Thursday, March 6

I'm a murder tramp, birthday boy, I wore my black and white dress to the birthday massacre, birthday massacre, birthday


Eu faço parte do seleto grupo de pessoas que detestam carnaval, mas já que ele existe e faz parte da cultura do nosso país eu tento olhar de uma perspectiva otimista: pelo menos temos feriado prolongado. Carnaval tinha que servir para alguma coisa. Aproveitando que ontem foi ponto facultativo para alguns funcionários públicos e que no sábado não teremos aula de linguística, eu aproveitei para prolongar ainda mais o feriado transformando esse período numa espécie de semana do saco cheio. Não que eu já estivesse de saco cheio, afinal de contas nossas aulas mal começaram – e os rumores de greve estão às portas.

De qualquer forma – saco cheio ou não – usufruí o máximo que pude dessa semana viajando para a casa da minha família. Sexta-feira passada foi meu aniversário então assisti a última aula e vivi uma verdadeira odisséia para chegar em casa correndo, arrumar as malas, chamar taxi (o que estava difícil devido à greve da Urbs), conseguir passagem em vésperas de feriado e viajar. Graças à Odin tudo deu certo e consegui chegar em casa, dar um abraço em cada um e comer um pedaço de bolo – comer o bolo feito pela mãe/avó não tem preço, ainda mais no seu aniversário!


Fico contente em dizer que minhas últimas semanas foram recheadas de fofuras que eu nem imaginava que viriam ao meu encontro. No dia do meu aniversário fui com uma amiga dar uma garimpada nos brechós da rua Riachuelo, esperamos a aula terminar e aproveitamos que o dia estava deliciosamente cinza, assim partimos como duas hobbits em busca do tesouro escondido nas velhas construções da parte histórica de Curitiba. No caminho, um senhor de idade educadamente me parou e disse:

“Você me desculpe, mas fazia anos que eu não via uma mulher de luvas, muito lindo, mulher elegante é outra coisa!”.


Fiquei abismada por receber um elogio de forma tão educada, sem segundas intenções, vindo de um estranho com quem eu jamais esbarrarei novamente – mas que foi responsável por alegrar o dia do meu aniversário com palavras tão simples! Também fiquei muito feliz com os recadinhos fofos que recebi de amigos e conhecidos, alguns envolvendo mitologia nórdica, música e coisinhas macabras. Um deles que eu achei libertador foi o seguinte:


“Se gosta da chuva e do frio, das letrinhas e das alturas da UFPR...vc. já é feliz, e a cada ano ouse ser sempre mais! Parabéns cada dia...o ano inteirinho!!! Felicidades...”.


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