Recentemente
não tenho ouvido praticamente música alguma além da trilha sonora de Deus Ex:
Human Revolution, um dos jogos que mais amo. Toda vez que abro o Spotify para
ouvir músicas, fico na indecisão sobre o que ouvir. Procuro um artista, mudo
para outro e, por fim, sempre acabo nas músicas ambientes do Deus Ex.
Lembro-me
de ouvir por horas a música que toca em um nightclub do jogo – o The Hive (minha
balada preferida hahahaha) – enquanto trabalhava presencialmente, antes de a pandemia chegar. Normalmente eu procurava uma
versão one hour nonstop da música no YouTube e apreciava o som sem cansar.
O que
posso dizer é que essa trilha sonora se encaixa perfeitamente no universo
cyberpunk do jogo. Todas elas fazem eu me sentir dentro de um universo
tecnológico cheio de biohackers e computadores. Minhas preferidas são a Detroit City Ambient, The Hive, The Mole, Singapore Ambient e Everybody Lies (que toca
durante a boss fight da Yelena).
Caso
mais alguém aprecie músicas desse estilo para trabalhar ou fazer qualquer outra
atividade, fica a recomendação. São músicas curtas e ótimas para acalmar! Nunca é demais recomendar o jogo também: gameplay excelente, história maravilhosa, personagens interessantes, diversas maneiras de resolver as coisas, empresas de biotecnologia e outras coisas legais :)
Entre os dias terrivelmente quentes de verão de 2019, passo aqui rápido pra postar o link e convidá-los a seguir minha playlist de musiquinhas folk/neo-medieval/folkmetal que criei no meu perfil do spotify. Tem coisinhas que ouço desde 2007 e cacetada :D coisa antiga huehuehue. Tem tanto música mais próxima do erudito (tentativas de reconstruções propriamente ditas (Les Witches e Krauka~música viking)) até aquelas bandas de metal com elementos folk, tipo Finntroll, que eu inclusive ouvia pra caraleo antigamente (infelixmente não tinha o álbum Visor om Slutet lá, então não pude adicionar a música Under varje rot och sten deles, que é bem pra dançar ao redor da fogueira). Espero que curtam :D
I’m glad to say I’m back for
a little while because of the holiday. Travelling to my homeland wasn’t on my
schedule, mainly because I take violin classes on Saturday. My family don’t
really celebrate easter since. Despite leaving any
christian dogmatism behind (except for me who appreciate the christian morality
above all else) they still want to gather the closest relatives in these
holidays.
Coming here always feels
good but for some reason this time I’m not feeling at all cheerful. About two
weeks ago I was with all my fears and disturbances in full bloom, everything
went wrong and I watched my world
falling apart. Things happened all at once. I was in such distress that there was no other way out of the situation other than talking
to my mother about things I never told her before, about traumas and feelings - things I've been keeping inside for way too long.
This sort of made me feel embarassed and unconfortable with the idea of facing her. Beyong all that my computer stopped accessing
the internet and I spent a bunch of money to get it fixed. I had other domestic
expanses and to end the story I got sick. It was only on Saturday that a
light shone on me and I felt a little better.
All this to explain that something feels weird like if I had crossed to a
parallel universe where things and people are different, including me. I feel something had changed but can’t tell exactly what and how it changed so fast. Okay,
it probably sounds schizophrenic, but a less traumatic explanation would say
that my life, in spiritual terms, forced me to take a step where I was stuck.
If god is a player and I’m a char, let’s assume that I got some skills and
ascended to a higher level.
Music is such a powefull mana potion outlet valve to me that I feel almost in need of sharing my
golden lullabies here! I am addicted to early music and concerts, I don’t miss a
single one! One of the most valiable artists I ever ran into was Les Witches, a
group of musicians from France who play 16th century music with their hearts! Wish
I could have the pleasure of seeing them live someday, it would be an unforgettable
experience. Their music is extremely hard to find online, even on youtube, so I
should be happy with the twenty seven tracks I own, which are most from the
album Nobody's jig. Mr.Playford's English Dancing Master. I’m looking forward
downloading the Fortune My Foe and Konge af Danmark: L'Europe musicale à la
cour de Christian IV. All I could find so far were free samples and my appetite
asks for more!
Within Les Witches’s magical realm we get involved with flutes, baroque violins, lutes, harpsichord and so many typical
instruments from early music! Listen to the tracks below and let
yourself dance.
A postagem de hoje é muito mais uma divulgação de uma
banda que acabei de conhecer do que qualquer outra entrada de diário
convencional. Também não deixa de ser uma ótima oportunidade para retomar as
postagens sobre música que há tempos não são publicadas. Pois bem,
com vocêsCandy Brain!
Depois de tantas tentativas frustradas de encontrar algum
artista que soasse razoavelmente parecido com a minha banda preferida de todos
os tempos, eu tenho a alegria de finalmente ter encontrado o artista que me
remeteu aos bosques violetas encantados da fase old school do The Birthday Massacre. Quem estiver familiarizado com os álbunsImagica(entre outras demos)
e Nothing & Nowherevai sentir na pele o mesmo arrepio causado por esses
dois discos adoráveis. Graças ao instrumental sintetizado docilmente à la anos
80 em combinação com guitarras pesadas e um vocal muito parecido com o da
Chibi, o Candy Brain consegue criar a mesma atmosfera do típico Horror &
Fantasy que vem sendo feito pelo The Birthday Massacre ao longo dos anos.
Formada em Nova York por Bunny R. Abbit , Tina Stichr,
Ink-Bot e Rachel Zyats, a banda vem de 2011até o momento tocando em festivais
alternativos locais e ganhando fama na cena alternativa. Infelizmente eles ainda
não lançaram nada com exceção de algumas músicas soltas e suas versões demos. Como os fãs antenados devem estar sabendo, o The
Birthday Massacre também está trabalhando em mais um disco, que segundo
informações será lançado em novembro. O interessante é que pelo que andei
pesquisando na página oficial do Candy Brain eles dividirão palco com o TBM em breve. Não é perfeito?
Espero que com essa postagem eu consiga espalhar um
pouquinho sobre a banda entre outros sonhadores que buscam trilhas sonoras para
que assim possam voar“over clouds and twilight skies”, como diz a letra da
canção The Dream do The Birthday Massacre.
Faun is a german band that creates beautiful
medieval ballads capable of taking any dreamer back to the middle ages. The
songs lead us through woods filled with mythic creatures, so that we may
encounter elves, witches and fauns, until we finally reach the high lands of
Asgard, where we dance songs dedicated to Iduna.
They evidently create a parallel between Norse,
Egyptian, Greek and Latin mythology (the band’s name is quite suggestive: Faun
is a mythical creature from the Latin mythology bond to fertility, he’s the
kipper of the woods and is usually associated to music). The most known faun is
the god Pan, always represented carrying his flute, while he wanders through
the forest and dances with the nymphs. Some songs bringing concepts of latin
mythology are: Alba (a city believed to have been founded by Eneias),
Lupercadia (Pan’s Temple) and Arcadia (Yes, this term you for so many times
heard during literature classes is the name of Pan’s homeland). In the Greek
imaginary, Arcadia was full of hills and flock of sheeps, away from the cities
(here comes the idea of living in touch with the nature: the bucolic).
Fortunately for deutsch Lerners like me, most lyrics are
written in this language. If you search the translations you’ll find yourself
staring at lovely poetry (and in this case, listening to it). Read some verses
of the song Isis (an Egyptian goddess connected to the nature and magic):~Ich höre
deine Stimme in dem Wind, Ich sterbe im Winter, ich stehe dir bei, Ich wachse im Regen, ich spüre den Wind, Ich spüre die Erde, ich halte dein Kind~ (Eu ouço sua voz no vento, Eu morro no inverno, Eu cresci na chuva, eu posso sentir o vento, Eu sinto a terra, eu acho que sou seu filho).
Von Den Elben
~Muitos
homens são enfeitiçados pelas fadas,
da
mesma forma eu também fui enfeitiçado,
com o
grande charme da melhor
a quem
um homem pode ter amado.~
♥Thymian und Rosmarin♥:
~Du sagst
Du stehst kurz vor dem Ziel
Ich glaube
der, der ich verfiel
Du
sprichst im Traum von einem Ort
den es
nicht gibt, doch bist du dort~
(Você
diz que está à beira
Acredito que por isso me recusou.
Você fala de um sonho, de um lugar que não
existe,
Mas você fala como se estivesse lá.) Das Tor ~Ich werde dir eine Blume geben und du mir eine Ich werde dir meine Hand geben und du mir deine die Nacht, die Nacht, sie wird nicht mehr sein nur eine Wiese mit Blumen~
(Eu vou te dar uma flor E você me dará outra (tradução: mais ou menos isso)
Vou te dar minha mão você e eu a noite, a noite, ele deixará de ser apenas um gramado com flores) Hymn To Pan ~Listen now, Great Pan he calls us From the green wood in his grove 'neath the waxing moon above us Hear his clear flute sweet and low~
The vocals are alternated among
Fiona Rüggeberg, Oliver Pade and Lisa Pawelke. Since 1998, year they banded,
seven full-lengths were launched: “Zaubersprüche”, “Licht”, “Eden”, “Totem”,
“Renaissance”, “Buch Der Balladen” e “Von Den Elben” – not necessarily in this
order. In the oldest albums the songs used to sound more acoustic than
nowadays, but they always added modern tricks, differing themselves from
Krauka, for instance, a band that tries to make authentic Viking music by
playing old instruments rebuilt by archeologists (this is the closer to
viking music we’ll ever hear). Though Faun make constant use of technological
resources , it doesn’t make their music bad at all, for their use of typical
medieval instruments, like bagpipes, flutes, harp, lutes, hurdy-gurdy (intensely
played by the bards), etc, make it possible for any listener to imagine he’s
dancing around the fire of a medieval village, surrounded by magic creatures.
Watch the video below where some of the previous instruments are displayed with
more details:
Eden is my favorite album and
also the first one I had the pleasure of listening to. The first song to slave
my soul was The Market Song: the sweet rhythm of the flute, the lyrics about
medieval fares, the woods in harvest time, the parties and dances – all this
atmosphere combined with a lovely melody. I find this song very similar to
Diese Kalte Nacht, from the album Von den Elben. Curiosity: Eden’s cover art was
drawn by Brian Froud, who works with medieval fantasy along with his wife.
Their work is a real show of goblins, elves, witches, trolls and so on. One of
the most beautiful songs in this album is called Iduna. I know a nice story
about this goddess:
~In the old tales from the Norse mythology it is believed that
there’s a young goddess called Iduna, who’s in charge of carrying a chest of
golden apples capable of keeping the god’s immortality. Without these apples
they’d perish like any mortal creature. Once Odin ordered that a new world
ought to be raised to give the gods some shelter against their worst enemy: the
giants. This world, that would be later called Asgard (the god’s homeland), was
then summoned. One day, while the gods were all gathered admiring the work, a
horseman came close to the party and noticed that the boundaries that should be
protecting Asgard were nowhere to be seen. He offered his work as master
builder, quickly receiving the god’s allowance, especially Odin’s. The problem
began when Loki (another god) decided to make a dare with the horseman: if he
accomplished the task within six months, he could have Iduna’s hand in
marriage. Loki obviously didn’t think it was possible for a mortal man to do
such a thing. Unfortunately, as time passed by, all signs pointed that he would
indeed finish the boundaries in time. Loki was then under the pressure of the
other gods (they were all suspicious about this mere mortal’s extreme
strength), and had to come up with a plan to discover who was that mysterious
master builder. So, one night Loki disguised himself as a female horse, attracting
the man’s horse into the woods. Without the horse’s help, the man had to
reassume his original shape, revealing to be a giant. Thor, then, thrown his
powerful hammer and smashed the giant’s head, who had his body thrown to the
fogs of Nilfheim (the world of the dead).~ ♥
Diese kalte Nacht♥ Alba♥ The Market Song Tanz Mit Mir
Warte Auf Mich♥ Iduna Rani Hymn to Pan Pearl Ynis Avalach Wenn Wir Uns Wiedersehen Thymian und Rosmarin
Para quem não sabe, GCK é um jogo de ação/aventura e
talvez a coisa que mais marcou na minha vida. Aí você dá uma olhada na data de
lançamento do jogo (2000) e em algumas imagens e acha até que bonitinho para os
jogos da época, mas nada demais. Bom, se você é gamer desde pequeno e digamos
que acabou de sair da adolescência há uns dois anos como eu, isso significa que
você pegou uma fase em que os gráficos não eram tudo isso, e certamente se
apaixonou por algum jogo que marcou muito e que ganhou espaço especial na sua
lista de jogos. “Na minha época”, os jogos não eram tão realistas como os que
são feitos hoje (com algumas exceções).
Eu que sou escapista ao extremo procuro coisas que fujam
o máximo da realidade. Cenários estranhos, enredo maluco e personagens mais
estranhos ainda. E o que seria mais estranho do que um jogo que se passa em
ilhas de um planeta desaparecido, no qual mulheres de olhos vermelhos e pele
azulada são a forma de vida dominante, chegando a criar um monstro para
defender seus domínios? Fiz uma postagem “gigante” (hehe) declarando meu eterno
amor pelo universo de Giants nesse post (clique aqui e veja).
Há uns anos eu tinha encontrado a
trilha sonora para baixar, mas como tenho o péssimo hábito de não fazer backup
dos meus arquivos (curiosamente hoje pela manhã eu estava fazendo), acabou que
meu PC estragou e eu perdi tudo. Depois de anos sem jogar (prometi que voltaria
só depois de passar em letras, yay!), senti profunda vontade de ouvir as belas
músicas compostas por Jeremy Soule e Mark Morgan. São músicas clássicas
maravilhosas e na maior parte, alegres. As minhas preferidas são as dos Meccs.
Em segundo vem as do Kabuto e só então as da Delphi. As duas primeiras são mais
de aventura, geralmente tocando enquanto os Meccs ou Kabuto estão em batalha.
Aí está mais uma coisa muito feliz que esse game proporcionou na minha vida: o
interesse por música clássica. Afinal de contas, Games também são cultura!
Depois de tanto tempo sem
postar nada sobre música eu gostaria de falar um pouco sobre uma banda das
antigas que talvez tenha passado despercebido diante de muita gente. O Jack Off Jill
foi uma banda dos anos 90 que em seus oito anos de ativa teve lançado três
discos e algumas demos, além de ter feito a abertura dos shows do Marilyn Manson
and The Spooky Kids.
Formado na Florida no início
da década por Jessicka Addams, Tenni Arslanyan, Robin Moulder e Michelle
Oliver, a sonzeira dos caras contava com apresentações loucas e polêmicas nas quais
Jéssicka jogava sangue (de groselha), balas e doces em sua platéia. Apesar de o som não ter nada de
fofinho, costumo classificar o visual da banda como perky goth. Nunca me esquecerei da frase que minha amiga disse quando a dei uma cópia do álbum Clear Hearts Grey
Flowers no qual utilizei como capa a foto acima: “Oh, ela tem borboletas no
cabelo! *-*”
Acredito que já citei esse
disco aqui no blog enquanto falava sobre o trabalho de Mark Ryden, já que foi
ele o autor da capa original. Essa gravura é super famosa no meio underground,
podendo ser encontrada em bróches e bolsas. O Clear Hearts Grey Flowers é sem
dúvida um dos discos que eu mais escutei na minha vida. Além de ser o meu preferido
deles, acredito que é o lançamento que contém as músicas da fase mais madura da
banda, com letras e melodias mais bem trabalhadas.
Logo em seguida a banda
cessou atividades, mas para quem ainda quiser ouvir algum trabalho novo da
Jéssicka tem o Scarling, banda que também já apresentei aqui. O som tem algumas
semelhanças, ainda que poucas. Acredito que ela
conseguiu dar continuidade ao seu amadurecimento musical e que caso o Jack Off
Jill tivesse continuado na ativa, o som hoje em dia não seria muito diferente
do Scarling. De tempos em tempos surgem rumores de que um suposto disco estaria sendo produzido, infelizmente nada se confirmou até agora. De qualquer forma, ficamos no aguardo!
Com mistura de tendências que vão do noise rock e rock
psicodélico ao gothic rock, além de fortemente influenciados por The Cure, o
Scarling foi um dos melhores “achados” que consegui até hoje ao longo da minha
busca por bandas underground. Fruto da dissolução de Jack Off Jill e formado pela mesma
vocalista, o Scarling entrou na ativa em 2002 quando Jéssicka Addams resolveu
dar continuidade a sua carreira musical depois do fim de sua antiga banda.
Junto com Christian Hejnal, Beth Gordon, Derik Snell e Rickey Lime, lançaram o Band
Aid Covers the Bullet Hole, Ep com três músicas, duas inéditas e um cover do
Radiohead. É interessante notar a parceria da banda com Mark Ryden, artista que
trabalhou na criação da arte do álbum Clear Hearts, Grey Flowers de Jack Off
Jill. Desde então, o Scarling teve nada mais, nada menos do que dois encartes
produzidos por Mark.
O primeiro disco lançado foi o barulhento Sweet Heart
Dealer, com sons e vocais contorcidos, lembrando muito o som feito por Jéssicka
na sua velha banda. As enormes semelhanças foram rompidas com o grandioso álbum
So Long, Scarecrow. Aqui a banda partiu para músicas menos pesadas e com vocais
mais leves. Devido aos trabalhos paralelos de Jéssicka e de alguns outros
membros, o grupo não lançou nada desde 2005. Em 2004 a banda foi convidada para tocar no Curiosa
Festival, turnê organizada por Robert Smith, sendo que o próprio chegou a
descrever o som do Scarling como sombrio, caótico e maravilhoso. Enquanto
esperamos por mais músicas, resta desfrutar das poucas existentes até o
momento. Seguindo minha recomendação, você encontrará na ordem: Band Aid Covers The Bullet Hole,City Noise,
Caribou and Cake, Like a Killer, Manorexic, Bummer, Black Horse Riding Star e H/C.
Ouvir Scarling é para mim, voltar ao ano de 2008, época na qual
eu era apenas uma adolescente sonhadora. Espero que curtam e que também
procurem saber mais sobre Jack Off Jill, vale muito a pena.
Olá, resolvi dar uma parada nas coisas que tenho feito ultimamente (estudos e preocupações com vestibular, mudança, outros testes...) para tentar esfriar um pouco a cabeça. Ainda estou sem vontade de fazer/ouvir/comer nada e isso é pior do que doença física. Apesar de eu ter saído um pouco de casa, passeado bastante e ter comido muita porcaria nos shoppings de Curitiba, voltando pra casa foi como ter o tédio me esperando de braços abertos.
Pois bem, resolvi vir aqui para falar um pouco sobre uma ótima banda de goth rock/pós-punk da Alemanha: Pink Turns Blue. Digamos que eu sou bem enjoada musicalmente (há quem diga que para bem mais do que isso), gosto de muitas bandas, mas curtir a maioria ou todas as músicas de uma discografia bem extensa já é algo bem complicado. O Pink Turns Blue começou a carreira nos nossos tão adorados anos 80 e desde aquela época fazem um som muito bom.
O primeiro lançamento da banda foi o LP If Two Worlds Kiss(1987). Depois vieram Meta (1988), Eremite (1990), Aerdt (1991), Sonic Dust (1992), Perfect Sex (1994), Muzak (1994), Re-Union (2004), Phoenix (2005), Ghost (2007) e o novíssimo Storm, lançado este ano. Eu tinha receio de que a banda tivesse acabado, mesmo havendo rumores de um possível novo disco. Só pude comprovar quando de fato confirmaram.
O som pode ser descrito como uma mistura de goth rock/pós-punk com rock alternativo mais moderno. As canções são gostosas de ouvir, com uma melodia agradável e suave. Quando conheci o som eu me apaixonei e fiquei viciada. Tratei logo de conseguir todos os discos e realmente não me arrependi. Os meus preferidos são: If Two Worlds Kiss, Re-union, Phoenix e Ghost. Re-union é uma coletânea com algumas cançõesque fizeram sucesso.
Hoje vim aqui para escrever sobre uma banda que já estava mais do que na hora de eu falar a respeito aqui no meu blog e, que por ser de um estilo tão diferente do restante postado aqui até agora, fará um marco na história do meu blog (-q). Todo mundo que me conhece já deve ter estranhado por eu não ter falado sobre um dos meus dois estilos musicais preferidos, mas é que eu queria preparar um artigo decente, exatamente por falar sobre algo que eu amo muito, muito mesmo. Sendo assim, este é o primeiro post sobre uma banda de metal aqui e espero que gostem, pois é uma das que eu mais gosto de ouvir.
Moonsorrow é uma banda finlandêsa de viking metal que canta sobre a mitologia escandinava, com letras exclusivamente em finlandês, o que deixa o som ainda mais interessante e faz um diferencial de tantas outras bandas do estilo. Ela foi formada pelos primos Sorvali e, nos demos o som era bem diferente , soando mais para o Black Metal do que para o som que eles fazem hoje.
Um dos motivos por essa banda ser uma das mais queridas por mim é o fato de esta ser a primeiríssima dentro desses estilos viking/folk metal que eu ouvi na minha vida, ou seja, foi ela que abriu as portas para outras nesse estilo e me fez ficar apaixonada pela sonoridade pois naquela época eu era bem mais nova e foi um som totalmente novo, algo inédito, pois eu nunca havia ouvido aquele estilo medieval misturado com metal pesado.
Sendo a primeiríssima com a qual eu tive contato, ainda tive a sorte de começar muito bem, afinal de contas, a primeira música deles que eu baixei foi a encantadora Tuulen Tÿtar, quer canção mais perfeita para introduzir uma banda? Não consigo descrever o que eu senti quando comecei a ouvi-lá, mas vou tentar:
Considere que eu adorava essa coisa toda de fantasia medieval e RPG desde aquela época. Tudo que eu conhecia eram algumas músicas dessas bem lentas tocadas naquele estilo épico. Mas, eu também adorava música mais rápida, então quando eu ouvi aquela música foi como se eu encontrasse algo que estava procurando há muito tempo: Uma mistura dessas duas coisas.
A principio, me imaginei teletransportada para dento de um bosque medieval, usando minhas vestes negras, vestido longo, a touquinha medieval que eu havia desenhado (e postarei aqui ela em breve), dançando entre elfos e goblins. Eu podia imaginar perfeitamente as árvores soprando com o vento, o moinho ao longe, os trolls na distância, etc. Em outras palavras, eu viajei.
A música, Tuulen Tÿtar, não foi o bastante e mesmo ficando viciada nela, tratei logo de baixar mais músicas para que o efeito não passasse. A segunda que ouvi foi a Aurinko Ja Kuu, canção que já começa bem pesada e tem uma melodia reamente cativante, não demorou muito para se tornar a minha preferida. Fiquei ouvindo ambas sem parar, todos os dias, e sempre imaginando aquele bosque medieval. Como eu disse antes, além de toda essa magia que o Moonsorrow me proporcionou, foram eles que me abriram portas para mais bandas neste estilo, e foi assim que conheci outra de minhas bandas preferidas até hoje – Finntroll – Sobre a qual eu escreverei em breve!
Quanto a discografia, o Moonsorrow já tem uma longa carreira. Depois de alguns Demos, o primeiro álbum de estúdio foi o Suden Uni (2000), logo depois vieram Voimasta Ja Kunniasta (2001), Kivenkantaja (2003) e Verisäkeet (2005). Confesso que é bem difícil escolher o melhor entre eles, pois cada um trás uma música melhor e bem feita do que a outra. Porém, devo admitir que o Kivenkantaja é o que mais me faz viajar, inclusive enquanto escrevo esse artigo. Esse álbum simplesmente tem um efeito fora do comum sobre mim.
Enfim, Moonsorrow é de fato, uma banda para ser ouvida e apreciada. A fim de mostrar para vocês as canções que eu mais amo, listei abaixo todas elas. Para ouvir é só clicar nos nomes, recomendo que façam isso ou percam a chance de conhecer um som que pode mudar sua vida. Espero que gostem assim como eu, isso é metal do bom:
Hoje reservei um tempinho para descontrair e falar sobre uma das bandas mais legais da cena gótica na minha opinião. Até agora eu só havia postado aqui sobre bandas com visual bonitinho e som fofinho, então por que não postar algo diferente e que também tenha um bom conteúdo? E se tem algo que essa banda tem, esse algo é conteúdo.
Só quero deixar claro uma coisa: eu não sou nenhuma expert em termos de música, e por isso não fico falando aos quatro ventos sobre isso para parecer que entendo. Mas como esse é o meu blog e o espacinho onde eu tenho o direito de falar sobre o que eu quiser, simplesmente não posso deixar de fora uma banda que tenha tanto destaque para mim. Até por que todo mundo sabe que não é necessário ser formado ou entender profundamente sobre determinado assunto para ter opinião própria, gostar ou desgostar desse assunto, acreditar ou não, ou simplesmente falar sobre ele e expor opiniões. Está claro? Então vamos lá:
O The Mission UK foi uma banda de Goth Rock formada em Leeds, Inglaterra nos anos 80. A banda foi formada por Wayne Hussey e Craig Adams (ambos ex-Sisters of Mercy, outra grande banda). Aí vocês vão me falar: “ah, é apenas mais uma das bandas que surgiram nos anos 80”, e eu digo que sim, o The Mission é apenas mais uma das bandas que surgiram nos anos 80 e que encantou quem viveu aquela época e continua encantando até hoje os que nasceram no final da década de oitenta (o/) e que continuará encantando as próximas gerações.
No começo o som dos caras era bem característico daquela época, mas ao longo da carreira foi ficando mais moderno, sem perder a qualidade. Não é um rock pesado nem muito lento. Eu diria que é tranqüilo e tem uma melodia boa. É uma dessas bandas que conseguem transmitir um sentimento profundo, as letras têm conteúdo, ao contrario de muitas bandas por aí que fazem letras sem nexo algum. O The Mission combina letras lindas com melodias marcantes que fazem jus aquilo que é cantado. Ainda temos a maravilhosa voz de Wayne Hussey para dar vida aos versos e expressar o que está sendo passado com a música.
O álbum de estréia deles é o “God's Own Medicine” (1986), que é inclusive um dos meus álbuns preferidos. Nele estão algumas das músicas que mais aprecio da banda, tais como Bridges Burning, Stay With Me (que foi o primeiro single deles) e BloodBrothers. Os outros singles desse álbum foram Wasteland e Severina. Já o segundo álbum intitulado “The First Chapter” (1987), traz a música que eu mais amo da banda: Over The Hills and Far Away! Infelizmente (e incompreensivelmente) essa música não virou um single, mas mesmo assim, canções como Serpents Kiss e Garden of Delight fizeram bastante sucesso.
Bom, vários álbuns foram lançados nos próximos anos e consequentemente, muitos singles, entre os quais eu posso citar Tower of Strength, Beyond the Pale, Butterfly on a Wheel (clássica) e Deliverance, que também é uma das minhas preferidas da banda. Não posso deixar de comentar sobre o maravilhoso cover que eles fizeram da música Never Let Me Down Again do Depeche Mode. Os fãs de Depeche Mode podem querer me matar, mas não posso negar que prefiro a versão na voz de Wayne Hussey.
Bom, infelizmente para os fãs da banda, depois dos longos 22 anos de carreira, o The Mission chegou ao fim. O último álbum deles foi o God Is A Bullet, e foi lançado em 2007. Depois disso a banda fez alguns shows para se despedir do publico de uma forma adequada e agora Wayne Hussey segue carreira solo. Fiquei sabendo recentemente que ele está morando no Brasil, lol. É uma ótima oportunidade para nós que não moramos em São Paulo ou Rio de Janeiro termos a oportunidade de assistir um show dele.
Então é isso, acho que The Mission UK é uma banda que realmente vale a pena conhecer, por isso vou deixar aqui a minha recomendação de sempre das músicas que eu mais aprecio: Over The Hills and Far Away, Deliverance, Bridges Burning, Blood Brothers, Absolution, Shine Like The Stars e Stay With Me.
Nessas ultimas semanas eu estive na maior parte do meu tempo fechada no meu quarto fazendo resumos sobre citologia. Meu problema é que sou péssima em resumos e dificilmente consigo fazer um que caiba numa página (de caderno universitário). Isso me deixa frustrada, pois enquanto meus amigos do grupo de estudos avançam na matéria eu fico me apegando a detalhes minuciosos e nada relevantes. Eu tenho estudado com música ligada em um volume bem baixo. Já tentaram? É realmente muito bom e alivia o tédio. A questão é que dependendo de como me sinto no dia ou o assunto que estou vendo, música pode atrapalhar em vez de acalmar. Por isso, não tente com uma banda muito pesada e nem deixe o volume muito alto, use a música apenas como um som de fundo bem distante. Música clássica é uma ótima opção. Uma banda (na verdade uma dupla) que tenho ouvido muito de uns tempos pra cá é o Helalyn Flowers, e é sobre eles que eu vou falar hoje:
Helalyn Flowers é uma dupla Italiana de Synth Pop formada por Noemi Aurora e Max. Resumir o som da banda em “Synth Pop” é meio limitado se for para analisar todas as influências musicais no trabalho deles. Uma ótima maneira de descrever o som dessa dupla maravilhosa seria citando o estilo anos 80 misturado com guitarras pesadas e música eletrônica. Eu particularmente acho o Helalyn Flowers muito parecido com o The Birthday Massacre, tanto no instrumental quanto no visual “Perky Goth”.
A discografia da banda não é muito extensa senão pelas edições especiais com remixes e os EPs. Em 2005 eles lançaram o mini CD intitulado “Disconnection” do qual veio o sucesso para a banda com a música “Alienate Me”. Em 2006 eles lançaram o EP “E-Race Generation”, que foi outro sucesso, especialmente com essa música que entrou para a coletânea “Fuck The Mainstream” do Vampire Freaks, ficando entre as preferidas e também garantindo para a dupla um lugar no topo dos ícones do Goth Rock. Depois de se tornarem um dos artistas mais visitados no Vampire Freaks, eles assinam com a gravadora Alfa Matrix em 2007 e lançam mais um EP “Plaestik”. No mesmo ano, eles finalmente lançam seu primeiro álbum, intitulado “A Voluntary Coincidence”, o qual realmente os levou para o topo de artistas da cena alternativa.
Recentemente eles lançaram seu segundo álbum “Stitches Of Eden”, que foi o que realmente me fez virar fã da dupla. Achei o som bem contagiante e como sou bem fã de bandas nesse estilo alegrinho, para mim foi amor a primeira escutada. Sem falar que notei uma grande melhora na voz da Noemi, o que fez com que eu começasse a escutar até as músicas mais antigas me acostumando com o vocal. Segundo a banda, algumas das influências para este novo álbum foram: Gary Numan, Killing Joke, Eurythmics, Duran Duran, The Killers, Blondie, AFI, Marilyn Manson, Depeche Mode, The Cure, Deadsy e Human League. Eu sinceramente amo essa banda e escuto bastante, espero que um novo álbum venha logo e que seja tão bom quanto o ultimo. Deixo aqui algumas músicas como recomendação:Your Killer Toy, Unreal, Hybrid Moments, Friendly Strangers, Alice In My Chamber e Silent Conversation.
Recomendo que acessem o site antigo da banda antes de começarem a leitura: Nothing & Nowhere. Inovadora, dançante, fofinha e macabra, o The Birthday Massacre é uma banda gótica que através de uma temática que pode ser perfeitamente descrita como “Horror & Fantasy”, faz um Synth Pop delicioso. Misturando elementos dos anos 80, vocais sussurrados, melodias encantadoras com um toque sombrio, o The Birthday Massacre faz um som único e viciante. Sabe aquelas bandas que quando você ouve pela primeira vez fazem você pensar: Puxa vida! Por que não ouvi isso antes?! Bem, o The Birthday Massacre é uma delas.
Eu os conheci em meados de 2007 através da música Queen of Hearts. Ela é do início da carreira deles quando ainda usavam o nome de Imagica (e sinceramente, por mim eles podiam ter continuado a usar esse nome). Assim como outras bandas, ao longo dos quatro discos lançados a sonoridade mudou bastante, mas sem perder o selo de qualidade e peculiaridades que só eles conseguem criar. Eu particularmente prefiro o velho e bom som da fase Imagica, pois as músicas eram ainda mais (i)imágicas do que as mais recentes. De álbum em álbum é possível notar pequenos "retornos" ao passado, tanto que antes do lançamento do último álbum havia rumores de que uma faixa antiga seria regravada. Infelizmente a banda desmentiu, embora tenham admitido terem planos de regravar algumas num futuro próximo. Uma das que eu adoraria ver regravadas (e completadas) é a Velvet. Até um tempo atrás ela era raridade e pouquíssimas pessoas a tinham, tanto que a letra correspondente que alguns sites tinham chegou a ser considerada fake. Não me recordo muito bem, mas parece que ela foi criada apenas para servir como uma música de fundo ou abertura do antigo e saudoso site Nothing & Nowhere. Que o fã que nunca tenha entrado nesse site para ficar ouvindo aqueles efeitos sonoros lindos atire a primeira pedra!
Eu tenho claras preferências pela fase antiga justamente pelo fato de soar mais atmosférico, e cá entre nós: isso é característica marcante de bandas oitentistas. Basta ouvir canções como Sweet Dreams do Eurythmics e Small Town Boy do Bronski Beat para comprovar. Os primeiros trabalhos do The Birthday Massacre também mostravam claras influências do darkwave, muito mais do que hoje. Boas comparações seriam Autumn Angels, Diva Destruction e The Frozen Autumn. Uma das coisas que mais me cativavam era o instrumental e o vocal que pareciam distantes e abafados, mas não de uma forma que tornasse o som de má qualidade, apenas dava um ar de mistério, como se o ouvinte se encontrasse em um bosque encantado e ouvisse a música soprando com o vento. A banda faz uso de diversos efeitos sonoros que reforçam bem esta ideia, pois do início ao fim das músicas é possível ouvir vozes e risadas infantis misturados com o sopro do vento e com o som de algo muito parecido com aqueles penduricalhos que as pessoas colocam em suas casas (e que emite um barulho muito agradável!).
O talento da vocalista Chibi é outra coisa que não pode passar despercebida. Dotada de uma voz versátil, ela vai do dócil ao gutural (tanto que no início eu pensava que o refrão da Broken era cantada por algum dos caras). A canção Blue é outra na qual ela faz um gutural trevoso, já em Nothing & Nowhere, sua voz soa mais adulta e novamente, bem parecida com a das cantoras dos anos 80, ao contrário de Nevermind, quando Chibi nos surpreende com seu toque infantil, parecendo uma garotinha. Um ponto muito interessante sobre a banda é o fato de usarem um tipo de ilustração oitocentista chamada "Arte da Silhueta" na arte dos álbuns. Todos os discos possuem exóticas ilustrações que mesclam o preto e o roxo, criando um aspecto macabro e infantil ao mesmo tempo. Com exceção da menina na capa do Violet, todos os misteriosos personagens que aparecem nas sombras usam orelhas pontudas de coelho. Você já deve ter ouvido pelo menos umas cem vezes o ditado: Não julgue um livro (ou nesse caso, um disco) pela capa. Bom, eu diria que o The Birthday Massacre foge dessa regra.
A respeito da discografia: O The Birthday Massacre foi formado oficialmente em 1999, inicialmente com o nome de Imagica. Lançaram uma demo com algumas músicas que foram regravadas mais tarde (infelizmente nem todas). Em 2002 é lançado de forma independente o primeiro disco intitulado como “Nothing & Nowhere”, curiosamente o nome de uma das canções presentes na demo que não foram regravadas. No que diz respeito à sonoridade, não houve grandes mudanças senão por uma melhora na qualidade técnica do som. Acho que a palavra que mais sintetiza o álbum seria: mágico. Pense como seria abrir um livro dos contos de fadas dos Irmãos Grimm e ouví-lo: cada história sendo contada por meio de músicas com sons que representam as crianças brincando nas florestas. Certamente não é por acaso que o encarte desse disco vem com a ilustração da silhueta de um menino tocando uma flauta com vários ratos o seguindo em fila indiana, fazendo alusão ao flautista de Bremem. Para que você entenda e consiga captar bem a essência, insisto que visite o link que coloquei no início da postagem.
Em 2005 foi lançado “Violet”. Trazendo algumas versões de músicas anteriores um pouco melhoradas, isto é, gravadas com mais recursos, o disco rendeu um vídeo muito bem produzido da faixa Blue, levando-os a ficarem mais conhecidos. Entre os upgrades de canções mais antigas estão Lovers End, Video Kid, Happy Birthday e Horror Show. Como sou chata eu ainda prefiro a versão demo da Lovers End, que é inclusive uma das minhas preferidas. Foi ela que fez eu me encantar pelo universo da banda, ao lado de Queen of Hearts e Remember Me.
2007 é o ano de lançamento de “Walking With Strangers”, álbum que mostra um The Birthday Massacre mais maduro musicalmente. Dessa vez mais duas músicas foram regravadas: Remember Me e To Die For. Para o desgosto de muitos a primeira foi totalmente mudada, de um ritmo lento para uma melodia mais dançante. Eu particularmente prefiro a antiga, mesmo achando válida a transformação que praticamente criou duas músicas diferentes. O ponto negativo da fase Walking With Strangers pra frente é que a partir dela acabam aquelas faixas instrumentais que serviam como uma ligação interessante entre as canções. A próxima desse estilo só vi aparecer lá na frente, no sexto álbum da banda.
Em 2010 os canadenses voltam com o “Pins and Needles”, no qual as guitarras estão bem mais proeminantes se comparado aos álbuns anteriores. O vocal da Chibi está mais uniforme do início ao fim, fazendo gutural apenas em uma música. Se no “Walking With Strangers” a banda inovou, nesse então nem se fala. O peso das guitarras e algumas letras fizeram o lado macabro se sobressair ao da fantasia, tanto que nenhuma música dele me transportou para os bosques encantados. Praticamente não dá para comparar com seu antecessor dançante. É o álbum que eu menos ouvi, pois não me agradou muito a linha mais "rock" que eles seguiram.
O próximo disco foi o "Hide and Seek". Ao contrário do que eu pensava, em vez de seguir à risca a linha do Pins and Needles o som retornou um pouco ao que era antes, mesmo a proposta sendo bem diferente. Digamos que o WWS tenha aquele ar mais "garotos de colegial", pois ouvindo canções como Weekend, Goodnight e a própria faixa título temos uma impressão de toque infantil. No caso do Hide and Seek (com exceção do nome) no geral as músicas soam mais adultas, tanto pelo vocal quanto pelos temas que elas abordam. Na minha opinião esse é o álbum com mais músicas melancólicas e lentas que eles lançaram até hoje. Também não é dos discos que eu mais ouço, mas ele me agradou muito mais do que o anterior.
Recentemente a banda lançou seu sexto álbum: Superstition. Algumas pessoas (principalmente aquelas que não ouvem os álbuns com tanta frequência) podem achar que eles não inovam, mas quem sempre tem as músicas no playlist e acompanhou os lançamentos ao longo dos anos consegue ver bem o quanto a banda inova e muda em cada álbum. O Superstition me agradou muito por ter voltado às raizes e manter os sintetizadores em primeiro plano. Ele conta sim com uma faixa bem pesada, a The Other Side, mas no geral não é o peso que chama a atenção. Não chega a ter a tristeza de algumas canções do Hide and Seek, mas é bem mais calmo em relação ao Pins and Needles.