhida por voluntárias que cuidaram até que ela ganhasse peso. Quando a levei pra casa ela ainda era minúscula! Não parava de miar e se mostrava bem carente, sempre querendo dormir no nosso pescoço. Sempre que ia visitar minha família encontrava uma Flora maior e mais marrenta. Ela é hiperativa, desde filhote dormia pouco para os padrões de um gato, além de apresentar comportamento agressivo. Apronta igual uma criança, por isso é preciso ficar de olho o tempo todo. Mesmo atacando com mordidas e garras afiadas, se agarrando nos nossos pés e se arrastando junto quando tentamos correr, Flora é uma criatura muito dócil (aham). Minha família e meu namorado vivem falando que ela puxou a dona. Confesso que não sei se eles se referem ao que expus acima ou ao fato de ela adorar yogurt grego. 

Hoje Florinha está com aproximadamente 6 meses de vida e com muita energia! Super mimada, ganhou tudo lilás e cor-de-rosa (caixinha de areia, potinho de água, caixa transportadora, ninho, etc), fora uma mantinha com estampa de oncinha. Flora está sendo uma verdadeira terapia pro pessoal lá de casa, o que me deixa muito feliz. Não demorou muito pra essa coisinha conquistar o coração de todos. Devo vê-la no próximo final de semana, aí farei questão de postar mais fotos dessa fofa!

Thursday, May 4

Voltando às atividades

Depois de mais de um ano sem mostrar as caras por aqui resolvi voltar a escrever. Esta postagem é mais pra contextualizar o retorno, explicar os motivos do meu sumiço e resumir em poucas linhas o que andei aprontando ao longo desse ano que estive distante. Pois bem, por onde começo?

O último ano foi muito cheio devido às atividades acadêmicas, problemas e mudanças pessoais, fechamento de algumas portas e consequente abertura de outras, etc. Se 2015 foi um divisor de águas na minha vida, 2016 foi o ano de botar as mudanças adquiridas em prática. Embora produtivo, 2016 foi de certo modo conturbado. Pra começar, foi o ano em que decidi encarar várias coisas de frente, como aquelas adoráveis disciplinas de literatura na faculdade. Decidi enfrentar todas (ou quase todas) de uma vez só, o que me rendeu um colapso ali por maio, curiosamente há exatamente um ano atrás. Graças a minha persistência e teimosia, saí vitoriosa, com um bom desempenho e ótimas notas (excetuando-se três malditos setes nas matérias de poesia - apenas uma no histórico). No segundo semestre, além de cursar o restante das obrigatórias e tentar eliminar de vez qualquer traço de literatura, estava me preparando pra um congresso, oficialmente o meu primeiro (fora da universidade). Pela primeira vez viajei para apresentar trabalho em um evento de outra universidade (UFSC) e conheci a adorável capital do meu estado, Florianópolis. 

Enquanto muita coisa acontecia, rolou a greve das universidades federais e as ocupações, o que nos impediu de ter aula por aproximadamente dois meses. Dessa forma, passamos de ano mas não de semestre, tendo que repor as aulas perdidas em pleno janeiro. Eu confesso que não achei ruim ter que ficar em função de trabalhos e mais trabalhos de aula em plenas férias de verão. Por dois motivos: em primeiro, por saber que devido aos problemas pessoais que tive no ano passado o melhor pra mim seria manter a cabeça ocupada com coisas importantes. Em segundo, por achar minha cidade natal tediosa demais pra passar as férias todas por lá. Ainda que seja legal passar um tempo com minha família, tenho sede pelo ritmo de uma cidade maior. 

Enfim: tudo isso pra dizer que meu ano foi academicamente muito produtivo, que abri mão do vegetarianismo por tempo indeterminado por questões de saúde, que eu e meu namorado decidimos que íamos virar mochileiros, que finalmente decidi o que ia pesquisar na monografia, que amadureci muito, que me reaproximei de velhos grandes amigos, que me afastei de algumas pessoas e me aproximei de outras, entre muitas coisas. Agora, voltando para 2017, eu diria que fiz uma longa jornada e estou feliz onde estou. Estou no último ano da faculdade, pesquisando igual uma louca um assunto que me fascina, com o orientador que eu queria, cheia de planos para o mestrado e finalmente me dedicando quase que exclusivamente ao assunto que amo: linguística. Fora as questões acadêmicas, muita coisa boa aconteceu em outras áreas da minha vida, mas isso é história para outras postagens.

Nos últimos tempos andei considerando voltar a escrever aqui, especialmente após eu mostrar a página pra uma amiga que ficou maravilhada com o blog. Ela meio que me incentivou a manter a página, ainda que com postagens escassas. Inicialmente até considerei retomar as atividades usando uma conta antiga minha em outra plataforma, em partes por já ter mudado muito meu estilo de postagens e sentir uma necessidade de iniciar algo com um tom que se aproxime mais do que sou hoje. Ainda não me decidi. Até lá seguirei utilizando esta página. Como minha rotina está bem cheia, não prometo postagens frequentes. Também não garanto que eu vá de fato permanecer ativa por aqui, podendo sumir novamente por um período indeterminado. 

~gremena