Visar inlägg med etikett Fotografia. Visa alla inlägg
Visar inlägg med etikett Fotografia. Visa alla inlägg

lördag, mars 14

Prelúdio 🐌

Saudações, mundo!

À beira da eclosão de uma terceira guerra mundial, sob a hipervigilância das big techs e diante de uma possível ameaça à nossa soberania nacional, decido voltar a escrever textos despretensiosos em um blog.

Digamos que não é lá o momento mais oportuno para eu retomar a escrita neste espaço, haja vista eu estar atolada até o pescoço de trabalho. Para se ter uma ideia, eu comecei a rascunhar esta postagem em janeiro 😁. Só hoje consegui sentar aqui para concluí-la. Ninguém mais escreve em blogs, e tampouco alguém os lê. Apesar de ter essa noção, opto por retornar; afinal, em um mundo dominado por textos escritos por IA, escrever textos "de cabeça" é um ato de resistência. De modo geral, este texto é um prelúdio para a nova fase deste blog, que já conta com algumas coisas em pré-publicação. Stay tuned!

A postagem que inaugura esta nova fase com chave de ouro é sobre ele: [som de tambores 🥁🥁] ~4 gramas de fofura, cerca de 3 cm de graciosidade, olhinhos discretos e curiosos, conchinha bege~marrom-claro e rádula sedenta por papaya. Senhoras e senhores, apresento-lhes o Walter! 🥁🥁

Sim, adotei um caracol de estimação 😊 Encontrei o Walter (a.k.a. nenê Walter, bichinho Walter, ou ainda Gosmentinho, para os mais íntimos) no dia 26 de dezembro de 2025, em uma de minhas expedições fotográficas pela natureza. De início, avistei a conchinha em uma planta e corri para inspecioná-la. Como nunca havia tido a sorte de encontrar um caracol vivo (certa vez achei uma concha abandonada do que um dia fora um caracol...), não fiquei muito esperançosa. Queria apenas fotografá-la, pois sempre achei linda aquela estrutura espiral. Segurei a concha em minhas mãos por alguns minutos e voltei minha atenção a uma borboleta que avidamente coletava pólen em uma corda-de-viola. Após certo tempo, algo se moveu na concha... “Está vivo!!!” Automaticamente entrei no meu modo “derretimento por coisas fofas” e, alguns minutos depois, vi o Walter pela primeira vez <3 Foi amor à primeira vista! A partir dali, soube que o levaria para casa. Improvisaria um terrário até comprar um adequado. Daria um jeito!!

E assim foi. As primeiras duas semanas do Walter em casa foram dentro de um copo de whisky. Imediatamente, botei meus conhecimentos básicos de malacologia em prática: peguei terra do jardim e coletei alguns galhinhos de physalis, folhas de dente-de-leão e musgo, a fim de construir um miniterrário. Pesquisei por terrários para pequenos invertebrados e comprei um de 3 litros (que, para a nossa sorte, chegou bem rápido).

Após passar um mês “de boas” no terrário, comendo bem, defecando normalmente e fazendo passeios supervisionados no jardim, o Walter entrou em estiva. Era a primeira vez que eu via de perto um caracol assim e, inicialmente, achei que ele tivesse morrido. A película de cálcio estava formada bem para dentro da concha, dando a impressão de que ele havia secado. Eu entrei em desespero, tive uma crise de choro (essa foi a segunda; a primeira foi em certa manhã em que o meliante se enterrou no fundo do terrário, fazendo-me acreditar que ele havia fugido). Abracei o terrário e comecei a soluçar, sentindo-me responsável pela morte de um ser inocente.

No desespero, tirei uma foto e pesquisei na esperança de se tratar de algum processo fisiológico típico de caracóis. E era isso: Walter havia entrado em estiva, muito provavelmente em decorrência de mudanças bruscas de temperatura. Contudo, a essa altura, eu já havia me desesperado e colocado a concha dele contra a luz para inspecionar, além de borrifar água para saber se ele reagiria. E reagiu. Após meia hora, esse serzinho gosmento emergiu novamente da concha, devorando o epifragma. Em seguida, saiu andando (ou deslizando, talvez? 🤔) como se nada tivesse acontecido. Eu brinquei com meu namorado, dizendo que o Walter deve ter ficado “putasso” comigo: “Como ousa perturbar meu soninho de beleza?

O problema é que, no dia seguinte, ele novamente estivou. Algo estava claramente errado no ambiente. E assim ele ficou por longos dezesseis dias. O que me tranquilizava era ver as anteninhas movendo-se sutilmente através da superfície translúcida da concha. Retornamos a Curitiba e nada mudou. Long story short: ele passou por várias estivas curtas em que ele saía, passava um dia fora e depois estivava novamente. Contatei um veterinário especializado em animais silvestres. Ao trocar ideia com ele e me aprofundar um pouco mais na literatura, chegamos à conclusão de que seria fundamental controlar a umidade do terrário.

Meu namorado científico maravilhoso comprou um terrário do mesmo modelo e acoplou um higrômetro/termômetro à tampa. Hipótese: o ambiente provavelmente estava com umidade muito baixa, o que me motivava a dar borrifadas frequentes ao longo do dia. No entanto, o higrômetro provou ser exatamente o contrário: o ambiente estava demasiadamente úmido! Isso explicava o porquê de o Walter sempre ficar no teto do terrário, justamente nas frestas que permitiam troca de ar. Ele evitava tanto ficar na parte inferior que cheguei a considerar que pudesse estar desgostoso com o substrato. Mas a verdade era que o ar estava muito pesado, dificultando a respiração e até mesmo colocando em risco a manutenção da concha. Ao percebermos isso, diminuímos as borrifadas e, tcharam!, ele saiu da estiva, parou de ficar no teto, teve um evidente aumento no apetite e se mostrou mais ativo. Meu namorado, empolgado, exclamou: “viva a ciência!”

À medida que o Walter estivava, eu lia livros sobre moluscos gastrópodes e visitava fóruns em busca de dicas de criadores sobre alimentação e substrato; assim, fui aprimorando o terrário, que hoje conta com cerca de 5 cm de substrato de fibra de coco (livre de sais e taninas), tapete de musgo-da-floresta, osso de sépia para fonte de cálcio e uma “minioca” de fibra de coco para servir de abrigo (além do referido higrômetro/termômetro acoplado).

Hoje, ele está muito bem adaptado e, por que não dizer, faceiro: alimenta-se bem (ele ama mamão e abobrinha!) e tem seus lugares preferidos para dormir. Demonstra curiosidade com a inserção de objetos novos no ambiente e explora o terrário com frequência, passando tempo considerável fora da concha, comportamento fofo que demonstra segurança e relaxamento. Planejamos um cardápio semanal com o objetivo de oferecer uma dieta equilibrada (temos o dia da abobrinha, da cenoura, da rúcula com agrião, da berinjela e assim por diante). Esta semana mesmo ele obliterou um pedaço enorme de abobrinha ao longo da noite (e cagou proporcionalmente à quantidade consumida @_@)[i] os alimentos têm sido servidos com pedaços de CaCO₃ para fortalecer a conchinha após as múltiplas estivas.

Há muito eu queria ter um caracol de estimação. Sempre achei que as conchas conferem um charme peculiar a esses animais. Lembro-me de ter desenvolvido interesse especial por caracóis após conhecer o trabalho de Vyacheslav Mischenko, um de meus principais referenciais na fotografia. Fiquei apaixonada pelo modo mágico com que ele representa o pequeno mundo desses moluscos, trazendo à tona detalhes invisíveis aos olhos: a flor minúscula que o caracol admira; o cogumelo que serve de abrigo; ou ainda a gota de orvalho que mata sua sede. A obra desse artista certamente tem orientado meu percurso na fotografia.

Eu não tenho palavras para descrever o amor que sinto por esse bichinho; só sei que desenvolvi um vínculo tão forte, mas tão forte... Até brinco que é como se eu tivesse reencontrado um pedacinho meu que outrora estava perdido. Já até associei várias músicas a ele: Snail ~Camiidae, Snail Waltz ~ Enzo Corne, Advent ~ Dead Can Dance, além de várias do Cocteau Twins. Já chorei ao contemplar o Walter fazendo suas refeições ao som de A Kissed out Red Floatboat, The Itchy Glowbo Blow e Cherry-Coloured Funk * -*.

O Walter não é apenas um caracol; simbolicamente, ele é um reflexo da minha própria fragilidade e existência. Seu metabolismo se traduz em processos internos que reconheço em mim mesma. Embora viva em um mundo caótico, ele segue o seu próprio ritmo; é extremamente vulnerável a pequenas mudanças no ambiente; diante de quaisquer adversidades, necessita de recolhimento a fim de se recompor e preservar energia (estiva). De maneira análoga, devido à minha sensibilidade, dificuldade de socialização e sentimento de inadequação, sempre vivi muito mais dentro da minha própria mente do que no mundo externo (constantemente me recolho em minha “conchinha” mental quando o mundo se torna demais). Caracóis costumam ser rejeitados e tratados como incômodo e com desdém pela maioria das pessoas, sensação de rejeição que também reconheço, pois a vivenciei desde cedo no meu ambiente familiar (tópico sobre o qual não me aprofundarei nesta postagem, a fim de não pesar o texto). Ao descrever para o meu namorado o quanto me reconheço no Walter, ele mesmo completou o raciocínio de forma bonita:

“ – Eu não me sinto como as outras pessoas, não as compreendo e tenho dificuldades de me relacionar, por isso eu...”

“ – Você entra em estiva.”

Por mais que nós, humanos, tenhamos o hábito de projetar nossas percepções nos nossos bichinhos, é evidente que moluscos são bem rudimentares. O Walter carece dos mecanismos psicológicos para entender ou sequer sentir afeto. Ainda assim, estou feliz com o fato de que ele já fica “de boas” na minha mão e sem se retrair na concha quando removo cocozinho preso nele com papel higiênico (antes ele evitava minha mão ou se recolhia). 🐌

Cuidar desse serzinho tão pequeno e frágil tem não apenas me protegido contra a depressão, mas também ajudado a exercer afeto. Também comecei a consumir vegetais que antes não faziam parte do meu cardápio: rúcula, agrião, abobrinha e berinjela. Inclusive, rúcula é uma delícia! 

O Walter é o primeiro de muitos caracoizinhos que passarão pela minha vida, pois hoje posso afirmar categoricamente que estou amando a experiência de ter um molusco de estimação. Além disso, onde cabe um, cabem dois ou seis... O lado triste de ser tutor desses animais é que sua expectativa de vida não é lá muito longa, sobretudo se ele realmente for da espécie que eu acredito que seja... E só de pensar nisso meus olhos já se enchem de lágrimas; portanto, não pensarei a respeito. Eu sei que a vidinha dele é um sopro, mas farei o possível para dar-lhe a melhor existência possível pelo tempo que ele estiver comigo.

Não poderia terminar esta postagem senão com um dos meus retratos preferidos do Walter, o qual faz parte do meu acervo pessoal, intitulado Snail Tales.

Walter & Walterego. 2026. Digital color photograph. Personal archive.

🎧 Spleen and Ideal ~ Dead Can Dance.


[i] Todos os travessões usados neste texto são de produção humana, não sendo provenientes de textos gerados por IA.

måndag, maj 9

Alguns cliques do outono

Em algumas postagens antigas eu fiz uma contagem regressiva para a chegada do outono e, hoje, gostaria de mostrar alguns cliques que fiz desta estação linda aqui na minha cidade. Já peço desculpas de antemão pela baixa qualidade de algumas das fotos. Estou apanhando muito da minha câmera no aspecto nitidez, pois além de não usar tripé ainda, estou explorando a lente do kit, que não está me parecendo a melhor para fotografar paisagens.

No mais, deixo aqui as ruas de Curitiba no outono.















måndag, april 4

Parque Tingui, o meu lugar preferido na cidade (depois da minha casa)

Que Curitiba é cheia de parques lindos todo mundo já sabe, mas você conhece o Parque Tingui? Localizado no bairro Pilarzinho, o local abriga o famoso e belo Memorial Ucraniano, construído em 1995 em homenagem aos imigrantes ucranianos que se estabeleceram na cidade a partir de 1891.


O memorial em si consiste em construções de madeira feitas no estilo Bizantino. Dentro do memorial, você encontra lindas coleções de pêssankas, ovos coloridos decorados à mão por imigrantes e descendentes. O memorial é uma pequena fração do Parque Tingui, o qual é composto de diversas trilhas principais e secundárias, estas mais voltadas àqueles que não têm medo de se embrenhar no mato. Com uma extensão de 427.492 m2o local mais parece um cenário de contos de fadas!





Fomos até lá munidos de câmera e lentes a fim de caçar cogumelos, haja vista estarmos no outono, época conhecida como “primavera dos fungos”. Isso porque é nessa época do ano que diversas espécies emergem da terra para embelezar a paisagem com suas lindas cores! E que diversidade! Nunca havia encontrado tanta funga na minha vida! Mal dávamos dois passos e já nos deparávamos com uma espécie totalmente distinta, a maioria super chamativa.









Na minha primeira ida ao parque, tive o prazer de desfrutar da presença de uma Borboleta 88, espécie rara e em risco de extinção. Infelizmente, não consegui tirar uma foto decente capaz de capturar toda a beleza desse inseto, mas fiz um pequeno registro. Vimos diversos insetos e aracnídeos bonitos. Embora eu sofra de aracnofobia, confesso estar mudando um pouco minha visão sobre esses animais após ter encontrado aranhas tão bonitas xD No momento ainda não tenho nenhum registro delas, mas assim que puder fazer fotos macro, pretendo ir até lá para fotografá-las.

De acordo com o site oficial de Curitiba, entre as espécies que constituem a flora e a fauna do parque são:

Fauna: Pato silvestre, morcego, gambá, tatu, cisqueiro, pavó, quero-quero, frango-d’água, jaçanã, marreca ananaí, socó-dorminhoco, joão-de-barro, sabiá-laranjeira, bem-te-vi, parelheira, cobra-d’água, boipeva, jararaca, teiú, cágado-cabeça-de-cobra

Flora: Branquilho, veludo, maria-mole, cambuí-do-brejo, embira-branca, baga-de-pombo, tarumã, aroeira, congonha, corticeira-do-brejo, bromélia, cambuí-manchado, miguel-pintado, mamica-de-porca, araucária, canela, pessegueiro-bravo, bugreiro, carvalho, cafezeiro-bravo, erva-mate, imbuia, sassafrás, camboatá, pinheiro-bravo, caúna, guaçatunga, bracatinga.



Mas tem bem mais!

A única coisa de que o Parque Tingui carece (a meu ver) é de um restaurante ou bar tão bom quanto aquele que tem no Parque Tanguá, que, até eu conhecer o Tingui, era o meu parque favorito. Nunca vou esquecer do quentão maravilhoso que provei em uma de minhas visitas. Para mim, o Tingui já é nota 1000, mas se tivesse um lugar que servisse quentão, nooossssa!

Por fim, se você ama micologia, minha dica é que visite os bosques do Parque Tingui, mas saia das rotas principais e ande pelas trilhas fechadas, caso contrário, você não encontrará muita coisa. Ah! Não esqueça de levar repelente, roupas de manga comprida e uma bota ou galocha, afinal, o local é cheio de insetos, além de existirem pelo menos três espécies de cobras que habitam o local (por sorte nunca encontrei nenhuma e.e).

Como chegar?

O Parque Tingui é uma das paradas do ônibus da linha de turismo de Curitiba. Embora a passagem dele seja cara, ela está com preço promocional nas próximas semanas em virtude do aniversário de Curitiba, então aproveite!

söndag, mars 6

Fairytale core

Nas últimas férias, aproveitei para dar asas à imaginação! Tirei do papel algumas ideias de fotografia que há muito vinha planejando. É claro que isso não teria sido possível sem a ajuda do meu namorado e do meu tio. Ambos têm me ajudado muito, acompanhando-me em passeios no meio do mato, batendo algumas fotos e segurando meu equipamento quando me distraio com alguma coisa pelo caminho e.e

Hoje trago algumas fotografias de uma sessão que fiz pouco antes de voltar da minha cidade. Os cliques ficaram a cargo do meu tio, que, após minhas orientações sobre enquadramento, ângulo e luminosidade adequados, fez um excelente trabalho!




O meu estilo de fotografia envolve a construção de cenários que de alguma forma remetam a contos de fadas. Gosto de planejar minhas fotos para que pareçam registros de momentos dos contos dos Irmãos Grimm, como se contassem uma estória. Tento transmitir isso tanto por meio da vestimenta quanto do local em que faço as fotos. Na sessão em questão, os contos de fada aparecem na trança estilo Rapunzel, no cesto de maças a lá Branca de Neve, no vestido de camponesa e no bosque cheio de árvores ao pôr do sol 😊

O vestido das fotos é uma peça artesanal feita pela loja Lovely Lady! Trata-se de um vestido de linho super confortável e “camponesco”. No geral, eu sou um tanto minimalista quando o assunto é vestimenta, o que reflete no vestido que escolhi para a sessão. Queria um vestido liso e de cor neutra para contrastar com os tons verde-escuro e marrom do cenário, assim como para passar um ar de inocência típico dos contos de fada.

Há que se ressaltar que as fotos foram feitas naquele período do dia chamado pelos fotógrafos de golden hour. Embora eu ainda não consiga controlar questões de luminosidade direito, eu gostei bastante dos tons dourados no meu cabelo e nos meus olhos, que ficaram um tanto vampirescos na segunda foto 😊

lördag, mars 5

.RAW

Desde que comecei a trilhar certos caminhos dentro da universidade, deixei de lado muitas coisas pelas quais tinha interesse, principalmente aquelas relacionadas a uma certa veia artística minha. Os motivos para me afastar de alguns interesses eram os mais variados: perda de tempo, isso não vai render nada, não dá para conciliar no momento etc. Mas por bem ou por mal, muitas vezes não conseguimos fugir de nossa essência. Após um período bem tumultuado na minha vida, finalmente comecei a me voltar para coisas que eu queria fazer, não para ganhar dinheiro, mas por simples prazer.

Uma delas é a fotografia. Flerto com ela desde muito cedo, mais precisamente na época de juventude, na qual comecei a usar internet e, consequentemente, a ter contato com esse universo. Na época, eu me limitava a admirar as belas imagens tiradas aparentemente com super equipamentos por pessoas que sabiam editar de forma não amadora. Eu sonhava em ter fotos como aquelas, mas poxa, eu sequer tinha um celular que tirasse fotos! Hoje as coisas mudaram. Eu tenho um equipamento melhor e estou oficialmente iniciando meus estudos em fotografia. E olha, o que posso dizer é que estou me encontrando muito nela.

Desconsiderando todo o desconhecimento técnico, eu sempre percebi que tinha olhar fotográfico. Claro que as únicas pessoas que realmente têm capacidade de afirmar isso são os fotógrafos xD Mas eu sempre percebi – ainda que com meu olhar de leiga – que eu conseguia compor boas fotos sobretudo quando comparava as minhas com as de pessoas próximas. Eu conseguia explorar o cenário de modo a compor uma imagem de diferentes formas, como quando eu tentava descobrir ângulos para modificar a paisagem, dando enfoque a determinado objeto em detrimento de outro.

Explorar a câmera a fim de estudar a questão técnica tem sido muito interessante, e embora eu esteja em uma fase complicada mentalmente, percebo o quão bem esse interesse me faz. Para mim, o estudo da fotografia é leve, solto, construtivo. Era algo de que eu realmente precisava, pois eu preciso criar algo, expressar algo.

No final do curso que estou fazendo eu já terei um portfólio e, na verdade, essa foi a verdadeira razão pela qual fiz um perfil no Instagram. Contudo, eu ainda não sei se usarei o meu perfil, se criarei outro mais direcionado ou criarei um perfil em outra plataforma. É importante separar o pessoal do  profissional. Nesse caso, manterei meu perfil pessoal para registrar meu percurso de aprendizado.

Eu nunca fui de postar muita foto em redes sociais, mas isso é totalmente incompatível com o caminho que estou trilhando. Afinal, para ter reconhecimento e clientes, é preciso mostrar o nosso trabalho para o mundo. Minha meta é trabalhar com fotografia natural e fotoarte, a última também relacionada à natureza. Penso em unir minha área de estudo com a questão mais artística da fotografia, até para criar um equilíbrio.

No mais, posso dizer que estou ansiosa (de uma forma positiva) para compartilhar meu percurso na fotografia 😊

fredag, januari 28

Faltam 51 dias para o outono

Frente fria!!! Hoooray! Depois da terrível onda de calor que trouxe temperaturas completamente fora do normal para a região, somos presenteados com friozinho e neblina! Sabem aqueles dias bem brancos em que você mal consegue ver o horizonte? Pois então! E para melhorar ainda mais o clima, amanhã meu namorado viaja para ficar comigo por um tempo! Embora as aulas presenciais tenham sido adiadas, ele resolveu voltar para Curitiba. Eu a princípio ficarei até meados de fevereiro por aqui no interior catarinense, pois só venho visitar uma vez por ano. Nosso plano para os próximos dias é caminhar juntos em bosques para procurar cogumelos e animais! ^^

Como sempre, embrenhando-me entre as flores~

Também estou aproveitando o friozinho maravilhoso para sair coletar flores para fazer minhas guirlandas, além de estar super empolgada para fotografar corujas que fizeram ninho aqui perto!!! Mas não se preocupem: não chegarei tão perto para não assustar os bichinhos :D Além disso, eu tenho senso de autopreservação.

No mais, nesta semana que passou eu participei (como ouvinte) do ciclo de palestras de um curso de verão de biotecnologia! Primeiro evento da área de que participo! Só posso dizer que a área que sempre me encantou conseguiu me surpreender ainda mais. Quanta pesquisa phoda sendo feita! As palestras foram super legais e informativas, proferidas por pessoas bem abertas a tirar duvidas e fazer network ^^ Se tudo der certo, no próximo semestre da faculdade pegarei a disciplina de engenharia enzimática! É muita novidade para um ano só, e ainda não contei sequer a metade! Fico por aqui, como sempre deixando o link para o que estou ouvindo.

🎧 Dead Can Dance ~ A Passage in Time

tisdag, januari 11

Meu brinquedinho chegou!!

Há cerca de um mês o meu mais novo brinquedinho chegou: uma câmera Canon e uma lente zoom de 75-300mm! Comprei essa lente junto com a câmera porque tenho interesse em fotografar animais selvagens e nem sempre é possível chegar perto dos modelinhos. Após iniciar um curso on-line de fotografia, tenho explorado os recursos da câmera, mas ainda sem domínio da coisa. Fotografar é um processo bem complexo e que exige muito estudo, portanto, engana-se quem pensa que basta ter à disposição um equipamento potente. É bem frustrante descobrir que as fotos que tiramos dentro de uma mata fechada ficaram totalmente escuras porque não equilibramos o Iso e a velocidade do obturador! Ou então que os cliques que demos em belas paisagens abertas e ensolaradas ficaram com excesso de luz a ponto de não conseguirmos corrigir no pós-processamento :x Mas até dominar a coisa, é tentativa e erro...

Tenho brincado bastante com a câmera a fim de testar o que funciona. O mais legal é que esse processo todo de aprendizado tem envolvido muitos passeios no meio do mato! Tanto que passo um tempão vasculhando o mapa da região por satélite na busca de áreas verdes e prontas para serem exploradas!

Selecionei algumas fotografias que tirei enquanto exploro a câmera. Pretendo guardá-las para fins de comparação ao longo do meu aprendizado. Enjoy!



Meu deuse, olha esse focinho * -*


Aqui ficou bem granulado por conta do desequilíbrio Iso/obturador :x

Uma andorinha descarregada (Monty Python feelings)



Aqui estava testando a questão do foco/desfoque



Para vocês terem ideia, este era um jatinho. Não aproximei o máximo que dava, até porque estava usando o foco automático, e a distância e o movimento do avião não ajudaram...

Tem um grande motivo para eu sempre estar perto desses pinus. Entendedores entenderão huehuehueheu >.>

Eu sei que são pragas ambientais... Mas essas árvores são tão bonitas 😗

~A little glimpse into my urban hobbit-hole

Saying I have a thing for home design would be an understatement. I've always been fascinated by home decor, not professionally, just as...