mÄndag, februari 18

Giants Citizen Kabuto Soundtrack

Para quem nĂŁo sabe, GCK Ă© um jogo de ação/aventura e talvez a coisa que mais marcou na minha vida. AĂ­ vocĂȘ dĂĄ uma olhada na data de lançamento do jogo (2000) e em algumas imagens e acha atĂ© que bonitinho para os jogos da Ă©poca, mas nada demais. Bom, se vocĂȘ Ă© gamer desde pequeno e digamos que acabou de sair da adolescĂȘncia hĂĄ uns dois anos como eu, isso significa que vocĂȘ pegou uma fase em que os grĂĄficos nĂŁo eram tudo isso, e certamente se apaixonou por algum jogo que marcou muito e que ganhou espaço especial na sua lista de jogos. “Na minha Ă©poca”, os jogos nĂŁo eram tĂŁo realistas como os que sĂŁo feitos hoje (com algumas exceçÔes). 


Eu que sou escapista ao extremo procuro coisas que fujam o mĂĄximo da realidade. CenĂĄrios estranhos, enredo maluco e personagens mais estranhos ainda. E o que seria mais estranho do que um jogo que se passa em ilhas de um planeta desaparecido, no qual mulheres de olhos vermelhos e pele azulada sĂŁo a forma de vida dominante, chegando a criar um monstro para defender seus domĂ­nios? Fiz uma postagem “gigante” (hehe) declarando meu eterno amor pelo universo de Giants nesse post (clique aqui e veja)

HĂĄ uns anos eu tinha encontrado a trilha sonora para baixar, mas como tenho o pĂ©ssimo hĂĄbito de nĂŁo fazer backup dos meus arquivos (curiosamente hoje pela manhĂŁ eu estava fazendo), acabou que meu PC estragou e eu perdi tudo. Depois de anos sem jogar (prometi que voltaria sĂł depois de passar em letras, yay!), senti profunda vontade de ouvir as belas mĂșsicas compostas por Jeremy Soule e Mark Morgan. SĂŁo mĂșsicas clĂĄssicas maravilhosas e na maior parte, alegres. As minhas preferidas sĂŁo as dos Meccs. Em segundo vem as do Kabuto e sĂł entĂŁo as da Delphi. As duas primeiras sĂŁo mais de aventura, geralmente tocando enquanto os Meccs ou Kabuto estĂŁo em batalha. AĂ­ estĂĄ mais uma coisa muito feliz que esse game proporcionou na minha vida: o interesse por mĂșsica clĂĄssica. Afinal de contas, Games tambĂ©m sĂŁo cultura!

Minhas mĂșsicas preferidas (para ouvir Ă© sĂł clicar e ser direcionado para o youtube): Flight of the Meccs, Baz'sAdagio, Majorcan Voyage, Kabuto's Awakening, Kill, Crush, Destroy

torsdag, januari 10

Passei! Caloura de Letras Port-AlemĂŁo na Universidade Federal do ParanĂĄ

Um dos momentos mais esperados e sonhados da minha vida chegou: Finalmente passei no vestibular da minha amada UFPR, depois de tentar por trĂȘs anos consecutivos. Dessa vez consegui ir alĂ©m, me concentrar nas redaçÔes e realizar meu objetivo. Queria agradecer aos meus professores do cursinho, meus amigos e colegas que me incentivaram, me deram força quando nĂŁo agĂŒentava mais abrir um livro para estudar e, principalmente, minha famĂ­lia. Foi uma longa caminhada, por muitas vezes pensei em desistir. Felizmente esses foram apenas momentos ruins e hoje sei que vou conseguir chegar onde quero. De agora em diante quero aprender diversos idiomas e me preparar para ir ao velho continente europeu.

fredag, december 28

Nota 1000 na minha redação do ENEM!

Mais uma grande surpresa na minha vida: meu texto entrou para as redaçÔes nota 10 do Exame Nacional do Ensino MĂ©dio!! É muita alegria depois de tanto esforço, tanta produção de texto e stress para conseguir tirar o que eu acreditava ser uns 900. Cada vez mais sou surpreendida com acontecimentos que me mostram o quanto o curso de letras foi a escolha certa. A cada amanhecer eu sei que estou mais prĂłxima de realizar o maior sonho da minha vida: botar o meu pĂ© no velho continente, viajar por vĂĄrios paĂ­ses, falar todos aqueles idiomas lindos e estudar a histĂłria e cultura de cada um desses lugares fascinantes. 

Agora para as fĂ©rias eu jĂĄ tenho dois trabalhos para fazer (um de morfofonologia e um resumo crĂ­tico), alĂ©m de vĂĄrios livros para ler sobre teoria da literatura e lingĂŒĂ­stica. Depois de ver algumas disciplinas do curso eu percebi que bem antes de ingressar na Academia eu jĂĄ sabia perfeitamente com o que gostaria de trabalhar: tradução, interpretação, literatura e produção de texto. Mais tarde eu pretendo cursar histĂłria para enriquecer meu conhecimento na ĂĄrea de Tradução e Interprete, jĂĄ que Ă© bem com aquela parte cultural que pretendo trabalhar. Agora com o ENEM divulgado, espero que a santa UFPR nos presenteie com o resultado bem antes que o esperado.



onsdag, december 26

Jack Off Jill

Depois de tanto tempo sem postar nada sobre mĂșsica eu gostaria de falar um pouco sobre uma banda das antigas que talvez tenha passado despercebido diante de muita gente. O Jack Off Jill foi uma banda dos anos 90 que em seus oito anos de ativa teve lançado trĂȘs discos e algumas demos, alĂ©m de ter feito a abertura dos shows do Marilyn Manson and The Spooky Kids.


Formado na Florida no inĂ­cio da dĂ©cada por Jessicka Addams, Tenni Arslanyan, Robin Moulder e Michelle Oliver, a sonzeira dos caras contava com apresentaçÔes loucas e polĂȘmicas nas quais JĂ©ssicka jogava sangue (de groselha), balas e doces em sua platĂ©ia. Apesar de o som nĂŁo ter nada de fofinho, costumo classificar o visual da banda como perky goth. Nunca me esquecerei da frase que minha amiga disse quando a dei uma cĂłpia do ĂĄlbum Clear Hearts Grey Flowers no qual utilizei como capa a foto acima: “Oh, ela tem borboletas no cabelo! *-*”

Acredito que jĂĄ citei esse disco aqui no blog enquanto falava sobre o trabalho de Mark Ryden, jĂĄ que foi ele o autor da capa original. Essa gravura Ă© super famosa no meio underground, podendo ser encontrada em brĂłches e bolsas. O Clear Hearts Grey Flowers Ă© sem dĂșvida um dos discos que eu mais escutei na minha vida. AlĂ©m de ser o meu preferido deles, acredito que Ă© o lançamento que contĂ©m as mĂșsicas da fase mais madura da banda, com letras e melodias mais bem trabalhadas. 


Logo em seguida a banda cessou atividades, mas para quem ainda quiser ouvir algum trabalho novo da JĂ©ssicka tem o Scarling, banda que tambĂ©m jĂĄ apresentei aqui. O som tem algumas semelhanças, ainda que poucas. Acredito que ela conseguiu dar continuidade ao seu amadurecimento musical e que caso o Jack Off Jill tivesse continuado na ativa, o som hoje em dia nĂŁo seria muito diferente do Scarling. De tempos em tempos surgem rumores de que um suposto disco estaria sendo produzido, infelizmente nada se confirmou atĂ© agora. De qualquer forma, ficamos no aguardo! 

Minhas mĂșsicas prefridas sĂŁo Vivica (primeira que ouvi) e Surgery. Em seguida, viriam na ordem: Love Song (cover do The Cure), When I’mQueen, Losing His Touch, Cinnamon Spider e Strawberry Gashes (trilha sonora da Noiva CadĂĄver do Tim Burton). Para ouvĂ­-las Ă© sĂł clicar nos nomes.

tisdag, december 25

Scary tattoos for freaky girls!

Although not everyone has the courage to undergo tattoo procedures (I’m not a big fan of needles myself), many people dedicate a corner of their skin to the wonderful illustrations of alternative artists. I thought of posting here some random images of unknowns who did what my fear won’t ever let me do: decorate my body with the art of Kukula, Natalie Shau and Mark Ryden. This fusion of horror with childish stuff is usually seen inside the “perky goth” style and it’s basically what bands like The Birthday Massacre, Switchblade Symphony and New Days Delay do with both music and visual. If I wasn’t so frightened I’d certainly have macabre dolls tattooed all over my body (Kukula’s in particular), but I presume the procedure is too painful so my skin will probably keep blank as paper.









söndag, december 2

"Homem vive em cenĂĄrio de contos de fadas nos EUA" - Omg!

Ao abrir meu facebook hoje pela manhĂŁ eu me surpreendi com uma matĂ©ria compartilhada por meu professor de sociologia. Fiquei fascinada e muito alegre em ver que ainda existem muitas pessoas criativas e mĂĄgicas nesse mundo perdido. O artigo fala sobre um senhor norte americano de 60 anos que de fato criou seu prĂłprio mundo em suas terras, tornando delas um verdadeiro cenĂĄrio tĂŁo Ă©pico quanto o condado dos Hobbits. SĂł digo uma coisa: É de pessoas assim que o mundo precisa!


O norte-americano SunRay Kelley, 60, vive no meio de uma floresta no Estado de Washington, nos EUA. Ele construiu sozinho sete casas, 10 lagos, uma cabana de eremita, uma imagem de Jesus de 10 metros de altura e um estĂșdio de yoga, em um cenĂĄrio que lembra o de um conto de fadas - Esse cara lembra muito o Tom Bombadil do Senhor dos Aneis.

DĂȘ a um sujeito alguns alqueires de terra e uma semana no mato, e ele logo vai começar a planejar seu castelo. Mas apenas uma alma incomum, contudo, começa a construir sete casas, 10 lagos, uma cabana de eremita, um Jesus de 10 metros de madeira de lei e um estĂșdio de yoga cuja porta cor de rosa esculpida lembra (com verdadeira precisĂŁo anatĂŽmica) a genitĂĄlia feminina.

O senhor das terras Ă© um animal sem dono que anda descalço de 60 anos chamado SunRay Kelley. E sua fantĂĄstica propriedade construĂ­da Ă  mĂŁo fica no fim de uma estrada de barro que tem o nome de seu avĂŽ, no sopĂ© da serra Cascade, ao Norte de Seattle. A melhor forma de descobrir o trabalho de SunRay Kelley (um Taliesin hippie) Ă© fazer uma peregrinação. Um visitante assĂ­duo Ă© o autor e fundador da Shelter Publicactoins, Lloyd Kahn, cujo livro definitivo nos anos 70 sobre arquitetura regional, “Shelter”, Ă© um marco do estilo de Kelley. “Foi uma espĂ©cie de odisseia”, disse Kahn ao telefone de sua prĂłpria casa feita Ă  mĂŁo em Bolinas, CalifĂłrnia. “Ele de fato Ă© um artista. Ele nĂŁo se envolve muito com os detalhes do mundo real”.

 Kelley construiu talvez 50 estruturas quimĂ©ricas irregulares pelo continente, desde palĂĄcios campestres assustadores atĂ© cabanas de Smurfs. Ainda assim, ele prefere ficar no que ele chama de “a propriedade” por dias ou semanas sem fim. Aqui, ele Ă© livre para empilhar discos de tratores para se tornarem antenas cĂłsmicas e arrastar toras que sussurram suas intençÔes. “Quando ele diz que ouve a natureza, de fato, ele ouve”, disse Kahn. “Acho que Ă© provavelmente o maior construtor com materiais naturais. NĂŁo tem ninguĂ©m como ele em lugar algum”. (A lenda de Kelley deve chegar aos lares norte-americano no dia 7 de dezembro, quando seu trabalho serĂĄ mostrado em um episĂłdio de “Home Strange Home” da Hgtv).


Uma recente manhĂŁ de sĂĄbado encontrou Kelley mexendo no jardim enquanto fumava um cigarro de ervas para evitar o tabaco. Ele se medica desta forma em certos momentos do dia, como quando se levanta e ainda nĂŁo comeu. Durante os anos, ele caiu de telhados, quebrou um tornozelo e os dois pĂ©s. O quadril estĂĄ seriamente afetado. Mais misteriosamente, ele adquiriu um estigma na testa, uma ferida que chora em certos momentos do dia. Na primavera, ele estava em cima de uma escada, cortando algumas tĂĄbuas de cedro no telhado de sua oficina. AĂ­, a serra agarrou na borracha do telhado e “Chu-chu-chu! Bateu na minha cabeça com toda força”, disse ele.

A narina direita dele se abre como uma tenda. “NĂŁo Ă© a experiĂȘncia mais agradĂĄvel”, continuou. Em sua vida, Kelley transformou o cenĂĄrio em seu terreno de nove acres. E o cenĂĄrio, invariavelmente, o transformou. Nos anos 20, seu avĂŽ estabeleceu-se em uma propriedade em 1,6 km quadrado de mata aqui na base da montanha Cultus e abriu uma serralheria. Seu pai criou algumas dezenas de bois em uma pequena parte da terra. Nenhuma das vocaçÔes atraiu a Kelley.





“O planeta Ă© uma floresta, Ă© um jardim”, disse ele. “Eu nĂŁo gostava de construir cercas ou de caçar os bois. VocĂȘ nĂŁo tem que caçar essas” -esticou-se e pegou uma maçã das 200 ĂĄrvores que ele mesmo enxertou.

 A umidade do inverno criou dĂ©cadas de limo nos membros contorcidos da macieira, que parece uma criatura de lenda. A madrasta da Branca de Neve nĂŁo poderia ter criado uma ĂĄrvore mais fantasmagĂłrica. Mas Kelley tem um jeito de conto de fadas ele mesmo, troncudo, com cabelos emaranhados e barba fĂ©rtil. Sua parceira hĂĄ oito anos, Bonnie Howard, professora e construtora, conseguiu aparar a juba dele apenas uma vez. “Quando fomos construir em Costa Rica”, lembra-se, “os cigarros dele se apagavam com seu prĂłprio suor”.

 A parte favorita do terreno de Kelley fica na base de um morro lamacento, do outro lado do que Howard chama de “ponte de Billy Goat Gruff” (construĂ­da com um velho chassi de caminhĂŁo). Kelley mancou atĂ© uma floresta escura e profunda. “Esta Ă© a Ășltima floresta secundĂĄria”, disse ele, apontando para alguns cedros altos. “Esses aqui tinham 40 anos quando os vi pela primeira vez. E eles sĂł cresceram e ficaram mais mĂĄgicos”.







Os tocos antigos sĂŁo ainda mais largos. Kelley pendurou uma pequena armação que ele chama de Cabana do Eremita em cima de um deles. “Este tem pelo menos mil anos”, disse ele. “VocĂȘ nĂŁo consegue fabricar uma fundação que dure muito mais do que isso”. Ainda assim, dentro desse menino do campo, existe um louco por motor, confessou. O caminhĂŁo de entregas dele Ă© um Diamond T de 1947, que ele mesmo reconstruiu. Contudo, ele costuma ir para a cidade em uma bicicleta reclinada que ele reformou e aparelhou com um motor elĂ©trico e freios regeneradores. Kelley anda com esse veĂ­culo-conceito em atĂ© 80km por hora.

“Quando vocĂȘ anda assim tĂŁo perto do chĂŁo”, disse ele, o pavimento “parece uma lixa gigante. Se vocĂȘ cair, nĂŁo vai sobrar muita pele”. (É possĂ­vel encomendar a bicicleta de Kelley, para os mais ousados). Seu prĂłprio motor gira o dia todo, todos os dias, segundo Howard, 50. “Ele Ă© igual um desenhista compulsivo, sĂł que Ă© um construtor compulsivo”.

Kelley entĂŁo abre o caminho morro acima, na direção de um abrigo primitivo. HĂĄ alguns anos, o filho de Howard, Eli Erpenbach, hoje com 16, construiu um pequeno forte com galhos caĂ­dos na floresta. O arquiteto da casa de toco oco ali perto foi o neto de 11 anos de Kelley. “Esses sĂŁo os humildes primeiros passos de um construtor”, disse ele, com um olhar aprovador. “Isso Ă© exatamente o que eu fazia quando era criança nessas matas. Acho que eu nunca parei, de fato”.

Em algum momento, Kelley morou em quase todas as moradas na propriedade. Primeiro, veio a Casa Terra, em 1976, onde ele moldou quatro mĂŁos de bronze para sustentar as vigas do telhado. Depois, Kelley se mudou para uma oficina perto de um apartamento que ele chama de Buzina, cujas vigas antigas nĂŁo pareceriam fora de lugar em Winterfell. Amigos e viajantes se mudaram para esses locais e ficaram meses ou anos, ajudando nas contas.

 Em 1998, Kelley deixou relutantemente o que talvez fosse sua maior casa, a Casa CĂ©u, lembra-se uma moradora de longa data da propriedade. “Eu expulsei ele”, disse Judy, ex-mulher de Kelley. Por acaso, ela passou por ali com seu novo marido para pegar algumas maçãs e parou para bater um papo. (Ela preferiu nĂŁo dar seu Ășltimo nome, disse ela, pois tem um emprego respeitĂĄvel no mundo careta). Viver com Kelley foi uma aventura e uma tribulação, disse Judy. “Sempre havia uma sĂ©rie de visitantes interessantes passando por aqui: circos, artistas, iogues, gurus”.

 Quanto tempo os convidados ficavam? “AtĂ© terem comido tudo o que tĂ­nhamos”, disse Judy. “SaĂ­amos um dia e quando voltĂĄvamos tinham comido tudo –inclusive as galinhas”. Judy ainda Ă© dona e aluga seu antigo estĂșdio de yoga (O que vocĂȘ tem quando cruza yoga com uma iurta? O que Kelley chama de “Iogurte”). Ele esculpiu as dobras ondulantes em torno da entrada durante sua primeira paixĂŁo com o “cob”, um cobertura que mistura terra, palha e ĂĄgua. Judy tambĂ©m aluga a Casa CĂ©u, uma maravilha de quatro andares que parece uma igreja rural russa. Aqui tambĂ©m, a ornamentação Ă© furiosamente imaginativa. As colunas de madeira se projetam para alĂ©m do teto como um mastro ou uma presa de narval. O mastro exposto fica Ășmido durante as chuvas interminĂĄveis do outono.

 “Adoro deixar eles expostos, apesar de apodrecerem”, disse Kelley. “NĂŁo Ă© uma boa ideia”. Kelley nunca foi refĂ©m da praticidade. Como disse sua ex-mulher: “Nada era terminado. Nunca. Isso me deixava louca”. O aquecimento tambĂ©m era um problema, no sentido que nĂŁo havia nenhum. “Uma coisa eu posso dizer sobre Ray, ele nĂŁo consegue construir um sistema de aquecimento”, disse ela. Kelley respondeu: “NĂŁo Ă© verdade. Venha ver minha casa agora”. Judy nĂŁo estava inclinada a aceitar o convite. “Algumas vezes eu chorava, de tanto frio”, disse ela. Kelley admitiu: “Houve alguns anos realmente frios”. A reclamação parece ter terminado e ela o abraça. “Mas nossos filhos cresceram saudĂĄveis. Eles quase nunca adoeciam. Eles colavam no chĂŁo, os dedos duros”.

 Kelley começou a construir sua atual residĂȘncia, a Casa Jardim, de uma forma ad hoc. Ele precisava de um lugar para dormir. Mas isso nĂŁo Ă© muito diferente de seu mĂ©todo usual. “Eu pratico o que eu chamo de arquitetura evolutiva”, disse ele. “Isso significa que vocĂȘ faz planos, mas se surgir uma ideia melhor amanhĂŁ, vocĂȘ estĂĄ disposto a mudar os planos”. Por 15 anos, atĂ© este verĂŁo, os planos nĂŁo incluĂ­am armĂĄrios ou iluminação moderna. “Nunca fui muito fĂŁ de luzes elĂ©tricas”, disse Kelley. “Tenho olhos de gato. Emito luz suficiente com o meu corpo”.

Muitos dos atuais projetos de Kelley sĂŁo pequenas construçÔes modulares que podem custar apenas US$ 15.000 a US$ 20.000 (entre R$ 30.000 e R$ 40.000); variaçÔes de iurtas. Raramente vocĂȘ precisa de uma licença para construir ou um emprĂ©stimo para montar uma cabana de 20 metros quadrados para morar ou como uma sauna com um forno de pizza.

 Kelley pode construir um abrigo desses na oficina, entregĂĄ-lo e montĂĄ-lo em uma ou duas semanas. Neste ponto, os clientes sĂŁo livres para terminar a casa da forma que quiserem, e Kelley estĂĄ livre para ir para casa. “Quando vocĂȘ constrĂłi uma casa para alguĂ©m, vocĂȘ tem que ouvir o que eles querem”, disse ele. “Pode ser bem desafiador”. Kelley completou algumas encomendas exaustivas, inclusive o Templo de Harbin Hot Springs, no Norte do Napa Valley. Essa incrĂ­vel construção tem uma torre de vidro de 20 metros no centro e traves expostas que espiralam para uma cĂșpula radiante (Kelley adora cĂșpulas).

 Segundo as estimativas de Kahn, o autor e editor, Ă© uma “obra de mestre” –limpa e geomĂ©trica, na qual as estruturas da propriedade parecem “desmazeladas”. Kelley conheceu Howard durante os 18 meses que passou ali, acampado no local da obra. Depois, ela assumiu o papel de gerente de projetos de Kelley. Ou, para ser realista, gerente de tudo dele. Com Kelley fazendo a maior parte de suas refeiçÔes cruas, das macieiras ou amoreiras, ela tambĂ©m Ă© a cozinheira da casa. Esta noite, ela estĂĄ preparando uma truta arco-Ă­ris do rio Skagit, pescada naquela manhĂŁ pelo seu velho amigo Joe Pitman.

 Howard concordou em pagar a ele com um pedaço de torta de maçã. Mas ele tinha outra tarefa antes: remover uma das botas de Kelley, que estava se recusando a sair. “Em geral, vocĂȘ nĂŁo usa nada”, disse Pitman. De fato, Kelley andou descalço por anos. “Eu era bastante religioso sobre andar descalço”, disse ele, afundando em uma cadeira na frente da lareira da cozinha. “Depois eu decidi que, de vez em quando, nĂŁo Ă© bom ser muito religioso sobre nada”.

 Com o problema no quadril, Kelley recentemente começou a pensar em como poupar suas forças. “NĂŁo tenho mais a capacidade que eu tinha quando tinha 30 ou 40 anos”, disse ele. “É duro. VocĂȘ quer ver seu trabalho evoluir, vĂȘ-lo melhorar”. Manter a propriedade, em si, jĂĄ Ă© uma tarefa sem fim. Uma ĂĄrvore estĂĄ começando a brotar no telhado cheio de musgos da Casa da Terra. E uma roseira selvagem estĂĄ tomando as escadas da Casa Buzina. “Quero que durem para sempre”, disse Kelley de suas construçÔes. “Mas a verdade Ă© que tudo Ă© temporal. Tudo estĂĄ em vias de virar adubo”.

Subitamente, seu rosto se ilumina e ele olha para o aparador. A torta de maçã saiu do forno, e Howard cortou e serviu um quarto dela. Kelley jogou fora seu cigarro, ainda queimando, em uma saladeira com suas ervas medicinais, que começou a arder lentamente. “SunRay sempre começa pela sobremesa”, disse Howard. O companheiro concordou e afundou suas mĂŁos em uma montanha de maçã quente. “VocĂȘ nunca sabe quando sua bolha vai estourar”, disse Kelley. “Mas sabe que vai estourar. E eu vou comer minha sobremesa antes de ir-me”.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2012/12/02/homem-vive-em-cenario-de-contos-de-fadas-nos-eua.htm

lördag, november 10

A bit of Literature to enchant our minds

"A vida Ă© mĂĄgica. 
          As pessoas nĂŁo morrem, ficam encantadas"

                                                                                                                               (GuimarĂŁes Rosa)


fredag, oktober 19

Matéria sobre o festival Gothic Whitby Weekend

Hoje meu tio que Ă© assinante da Revista Speak Up veio me falar de uma matĂ©ria sobre um festival gĂłtico que acontece na Inglaterra. Eu pedi emprestado e escaneei para colocar aqui. A matĂ©ria Ă© bem simples e nĂŁo se aprofunda muito, mas gostei pelo simples fato de ver que o pessoal da revista realmente correu atrĂĄs de pessoas entendidas no assunto para entrevistar, citou estilos musicais como o Post- Punk e o Industrial e deu uma breve explicação sobre como e onde a subcultura gĂłtica começou. 

Enfim, estĂĄ bem verĂ­dico. Recomendo :)






tisdag, oktober 16

Can't (Halloween Valentine)

In the previous post I mentioned my research on illustrations that I hope to print on plain shirts in order to customize them. Besides the beautiful ones uploaded here there’s also a drawing that I did today combining my favorite ingredients: fashion design, victorian, skeletons, macabre and polka dot! As I stared at the result of a morning’s work I realized that the long-dead couple of skeletons would look fine in a shirt so I can’t wait to get it done! (honestly I wasn’t planning to draw a pattern myself and this drawing was made just because it is Halloween time – in the end it fitted like a glove). As soon as they’re finished I'll have pictures uploaded. For now: Welcome to the freak show!



torsdag, oktober 11

Dressed in Black

Eu adoro aquele esqueminha de ficar procurando imagens de roupa aleatoriamente e depois montar um visual misturando as coisas que encontrei. NĂŁo sou nada boa para fazer montagens, por isso as minhas nĂŁo ficam tĂŁo boas, mas dĂĄ para disfarçar! Criar esses looks Ă© Ăłtimo quando quero passar meu tempo, sempre me divirto! AlĂ©m de que Ă© super Ăștil procurar peças parecidas com as que tenho no meu guarda-roupa, isso me garante uma melhor visualização de que peças posso utilizar para compor um look, sem falar que tambĂ©m ajuda a disfarçar a repetição de roupas.

Eu estou passando por uma fase de puro tĂ©dio e nem minhas tentativas de me animar com mĂșsica surtiram efeito. Achei que poderia aproveitar mais minha semana de descanso, mas fazer o que se nĂŁo comando meu prĂłprio humor? Apesar de tudo, tenho Ăłtimos motivos para me animar com algumas coisas boas que estĂŁo prestes a acontecer. Por enquanto, deixo aqui o meu divertimento. Por Ășltimo quero apenas comentar que estou preparando uma postagem sobre brechĂłs aqui da regiĂŁo e algumas coisinhas do meu guarda-roupa. Em breve postarei!



torsdag, juni 14

Gothic Furniture


Ontem antes de dormir eu estava fazendo algumas pesquisas quando por acaso encontrei esta foto de uma mobília adoråvel que me lembrou a casa da minha elfa no The Elder Scrolls. Acabei me empolgando e fui buscar mais modelos do que eu amaria ter em casa um dia. Mesmo sendo obcecada pela cor preta eu devo admitir que não sou do grupo a favor de uma casa estilo buraco negro. Jå vi muitas decoraçÔes onde as paredes aparecem em tons super escuros, o que vira um verdadeiro breu quando se resolve colocar roupas de cama em cores pesadas.

Eu sinceramente nĂŁo acho nada agradĂĄvel e prefiro as paredes em tons claros, como um amarelinho bem claro, creme ou areia. Como azul Ă© minha cor mais amada (especialmente azul marinho), cortinas, poltronas, tapetes e roupas de cama nesse tom ficam excelentes. AĂ­ sim vocĂȘ pode adicionar mĂłveis em tons negros sem transformar sua casa em uma masmorra. Mas enfim, eu me apaixonei por absolutamente todas essas belezinhas! *-*








söndag, maj 20

What Have I Done?

SaudaçÔes pupilos! Estå realmente fazendo um frio delicioso lå fora!

Andei sumida por conta da pilha de matĂ©rias que tenho que colocar em dia (confesso que isso estĂĄ a cada dia mais difĂ­cil). A montanha de exercĂ­cios e textos aumenta diariamente e eu me vejo dentro de uma bola de neve em alta velocidade. No mais, tenho dado voltas por alguns quarteirĂ”es nos finais de tarde ouvindo Die So Fluid, comido salada de frutas como uma louca e tambĂ©m comecei a ler um livro da Charlotte Bronte que comprei a nĂŁo muito tempo na livraria Cultura. AliĂĄs, nĂŁo tĂȘm sido raras as minhas excursĂ”es atĂ© lĂĄ nos finais de semana. Eu normalmente me perco lĂĄ dentro entre suas quase que interminĂĄveis prateleiras. Perco a noção do tempo, o que me impossibilita de visitĂĄ-la durante a semana, sendo que esses dias quase perdi a hora de ir para a aula.


Essa livraria abriu recentemente aqui e agora tenho a sorte de poder comprar livros em inglĂȘs sem precisar encomendĂĄ-los de SĂŁo Paulo e pagar um absurdo em frete. SĂŁo trĂȘs andares cheinhos de surpresas. VocĂȘ pode atĂ© aproveitar para fazer um lanchinho lĂĄ dentro em uma confeitaria com doces e salgados, assim nĂŁo precisa sair de lĂĄ nem para comer!

Mas enfim, peguei uma gripe horrenda quinta-feira e estou melhorando atĂ© agora. O clima frio estĂĄ maravilhoso ao ponto de me inspirar para fazer uma coisa bĂĄsica que tenho adiado hĂĄ muito tempo. Eu nunca montei um visual unindo fotos de roupas escolhidas aleatoriamente na internet, foi exatamente por isso que fiz um hoje me baseando nas coisas que estou usando nessa estação fria, bem como o que eu gostaria de usar mas nĂŁo encontrei para comprar em um bom preço (como o sapato da foto).  Comprar um legĂ­timo Demonia estĂĄ longe de acontecer, mas um dia eu colocarei um desses nos meus pĂ©s. Fica aĂ­ entĂŁo a minha combinação de vintage, gĂłtico, Alice e inverno : )


fredag, februari 24

Victorian Love


 "Whispering tales of broken hearts,
We closed our eyes and dreamed away
 And for a time our love was almost real"

Pintura: The Garden of Eden, Briton Riviére,
MĂșsica: Nighttime, The Birthday Massacre

~ Conselhos de um caracol [AtualizaçÔes do Walter]

Meses apĂłs meus Ășltimos escritos neste espaço, retorno para dar atualizaçÔes sobre este senhorzinho (OMS, 2026) 1 espiralado que tem tornad...