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lördag, juli 8

“There is always a lighthouse, there’s always a man, there’s always a city” — 10 anos de BioShock Infinite

Em BioShock Infinite, saímos da cidade submersa de Rapture e subimos aos céus até a cidade flutuante de Columbia.

Há uma década era lançado um dos melhores jogos de FPS já criados. Por mais fissurada por jogos que eu seja, poucos são os games capazes de me cativar tão profundamente. O caso de BioShock Infinite é interessante. Após jogá-lo por algumas horas, comentei com o meu namorado sobre a sensação de o jogo ter me feito “voltar a ser criança”. Fiquei completamente absorvida pelo universo e pela história, entorpecida pelos pequenos detalhes repletos de easter eggs, pela beleza dos gráficos e pela vivacidade de Columbia. Este texto é a minha declaração de amor por essa obra de arte.

Terceiro título da aclamada série BioShock produzida pela Irrational Games, Infinite se passa em 1912, portanto, sua história é anterior à dos outros dois títulos. O jogo tem como protagonistas Booker DeWitt, ex-Pinkerton enviado para a cidade flutuante de Columbia com o objetivo de encontrar uma misteriosa mulher e levá-la a Nova York como pagamento de uma dívida; e Elizabeth, jovem mantida cativa em uma torre sob vigilância de uma criatura mecânica chamada Songbird.

"If an atom could be suspended indefinitely, well — why not an apple? If an apple, why not a city?" — Rosalind Lutece.

Para resgatar a jovem, Booker precisa adentrar a recôndita cidade de Columbia, momento em que o jogador familiarizado com os dois títulos anteriores da série se vê diante de um cenário conhecido: o farol. Na série BioShock, o farol é o ponto de partida para a narrativa, levando o jogador à utópica cidade submersa de Rapture, idealizada por Andrew Ryan e fundamentada nos preceitos do Libertarianismo e Objetivismo; ou à Columbia, autocracia religiosa fundada por Zachary Comstock para servir como uma espécie de “Nova Arca”. Tais relações sintetizam a premissa central da série, “sempre haverá um farol, sempre haverá um homem, sempre haverá uma cidade”. ❤

A narrativa de Infinite desenrola-se durante o crescimento do Excepcionalismo Americano, ideologia cujo pilar central é a crença de que os Estados Unidos é uma nação superior e destinada por Deus a subjugar as demais. Tal ideologia é personificada na cidade de Columbia, que embora à primeira vista encante por sua beleza, cores vibrantes e progresso tecnológico, foi construída por/para Brancos, Anglo-Saxões e Protestantes (WASP) norte-americanos, institucionalizando a escravidão e marginalizando a população pertencente a outras etnias.

Aerotrilhos de Columbia, inicialmente usados para transporte de cargas e, após, para locomoção.

O processo de resgatar Elizabeth prova-se bem mais difícil do que parece quando Booker percebe que há uma profecia em torno da figura da jovem, segundo a qual ela seria uma espécie de “messias” da cidade e herdeira de Zachary Comstock, autoproclamado “profeta”. Comstock é cultuado como um líder religioso pelos habitantes de Columbia, exercendo poder autocrático sobre a cidade. Sendo assim, a polícia local é formada por fanáticos dispostos a darem sua vida para manter Elizabeth trancada. Outro entrave para a fuga de Booker e Elizabeth é a criatura feita para proteger a jovem e impedi-la de sair de sua torre: Songbird. Não se sabe ao certo o mecanismo envolvido em Songbird, embora existam diversas especulações acerca de sua origem. O fato de o seu design ser muito parecido ao de um Big Daddy originou teorias de que haveria um humano dentro do enorme pássaro metálico. Será?

Embora Songbird seja conhecido como o guardião da jovem messias de Columbia, ele é temido pelos cidadãos columbianos. Na cantiga de roda columbiana a seguir, fica evidente que sua figura é aludida pelos adultos para assustar as crianças caso não se comportem:

                   “Songbird. Songbird, see him fly,

                     drop the children from the sky.

                     When the young ones misbehave,

                     escorts  children to their grave.

                     Never talk-back, never lie,

                     or he'll drop you from the sky”.

Não bastasse o fanatismo religioso em torno da personalidade do profeta e a profecia envolvendo Elizabeth, a despeito da aparente calmaria, Columbia encontra-se à beira de uma guerra civil entre a Elite dos Fundadores — a classe branca da cidade, defensora dos interesses de americanos “puros” — e a Vox Populi — grupo de insurgentes formado pela população considerada “inferior” pelos primeiros. Liderada por Daisy Fitzroya Vox representa um levante comunista frente à opressão perpetrada pelo grupo dominante, unindo a população escravizada (constituída por negros, asiáticos e demais estrangeiros) em busca de igualdade de direitos. Desta feita, Infinite aborda temáticas complexas, tais como fundamentalismo religioso, racismo, radicalização de movimentos sociais, desigualdade social e escravidão.

Em meio a esse conflito de classes, Booker percebe que Elizabeth é dotada de estranhos poderes: a jovem pode manipular fendas no espaço-tempo presentes em Columbia, fazendo uso dessa habilidade extraordinária para trazer elementos de universos paralelos a fim de ajudá-los em batalha. No decorrer da trama, percebemos que tais fendas no espaço-tempo são bem conhecidas pelos cidadãos de Columbia, que as exploram para criar armas, tecnologia e até mesmo músicas futuristas, fato que traz elementos anacrônicos para o ano de 1912.

                                                    

Abro um longo parêntese aqui para comentar a respeito da trilha sonora, que, por sinal, faz parte dos divertidos easter eggs do jogo. Além da música composta exclusivamente para Infinite, a trilha sonora segue o mesmo padrão dos BioShock anteriores, trazendo músicas bem antigas (décadas de 1920 e 1930). O diferencial de Infinite está nas versões de hits das décadas de 1960 a 1990 nos moldes antigos, conhecidas como Columbia’s anachronistic hits. Já em nossos primeiros passeios em Columbia, somos surpreendidos por uma apresentação do The Barbershop Quartet performando a canção God only knows, de The Beach Boys.

The music of tomorrow... Today!

"I had thought you a fool, dear brother. When you told me that you heard wonderful music trumpeting from holes in the thin air, I began to doubt your mental integrity. But not only have you made your fortune from these doodads, you have lit the path for me as well". — Jeremiah Fink.

A bela canção Everybody wants to rule the world, do Tears for Fears, também ganhou a sua versão à la 1912. O mais engraçado é que não consegui reconhecê-la de imediato, tanto que comentei: “Nossa! Adorei essa música, é tão legalzinha”. Para quem não sabe, ela possivelmente é a minha canção preferida da década de 1980, então foi uma surpresa quando percebi tê-la adorado em uma versão completamente diferente. Ouça a seguir:

 A região de Soldier's Field é um dos ambientes mais atmosféricos e sonhadores de Colúmbia 😊

De Requiem em Ré menor de Mozart a Fortunate son do Creedence, a trilha sonora de Infinite é de altíssima qualidade. Todas as músicas foram bem escolhidas e conectam-se perfeitamente com o momento em que aparecem na narrativa.

                                                    ♫

Columbia foi construída por meio do fenômeno de “Levitação Quântica”, descoberto pela física Rosalind Lutece ao fazer experimentos suspendendo átomos no ar. No decorrer de seus experimentos, Rosalind perguntou-se sobre a possibilidade de suspender objetos maiores. Interessado no trabalho de Lutece — chamado por ela de Lutece Particle —, Comstock resolveu financiá-lo, com a condição de que ela o ajudasse a construir uma cidade no ar, a qual supostamente ele teria visto em uma premonição.

Além da Lutece Particle, Columbia é sustentada por balões, dispositivos de propulsão e hélices, os quais podem ser vistos espalhados pela cidade. A infraestrutura também conta com captadores de chuva que coletam água para abastecimento da população e uso na agricultura.

~Eu quero morar dentro desse jogo ❤ 

“When I was a girl, a dreamt of standing in a room looking at a girl who was and was not myself, who stood looking at another girl, who also was and was not myself. My mother took this for a nightmare. I saw it as the beginning of a career in physics”.   — Rosalind Lutece.

Eu sou absolutamente fissurada pela temática de universos paralelos. Certamente é minha temática preferida quando o assunto é ficção científica, e não por acaso, Fringe é minha série favorita. BioShock Infinite trabalha com um conceito de universos paralelos semelhante ao dessa série, entendendo-os como realidades parecidas, mas sutilmente diferentes. Lembro-me de já estar completamente apaixonada pelo universo de Infinite após minhas primeiras horas de gameplay, mas a cena que me arrebatou de vez foi a que Elizabeth abre uma fenda para Paris, cidade que ela sonha conhecer. A cena é, diga-se de passagem, repleta de easter eggs, a começar pelo trocadilho feito por meio do nome da banda, Tears for Fears :)

Everybody wants to rule the world 

A existência de realidades alternativas é central na história do jogo. No decorrer dos testes realizados com a Lutece Particle, Rosalind acabou tendo a sua primeira interação com Robert Lutece, [SPOILER] uma versão masculina sua proveniente de um universo alternativo. Os dois descobriram uma forma de se comunicar através das barreiras do espaço-tempo mediante Código Morse, até que, por meio da Máquina de Fendas Dimensionais que lhes permitia acessar essas realidades alternativas, ambos conseguiram se encontrar. Além de peças-chave no enredo de BioShock, os Lutece são em grande medida responsáveis pelas excelentes pitadas de humor do jogo, além de terem um papel similar ao de personagens como o G-Man, de Half Life, aparecendo em momentos inusitados com falas enigmáticas.

"It's like a, a window. A window to another world. Most of the time they're dull as dishwater. A different color towel, or tea instead of coffee. But sometimes... sometimes I see something amazing" — Elizabeth.

Se em Rapture, frente aos ideais ultracapitalistas e individualistas defendidos por Ryan, havia ruptura total com o governo norte-americano desde a sua origem, Columbia nasceu como um projeto do governo dos Estados Unidos, sendo apresentada como amostra de virtuose tecnológica e militar na Feira Mundial de Chicago em 1893.

Como já deve ter ficado evidente, a ambientação de BioShock Infinite é recheada de referências à história norte-americana. Figuras históricas importantes são direta ou indiretamente mencionadas ao longo da trama, notadamente Abraham Lincoln, considerado traidor pelos cidadãos de Columbia em virtude de seus ideais abolicionistas. Em determinado momento do jogo, ao entrarmos na propriedade de um casal secretamente unido à resistência, nos deparamos com uma pintura de Lincoln na sala de estar. Por sua vez, quando estamos na Fraternal Order of the Raven — organização nacionalista afiliada à Elite dos Fundadores e análoga à Ku Klux Klan —, vemos um quadro retratando o seu assassinato pelas mãos de John Wilkes Booth, cultuado como herói pelos membros da ordem.

Já no início do jogo, somos surpreendidos por seguidores de Comstock rezando frente a estátuas dos três fundadores dos Estados Unidos — George Washington, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin. Por fim, por meio da figura de Cornelius Slate, ficamos sabendo de mais detalhes acerca da atuação de Columbia em eventos históricos importantes, como o Massacre de Wounded Knee, no qual nativos americanos foram dizimados na Dakota do Sul; e o Levante dos Boxers, na China, ocasião em que as forças de Columbia intervieram sem a autorização do governo americano, o que culminou com sua separação dos Estados Unidos. Nesse ponto, também ficamos sabendo da atuação de Booker ao lado de Slate em ambas as batalhas, fato que além de nos permitir conhecer mais a respeito do seu passado, ajuda a delineá-lo como um personagem mercenário e frio. Confesso que achei o personagem de Slate bem complexo e interessante, ao ponto de ter desejado que ele tivesse sido melhor explorado no desenrolar da trama. Infelizmente, isso não acontece e nos despedimos dele sem ver uma participação mais ativa.

"Tin men, Booker! That´s what Comstock will turn us into! Wires and gears to replace heads and hearts!" — Cornelius Slate.

Mecânica e dinâmica entre os protagonistas

BioShock Infinite não apresenta exatamente batalhas contra chefes, o mais próximo sendo alguns confrontos contra inimigos mais fortes em ambientes fechados, como os Handymen (análogos aos Big Daddies) e os Fireman. Outros inimigos de artilharia mais pesada são os Motorized Patriots, autômatos sem qualquer senso de autopreservação que perseguem o jogador incessantemente, tendo como arma uma Crank Gun. Acerca dos últimos, só digo que quem nunca foi perseguido por um Motorized Patriot não sabe o que é desespero.

A ambientação, diferentemente dos títulos anteriores, é aberta e permite uma ampla gama de movimentações ao jogador, que pode se mover pelo cenário a pé, por meio de gondolas ou pelas skylines que conectam as diferentes partes da cidade. Além das armas, Infinite mantém a proposta dos BioShock anteriores ao oferecer ao jogador “poderes” (tais como possessão humana, lançamento de raios etc.) obtidos por meio de Vigors (análogos aos Plasmids). Esses poderes podem ser combinados de diversas formas para lutar contra hordas de inimigos.

Exemplo de rocket automaton

A relação de Booker e Elizabeth desenvolve-se de modo interessante no decorrer da narrativa, especialmente considerando o contraste entre o caráter mercenário e cínico de Booker e a natureza inocente, frágil e sonhadora de Elizabeth. A dinâmica da dupla é excelente para combate. O jogador controla Booker, enquanto Liz oferece suporte na busca de munição, dinheiro (time is money!), Salts (para recarregar os Vigors) e kits médicos. Elizabeth também tem a habilidade de abrir cadeados usando lockpick, bem como de decifrar códigos que aparecem ao longo do jogo, inclusive em side quests. Outro ponto interessante é que Booker não precisa protegê-la de inimigos, uma vez que ela mesma se esconde, o que já exclui a problemática da Inteligência Artificial burra, tão comum em diversos personagens acompanhantes no universo dos games.

"— Do you ever get used to it? The killing?" — Elizabeth

"— Faster than you can imagine" — Booker.

O excelente trabalho de voice acting feito nesse jogo também não deixa a desejar, sobretudo no que diz respeito aos protagonistas. A interpretação de Troy Baker (Booker) e Courtnee Draper (Elizabeth) ficou perfeita e contribuiu muito para a química entre os dois. Aliás, toda a sonoplastia de Infinite é mágica. Nada como ouvir os belos sinos ao longe quando estamos em determinados locais da cidade. Os sons contribuem para criar uma ambientação incrivelmente imersiva que nos transporta para Columbia.

Outro recurso narrativo que enriquece a ambientação de Infinite são os voxophones, dispositivos de gravação que podem ser coletados pelo jogador ao longo do gameplay (inclusive os textos em inglês desta postagem foram todos transcritos a partir desses dispositivos). Por meio deles, ouvimos gravações deixadas pelas personagens a fim de obtermos mais detalhes sobre o enredo e sua participação nos acontecimentos. Além das principais, encontramos voxophones de personagens secundárias e de civis de Columbia, tais como os de Constance Field (adoro o humor quântico desse jogo rs), garotinha solitária que leu todos os livros sobre Física quântica escritos por Rosalind Lutece e sonha em conhecer Elizabeth. No voxophone em questão, percebemos toda a reverência da população de Columbia para com a figura de Elizabeth.

"Madame Lutece -- I have read all of your books on the sciences. Mama says, 'it's not a fit occupation for a lady', but I think she's jealous of our cleverness. It is true that only you are allowed to visit the girl in the tower? If the Lamb is lonely, too, I should like to meet her, as we would have much in common" — Constance Field.

Em suma, a história de BioShock Infinite é intrigante, cativante e incrivelmente complexa, tanto que dividiu opiniões entre os jogadores na época de seu lançamento, deixando grande parte do público confuso e rendendo inúmeras teorias quanto ao seu final. O game foi constantemente descrito por alguns como "belamente cruel" em virtude das temáticas graves abordadas, com cenas de violência explícita e retratações pesadas de racismo. Se você curte narrativas ricas e profundas, jogos com ambientação imersiva, gameplay dinâmico, personagens interessantes, frases memoráveis e trilha sonora das boas, Infinite é o jogo certo para você.

"— The lord forgives everything. But I'm just a prophet, so I don't have to. Amen". — Comstock.

A seguir, deixo um dos trailers de que eu mais gosto. Assista e capture toda a essência de Infinite 

E para sentir um pouco da atmosfera de Colúmbia (é assim que eu trabalho quase que diariamente):




(Estou até agora tentando entender o que diabos aquele cara está fazendo com o carrinho...)




     "Why ask what, when the delicious question is when?" — The Lutece.

tisdag, juli 16

Fringe ♥

Parallel universes, wormholes, reanimation, psychokinesis, precognition, hypnosis, time travel, teleportation, dark matter, a remarkable scientist, his son (who inherited his father’s incredible intelligence) and a badass FBI agent: this is the unique combination responsible for making Fringe a brilliant and unforgettable TV series that will probably be around for generations. Fringe is brainchild of J.J. Abrams and was broadcasted on Fox from 2008 to 2012. Unfortunately its good ratings didn’t last beyond season one and began to decrease dramatically from the third season on. Anyway, we must be grateful to both Fox and fringe’s producers that agreed to give it a fifth season to put an end to the story rather than leaving it undone. (It’s needless to say that given its fascinating background Fringe deserved at least 10 seasons). 

Because of all scientific issues covered by the series (mixing real theories to fiction) it turned out to be a good option for readers of popular science that are fond of speculating into scientist’s affairs, even though the principles of physics required to understand these matters are beyond our grasp. Fringe helped us to have a glimpse of what’s been going on in the scientific world and this is much like the work of guys like Carl Sagan, whose books introduce scientific theories in a more intelligible way. The difference is that Carl Sagan gives science a realistic approach (unless he shared Dr. Bishop taste in working under effect of drugs, who knows?).


The story begins with Olivia Dunham, a federal agent who finds herself involved in a highly classified investigation after having her partner shot in a bioterrorist attack. In an attempt to save him from whatever was consuming his tissues, Olivia went after a renowned scientist whose previous works indicates he’s the only one qualified to help her out. But before she could reach Dr. Bishop she had to convince Peter Bishop to release his father from the mental institution where he was been held. 

The background is based on the Level 3 Parallel Universe taken from the “Superstring Theory”, which claims the existence of multiple universes. Unlike what narrow-minded people might be thinking this is a serious theory widely studied by  physicists. Its implications are hard to explain (and the fact that I’m a dummy must be taken into account D:), basically this Level 3 p.u. is a different dimension that coexists with ours in the same space and time (sadly we can't cross over to the other side like Olivia – not until the day someone creates Corthexiphan :p). Although we can’t interact directly to this parallel dimension, every decision we make causes a bifurcation in the timeline (remember that both our universe and the Level 3 take place in the same time), consequently creating infinite possible futures and alternate dimensions (Walter explains that with more details in episodes like “The Road Not Taken” and “There is More than one of everything”).

I still remember the first time I watched Fringe and got blown away by the quantity of easter eggs and leads for next episodes, the hard-to-spot observers (you gotta freeze the scene to see them), the perfect opening theme and especially by the way all theories were carried out! After each episode I would  login to sci-fi forums to discuss over ‘n’ theories on whether the color of a particular object was a lead to something relevant (like when Peter said to Walter: “the red toothbrush is mine” – and in fact it turned out to be a crucial part of the puzzle). There’s a perfect connection between all fringe events and surely every one of the characters (including the bad guys) have made their way into our hearts in a way that only fringe is capable of. What’s to be said about David Robert Jones, the german guy who escaped from prison using a teleportation device created by Dr. Bishop? Or Newton, the shape shifter responsible for opening a bridge to a parallel universe?  They’re adorable villains!


And now it's over. It took me a while to recover my senses from the chock I felt after watching the series finale last friday. It is chocking not just because Fringe is no more but mainly because of its sad and totally unfair end. Despite have been born under the sign of pisces (I don’t believe in astrology, really xD) and considering myself a quite emotional person, crying with books or movies are very unlike me. Fringe is an exception. As an old fan(atic) I developed a deep connection with both the story and its characters in a way that I never did before . Each member of the fringe division (Olivia, Peter, Walter and Astrid (or Asteroid, or Aspirin, or Astro or any other name Walter might have called her – the list is endless!) had a contagious persona and somehow completed each other. They’re the sort of people I’d like to have around.

Dr. Walter Bishop♥, my favorite character. It is impossible not to fall in love with him right in the early episodes. At moments he would make us laugh as he went about his lab helping Olivia to figure out what might have caused human decomposition, mutation, fast-growing-clones, brain damage, human combustion etc – all cases in which he had previously worked on with his fellow William Bell - the mysterious owner of Massive Dynamic. The most amusing scenes are with no doubt the ones in which Walter is tripping with Lysergic Acid Diethylamide, Brown Betty and so many others homemade drugs. Some scenes still get a laugh out of me even though I’ve already watched them about 5 times. Here you go some of Walter’s quotes that I’m so found of:

They’re bringing a dying David Robert Jones into the lab in a hurry and Walter is there entertaining himself with his cow Gene. Peter will say “Walter put the cow away”. And in another occasion as Walter picks up Peter’s call: Hello Peter. This is me, Walter Bishop. Your father”, “Thanks Walter, I know who you are”. In the episode “The road not taken”, when Peter finally shows a device he created in order to digitalize Walter’s old discos: Walter “Thank you, son”, (and looking to Olivia and Astrid) “You know, when he was five, he built me a popsicle napkin holder. Dreadful design. Utterly useless.” Peter: “Thank you”. Walter: “But this is… this is…”, Peter: “You’re welcome.  But this one is by far the funniest: The Fringe team arrives at a warehouse and as they scan the crime scene and find a hidden shape shifter embryo curled into a ball Olivia asks: “Walter, have you seen anything like this before? Walter: “I think I may have. It's awfully familiar. Ah, yes. It reminds me of a beanbag chair I once owned... 1974”.



But our beloved John Noble is also talented in making us feel heartbroken. Fringe’s last scene is certainly a proof of that, for it showed the sketch of a white tulip and then the screen went black to never again come alive with the colors of a new episode. Only old fans can understand the meaning this symbol has to Walter and why it’s so beautiful. The seventeen years he spent at a mental institution and his reencounter with Peter changed him into a better man. Before his reclusion he had worked in an area called Fringe Science and in all his ambition he knew no limits for science progress, what led him to conduct drug trials on children, among other anti-ethical researches. In other words, he didn’t much allowed anybody to stay in his way. 

When Peter fell ill with a rare disease Dr. Bishop did everything within his reach to save his son’s life, but in doing so he broke the balance between universes and caused damage beyond imagination. It’s in this very episode (Peter) that we are introduced to Walter’s old lab assistant, Dr. Carla Warren. As soon as she discovered Walter’s plans to cure Peter she tried to stop him “Walter there must be a line we can’t cross” – referring to what she believed to be god’s domain. Dr. Bishop’s response came sharp: “There’s space for only one god in this lab and it is not yours”. And that was when Walter crossed this line and everything began. After all he went through, the only way he could have his guilty relieved and feel forgiven by god was to receive a white tulip. In the end who received the tulip was not Walter at all, but… Well, I must stop here otherwise I’ll reveal too much. 


I thought I could go through all the seasons again and again but now I know things will end in that terrible way. I got such a void inside me at the point of waking up at the middle of night to think about all the possible alternative ends, all the “roads not taken” they could have chosen in order to give fringe a happy end. I felt hope when someone asked “There must be another way”. I said to myself “Yes! They’re gonna figure out a way of doing this just like they always did before.” But this time they couldn’t avoid this fate.

The Fringe Division faced daunting challenges in both universes and after five years the journey is over. As tribute to fringe some movies and other series borrowed the “observers” and displayed them in random scenes, so don’t get alarmed if a bold guy carrying a briefcase appears out of nowhere in a movie: you’re not nuts or obsessed (well maybe a little xD). I’m looking forward checking a 12-issue collection of comics written by Peter (Joshua Jackson) filled with stories about alternate realities experienced by him while he went missing between the third and fourth season. In case the comics aren’t enough to satisfy our thirst for Fringe we might check “October’s Notebook”, a special edition bringing all the data collected by this observer through the series (fortunately for us it is not written in the observer’s codes – probably Asterisk managed to translate it into English!) I swear that from now on, whenever I listen to Bowie’s old classics I’ll picture Walter in my mind and… smile :)

                                                                                     ♥

~A little glimpse into my urban hobbit-hole

Saying I have a thing for home design would be an understatement. I've always been fascinated by home decor, not professionally, just as...