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lördag, mars 14

Prelúdio 🐌

Saudações, mundo!

À beira da eclosão de uma terceira guerra mundial, sob a hipervigilância das big techs e diante de uma possível ameaça à nossa soberania nacional, decido voltar a escrever textos despretensiosos em um blog.

Digamos que não é lá o momento mais oportuno para eu retomar a escrita neste espaço, haja vista eu estar atolada até o pescoço de trabalho. Para se ter uma ideia, eu comecei a rascunhar esta postagem em janeiro 😁. Só hoje consegui sentar aqui para concluí-la. Ninguém mais escreve em blogs, e tampouco alguém os lê. Apesar de ter essa noção, opto por retornar; afinal, em um mundo dominado por textos escritos por IA, escrever textos "de cabeça" é um ato de resistência. De modo geral, este texto é um prelúdio para a nova fase deste blog, que já conta com algumas coisas em pré-publicação. Stay tuned!

A postagem que inaugura esta nova fase com chave de ouro é sobre ele: [som de tambores 🥁🥁] ~4 gramas de fofura, cerca de 3 cm de graciosidade, olhinhos discretos e curiosos, conchinha bege~marrom-claro e rádula sedenta por papaya. Senhoras e senhores, apresento-lhes o Walter! 🥁🥁

Sim, adotei um caracol de estimação 😊 Encontrei o Walter (a.k.a. nenê Walter, bichinho Walter, ou ainda Gosmentinho, para os mais íntimos) no dia 26 de dezembro de 2025, em uma de minhas expedições fotográficas pela natureza. De início, avistei a conchinha em uma planta e corri para inspecioná-la. Como nunca havia tido a sorte de encontrar um caracol vivo (certa vez achei uma concha abandonada do que um dia fora um caracol...), não fiquei muito esperançosa. Queria apenas fotografá-la, pois sempre achei linda aquela estrutura espiral. Segurei a concha em minhas mãos por alguns minutos e voltei minha atenção a uma borboleta que avidamente coletava pólen em uma corda-de-viola. Após certo tempo, algo se moveu na concha... “Está vivo!!!” Automaticamente entrei no meu modo “derretimento por coisas fofas” e, alguns minutos depois, vi o Walter pela primeira vez <3 Foi amor à primeira vista! A partir dali, soube que o levaria para casa. Improvisaria um terrário até comprar um adequado. Daria um jeito!!

E assim foi. As primeiras duas semanas do Walter em casa foram dentro de um copo de whisky. Imediatamente, botei meus conhecimentos básicos de malacologia em prática: peguei terra do jardim e coletei alguns galhinhos de physalis, folhas de dente-de-leão e musgo, a fim de construir um miniterrário. Pesquisei por terrários para pequenos invertebrados e comprei um de 3 litros (que, para a nossa sorte, chegou bem rápido).

Após passar um mês “de boas” no terrário, comendo bem, defecando normalmente e fazendo passeios supervisionados no jardim, o Walter entrou em estiva. Era a primeira vez que eu via de perto um caracol assim e, inicialmente, achei que ele tivesse morrido. A película de cálcio estava formada bem para dentro da concha, dando a impressão de que ele havia secado. Eu entrei em desespero, tive uma crise de choro (essa foi a segunda; a primeira foi em certa manhã em que o meliante se enterrou no fundo do terrário, fazendo-me acreditar que ele havia fugido). Abracei o terrário e comecei a soluçar, sentindo-me responsável pela morte de um ser inocente.

No desespero, tirei uma foto e pesquisei na esperança de se tratar de algum processo fisiológico típico de caracóis. E era isso: Walter havia entrado em estiva, muito provavelmente em decorrência de mudanças bruscas de temperatura. Contudo, a essa altura, eu já havia me desesperado e colocado a concha dele contra a luz para inspecionar, além de borrifar água para saber se ele reagiria. E reagiu. Após meia hora, esse serzinho gosmento emergiu novamente da concha, devorando o epifragma. Em seguida, saiu andando (ou deslizando, talvez? 🤔) como se nada tivesse acontecido. Eu brinquei com meu namorado, dizendo que o Walter deve ter ficado “putasso” comigo: “Como ousa perturbar meu soninho de beleza?

O problema é que, no dia seguinte, ele novamente estivou. Algo estava claramente errado no ambiente. E assim ele ficou por longos dezesseis dias. O que me tranquilizava era ver as anteninhas movendo-se sutilmente através da superfície translúcida da concha. Retornamos a Curitiba e nada mudou. Long story short: ele passou por várias estivas curtas em que ele saía, passava um dia fora e depois estivava novamente. Contatei um veterinário especializado em animais silvestres. Ao trocar ideia com ele e me aprofundar um pouco mais na literatura, chegamos à conclusão de que seria fundamental controlar a umidade do terrário.

Meu namorado científico maravilhoso comprou um terrário do mesmo modelo e acoplou um higrômetro/termômetro à tampa. Hipótese: o ambiente provavelmente estava com umidade muito baixa, o que me motivava a dar borrifadas frequentes ao longo do dia. No entanto, o higrômetro provou ser exatamente o contrário: o ambiente estava demasiadamente úmido! Isso explicava o porquê de o Walter sempre ficar no teto do terrário, justamente nas frestas que permitiam troca de ar. Ele evitava tanto ficar na parte inferior que cheguei a considerar que pudesse estar desgostoso com o substrato. Mas a verdade era que o ar estava muito pesado, dificultando a respiração e até mesmo colocando em risco a manutenção da concha. Ao percebermos isso, diminuímos as borrifadas e, tcharam!, ele saiu da estiva, parou de ficar no teto, teve um evidente aumento no apetite e se mostrou mais ativo. Meu namorado, empolgado, exclamou: “viva a ciência!”

À medida que o Walter estivava, eu lia livros sobre moluscos gastrópodes e visitava fóruns em busca de dicas de criadores sobre alimentação e substrato; assim, fui aprimorando o terrário, que hoje conta com cerca de 5 cm de substrato de fibra de coco (livre de sais e taninas), tapete de musgo-da-floresta, osso de sépia para fonte de cálcio e uma “minioca” de fibra de coco para servir de abrigo (além do referido higrômetro/termômetro acoplado).

Hoje, ele está muito bem adaptado e, por que não dizer, faceiro: alimenta-se bem (ele ama mamão e abobrinha!) e tem seus lugares preferidos para dormir. Demonstra curiosidade com a inserção de objetos novos no ambiente e explora o terrário com frequência, passando tempo considerável fora da concha, comportamento fofo que demonstra segurança e relaxamento. Planejamos um cardápio semanal com o objetivo de oferecer uma dieta equilibrada (temos o dia da abobrinha, da cenoura, da rúcula com agrião, da berinjela e assim por diante). Esta semana mesmo ele obliterou um pedaço enorme de abobrinha ao longo da noite (e cagou proporcionalmente à quantidade consumida @_@)[i] os alimentos têm sido servidos com pedaços de CaCO₃ para fortalecer a conchinha após as múltiplas estivas.

Há muito eu queria ter um caracol de estimação. Sempre achei que as conchas conferem um charme peculiar a esses animais. Lembro-me de ter desenvolvido interesse especial por caracóis após conhecer o trabalho de Vyacheslav Mischenko, um de meus principais referenciais na fotografia. Fiquei apaixonada pelo modo mágico com que ele representa o pequeno mundo desses moluscos, trazendo à tona detalhes invisíveis aos olhos: a flor minúscula que o caracol admira; o cogumelo que serve de abrigo; ou ainda a gota de orvalho que mata sua sede. A obra desse artista certamente tem orientado meu percurso na fotografia.

Eu não tenho palavras para descrever o amor que sinto por esse bichinho; só sei que desenvolvi um vínculo tão forte, mas tão forte... Até brinco que é como se eu tivesse reencontrado um pedacinho meu que outrora estava perdido. Já até associei várias músicas a ele: Snail ~Camiidae, Snail Waltz ~ Enzo Corne, Advent ~ Dead Can Dance, além de várias do Cocteau Twins. Já chorei ao contemplar o Walter fazendo suas refeições ao som de A Kissed out Red Floatboat, The Itchy Glowbo Blow e Cherry-Coloured Funk * -*.

O Walter não é apenas um caracol; simbolicamente, ele é um reflexo da minha própria fragilidade e existência. Seu metabolismo se traduz em processos internos que reconheço em mim mesma. Embora viva em um mundo caótico, ele segue o seu próprio ritmo; é extremamente vulnerável a pequenas mudanças no ambiente; diante de quaisquer adversidades, necessita de recolhimento a fim de se recompor e preservar energia (estiva). De maneira análoga, devido à minha sensibilidade, dificuldade de socialização e sentimento de inadequação, sempre vivi muito mais dentro da minha própria mente do que no mundo externo (constantemente me recolho em minha “conchinha” mental quando o mundo se torna demais). Caracóis costumam ser rejeitados e tratados como incômodo e com desdém pela maioria das pessoas, sensação de rejeição que também reconheço, pois a vivenciei desde cedo no meu ambiente familiar (tópico sobre o qual não me aprofundarei nesta postagem, a fim de não pesar o texto). Ao descrever para o meu namorado o quanto me reconheço no Walter, ele mesmo completou o raciocínio de forma bonita:

“ – Eu não me sinto como as outras pessoas, não as compreendo e tenho dificuldades de me relacionar, por isso eu...”

“ – Você entra em estiva.”

Por mais que nós, humanos, tenhamos o hábito de projetar nossas percepções nos nossos bichinhos, é evidente que moluscos são bem rudimentares. O Walter carece dos mecanismos psicológicos para entender ou sequer sentir afeto. Ainda assim, estou feliz com o fato de que ele já fica “de boas” na minha mão e sem se retrair na concha quando removo cocozinho preso nele com papel higiênico (antes ele evitava minha mão ou se recolhia). 🐌

Cuidar desse serzinho tão pequeno e frágil tem não apenas me protegido contra a depressão, mas também ajudado a exercer afeto. Também comecei a consumir vegetais que antes não faziam parte do meu cardápio: rúcula, agrião, abobrinha e berinjela. Inclusive, rúcula é uma delícia! 

O Walter é o primeiro de muitos caracoizinhos que passarão pela minha vida, pois hoje posso afirmar categoricamente que estou amando a experiência de ter um molusco de estimação. Além disso, onde cabe um, cabem dois ou seis... O lado triste de ser tutor desses animais é que sua expectativa de vida não é lá muito longa, sobretudo se ele realmente for da espécie que eu acredito que seja... E só de pensar nisso meus olhos já se enchem de lágrimas; portanto, não pensarei a respeito. Eu sei que a vidinha dele é um sopro, mas farei o possível para dar-lhe a melhor existência possível pelo tempo que ele estiver comigo.

Não poderia terminar esta postagem senão com um dos meus retratos preferidos do Walter, o qual faz parte do meu acervo pessoal, intitulado Snail Tales.

Walter & Walterego. 2026. Digital color photograph. Personal archive.

🎧 Spleen and Ideal ~ Dead Can Dance.


[i] Todos os travessões usados neste texto são de produção humana, não sendo provenientes de textos gerados por IA.

måndag, mars 7

Você conhece a Windland Store?

Recentemente, conheci uma loja que vende diversos produtos capazes de fazer qualquer apaixonado pelo estilo cottagecore ficar eufórico. São broches com bordados de cervos, porta-moedas de cogumelos silvestres, chapéus de época, marcadores de página antigos e brinquedos ecológicos feitos de madeira! Tudo muito lindo e a um preço super justo! E o melhor: tudo isso bem pertinho da gente! Trata-se da loja @windlandstore.






O nome Windland remete ao universo mágico que a artesã responsável pela loja criou em sua casa. Ela transformou a moradia em um cenário digno de contos de fadas! Nas palavras da artesã: “eu faço tudo à mão, compro com pequenos empreendedores locais, reciclo materiais (upcycling) e embalo tudinho com carinho e visando causar o menor dano possível à natureza". Ainda, a loja não faz uso de nenhum tipo de plástico, optando por matérias-primas de papel ou tecido!

O primeiro produto que comprei com eles foi o chapéu Little Women. A embalagem veio com um perfume delicioso. Senti que estava recebendo algo enviado do vale dos elfos 😊 Certamente foi a primeira compra de muitas!

Você pode adquirir os produtos da loja diretamente pelo perfil do Instagram ou pelo site https://www.elo7.com.br/wstore.


lördag, mars 5

.RAW

Desde que comecei a trilhar certos caminhos dentro da universidade, deixei de lado muitas coisas pelas quais tinha interesse, principalmente aquelas relacionadas a uma certa veia artística minha. Os motivos para me afastar de alguns interesses eram os mais variados: perda de tempo, isso não vai render nada, não dá para conciliar no momento etc. Mas por bem ou por mal, muitas vezes não conseguimos fugir de nossa essência. Após um período bem tumultuado na minha vida, finalmente comecei a me voltar para coisas que eu queria fazer, não para ganhar dinheiro, mas por simples prazer.

Uma delas é a fotografia. Flerto com ela desde muito cedo, mais precisamente na época de juventude, na qual comecei a usar internet e, consequentemente, a ter contato com esse universo. Na época, eu me limitava a admirar as belas imagens tiradas aparentemente com super equipamentos por pessoas que sabiam editar de forma não amadora. Eu sonhava em ter fotos como aquelas, mas poxa, eu sequer tinha um celular que tirasse fotos! Hoje as coisas mudaram. Eu tenho um equipamento melhor e estou oficialmente iniciando meus estudos em fotografia. E olha, o que posso dizer é que estou me encontrando muito nela.

Desconsiderando todo o desconhecimento técnico, eu sempre percebi que tinha olhar fotográfico. Claro que as únicas pessoas que realmente têm capacidade de afirmar isso são os fotógrafos xD Mas eu sempre percebi – ainda que com meu olhar de leiga – que eu conseguia compor boas fotos sobretudo quando comparava as minhas com as de pessoas próximas. Eu conseguia explorar o cenário de modo a compor uma imagem de diferentes formas, como quando eu tentava descobrir ângulos para modificar a paisagem, dando enfoque a determinado objeto em detrimento de outro.

Explorar a câmera a fim de estudar a questão técnica tem sido muito interessante, e embora eu esteja em uma fase complicada mentalmente, percebo o quão bem esse interesse me faz. Para mim, o estudo da fotografia é leve, solto, construtivo. Era algo de que eu realmente precisava, pois eu preciso criar algo, expressar algo.

No final do curso que estou fazendo eu já terei um portfólio e, na verdade, essa foi a verdadeira razão pela qual fiz um perfil no Instagram. Contudo, eu ainda não sei se usarei o meu perfil, se criarei outro mais direcionado ou criarei um perfil em outra plataforma. É importante separar o pessoal do  profissional. Nesse caso, manterei meu perfil pessoal para registrar meu percurso de aprendizado.

Eu nunca fui de postar muita foto em redes sociais, mas isso é totalmente incompatível com o caminho que estou trilhando. Afinal, para ter reconhecimento e clientes, é preciso mostrar o nosso trabalho para o mundo. Minha meta é trabalhar com fotografia natural e fotoarte, a última também relacionada à natureza. Penso em unir minha área de estudo com a questão mais artística da fotografia, até para criar um equilíbrio.

No mais, posso dizer que estou ansiosa (de uma forma positiva) para compartilhar meu percurso na fotografia 😊

fredag, januari 28

Faltam 51 dias para o outono

Frente fria!!! Hoooray! Depois da terrível onda de calor que trouxe temperaturas completamente fora do normal para a região, somos presenteados com friozinho e neblina! Sabem aqueles dias bem brancos em que você mal consegue ver o horizonte? Pois então! E para melhorar ainda mais o clima, amanhã meu namorado viaja para ficar comigo por um tempo! Embora as aulas presenciais tenham sido adiadas, ele resolveu voltar para Curitiba. Eu a princípio ficarei até meados de fevereiro por aqui no interior catarinense, pois só venho visitar uma vez por ano. Nosso plano para os próximos dias é caminhar juntos em bosques para procurar cogumelos e animais! ^^

Como sempre, embrenhando-me entre as flores~

Também estou aproveitando o friozinho maravilhoso para sair coletar flores para fazer minhas guirlandas, além de estar super empolgada para fotografar corujas que fizeram ninho aqui perto!!! Mas não se preocupem: não chegarei tão perto para não assustar os bichinhos :D Além disso, eu tenho senso de autopreservação.

No mais, nesta semana que passou eu participei (como ouvinte) do ciclo de palestras de um curso de verão de biotecnologia! Primeiro evento da área de que participo! Só posso dizer que a área que sempre me encantou conseguiu me surpreender ainda mais. Quanta pesquisa phoda sendo feita! As palestras foram super legais e informativas, proferidas por pessoas bem abertas a tirar duvidas e fazer network ^^ Se tudo der certo, no próximo semestre da faculdade pegarei a disciplina de engenharia enzimática! É muita novidade para um ano só, e ainda não contei sequer a metade! Fico por aqui, como sempre deixando o link para o que estou ouvindo.

🎧 Dead Can Dance ~ A Passage in Time

tisdag, januari 11

Meu brinquedinho chegou!!

Há cerca de um mês o meu mais novo brinquedinho chegou: uma câmera Canon e uma lente zoom de 75-300mm! Comprei essa lente junto com a câmera porque tenho interesse em fotografar animais selvagens e nem sempre é possível chegar perto dos modelinhos. Após iniciar um curso on-line de fotografia, tenho explorado os recursos da câmera, mas ainda sem domínio da coisa. Fotografar é um processo bem complexo e que exige muito estudo, portanto, engana-se quem pensa que basta ter à disposição um equipamento potente. É bem frustrante descobrir que as fotos que tiramos dentro de uma mata fechada ficaram totalmente escuras porque não equilibramos o Iso e a velocidade do obturador! Ou então que os cliques que demos em belas paisagens abertas e ensolaradas ficaram com excesso de luz a ponto de não conseguirmos corrigir no pós-processamento :x Mas até dominar a coisa, é tentativa e erro...

Tenho brincado bastante com a câmera a fim de testar o que funciona. O mais legal é que esse processo todo de aprendizado tem envolvido muitos passeios no meio do mato! Tanto que passo um tempão vasculhando o mapa da região por satélite na busca de áreas verdes e prontas para serem exploradas!

Selecionei algumas fotografias que tirei enquanto exploro a câmera. Pretendo guardá-las para fins de comparação ao longo do meu aprendizado. Enjoy!



Meu deuse, olha esse focinho * -*


Aqui ficou bem granulado por conta do desequilíbrio Iso/obturador :x

Uma andorinha descarregada (Monty Python feelings)



Aqui estava testando a questão do foco/desfoque



Para vocês terem ideia, este era um jatinho. Não aproximei o máximo que dava, até porque estava usando o foco automático, e a distância e o movimento do avião não ajudaram...

Tem um grande motivo para eu sempre estar perto desses pinus. Entendedores entenderão huehuehueheu >.>

Eu sei que são pragas ambientais... Mas essas árvores são tão bonitas 😗

torsdag, mars 26

Quarentena & Plague Inc.

Devido à pandemia de coronavírus, estou trabalhando em regime home office desde a última quarta-feira, embora a mudança brusca de rotina e os dias de isolamento deem a impressão de fazer bem mais tempo. A sensação que eu tenho ao ligar nas notícias (que vejo majoritariamente via youtube) enquanto preparo o café da manhã é de estar vivendo dentro de um filme de ficção científica. Os dias estão silenciosos, as ruas quase desertas, com pouquíssimos carros e ônibus circulando. E isso que moro no centro de uma cidade grande. Parece que todo dia é domingo. Lojas, restaurantes, tudo fechado. Até quarta-feira passada a vida seguia normal. De repente, puff! Todo mundo fica fechado em casa em uma quarentena.
Ficar fechada em casa nunca foi um problema pra mim, ainda que eu perceba que não é saudável, mesmo pra uma pessoa antissocial como eu. Eu gosto de trabalhar sozinha, no meu espaço. Não precisar interagir com as pessoas todos os dias e poder ficar mais à vontade. Mas a situação atual está estranha. Minha rotina é trabalhar na frente do computador até mais ou menos umas 5 da tarde e depois preparar meu café, abrir a steam pra jogar e o discord pra conversar com a galera. Por mais estranho que pareça, me adaptei à rotina de ouvir as noticias enquanto jogo (tenho acompanhado as coletivas de imprensa ao vivo).
É estranho parar todas as atividades tão subitamente. No mesmo dia que decretaram regime home office na editora, recebi e-mail da professora de sueco cancelando as aulas. O curso de polonês (ainda não comentei aqui, mas comecei curso há umas duas semanas) também foi cancelado. Na mesma noite proibiram as viagens interestaduais. Em torno de umas 8 da noite desse dia, teve panelaço contra o presidente. O negócio foi grande. Mas não para por aí. Na semana passada minha mãe fez uma cirurgia pra retirar o útero. A cirurgia foi na segunda-feira e ela acabou tendo reação da anestesia: dor de cabeça muito forte e ânsia de vômito. Teve que ir pro hospital umas duas vezes pra tomar soro. Foi só no sábado que ela começou a melhorar. Digamos que hospitais não são exatamente o melhor lugar pra se estar no meio de uma pandemia... Ainda que seja numa cidade pequena que ainda não apresentou casos. É... são tempos estranhos oO
A parte boa aqui sendo bem egoísta é estar trabalhando em casa. Nada como poder acordar uns minutinhos antes de dar o horário heuehueheu. Eu costumo levantar às 5:40 da manhã pra tomar um banho, engolir o café da manhã rápido (e cedo demais, de forma que não tenho apetite...) pra sair de casa às 6:25 se eu quiser ir caminhando com calma até o ponto de ônibus, que fica a 15 minutos de casa. De busão vai rápido: 12 minutos e eu já desço perto do trabalho, fora mais uns 8 minutos de caminhada. Começo a trabalhar às 7:30 :c Agora, 8 horas eu ainda estou na cama, posso tomar meu café de boas enquanto ligo o computador e organizo os arquivos para trabalhar. 
Esse ganho de tempo diário acaba sendo positivo pra quem mal tinha tempo pra fazer o que gostava, como jogar 🎮
Nesse clima de quarentena, nada melhor que jogar Plague Inc., jogo em que você é um bioterrorista cujo objetivo é dizimar a humanidade. Não por acaso, ainda nas primeiras semanas do surto de coronavírus na China ele bateu record no número de downloads. Veja aqui: link.


Na imagem acima eu já havia avançado bastante no quesito infecção com a minha bactéria de sífilis :B
Pra quem não sabe, o Plague Inc. foi muito elogiado pelo Center of Diseases Control (CDC) dada a abordagem realista com que trata o comportamento de microrganismos patológicos e surgimento de pandemias. Ao lado de Spore - que simula a evolução desde seres unicelulares permitindo ao jogador criar diferentes espécies - o jogo tem sido usado no ensino de biologia em escolas. Portanto, é uma ótima pedida pra quem curte microbiologia 🔬
No início da campanha você deve criar uma super bactéria (mas também existe a campanha de vampirismo). Após a primeira vitória, outros parasitas vão sendo destravados: vírus, fungos, protozoários e até onde eu me lembre, vermes. Um dos pontos cômicos do jogo são as notícias que aparecem no topo da tela, fazendo alusão a elementos da cultura pop ("Terry Pratchett voted best author ever!") e games (Half Life 3 confirmed!"). À medida que a doença avança pelo mundo, o jogador precisa atrasar o desenvolvimento da cura - cujo progresso é representado pelo ícone azul no canto inferior direito da tela. 
É claro que esse não é o único jogo com o qual eu tenho me entretido durante a quarentena, inclusive pretendo fazer uma postagem listando algumas recomendações de jogos com temática pós-apocalíptica. Mas até lá: sobrevivamos!

söndag, mars 8

Jag är på väg!

A segunda postagem de 2020 será dedicada a dois acontecimentos muito fofos e especiais na minha vida: (i) finalmente comecei a fazer curso de sueco! (yey!) e (ii) conheci um sueco no busão a caminho do trabalho! E o mais engraçado é o que liga esses dois acontecimentos: conheci o cidadão exatamente no último dia que eu tinha para fazer a minha matrícula! oO
Bom, não sei se já mencionei isso aqui no blog, mas eu sou absolutamente apaixonada pela Suécia, pela cultura sueca e pela língua sueca! Já havia começado a estudar o idioma por conta própria com alguns materiais que encontrei online, mais especificamente o livro nya mål, que vinha com os áudios. O livro era todo em sueco, então não havia nem aquela ponte entre o inglês para ajudar. Aprendi bastante coisa, mas acabei largando os bets. Até o início deste ano não estudei mais nada relativo à língua, mas como os tempos de mestrado acabaram e voltar a aprender idiomas era um dos meus objetivos, resolvi dar uma fuçada em cursos presenciais.

Não me recordo bem quando, mas há alguns anos eu já tinha pesquisado cursos e descobri que aqui em Curitiba eles ofereciam curso de sueco na Swedcham (Câmara Sueca de Comércio). No site não havia informações acerca de valores, então não fui atrás. Eu imaginava que seria super caro, afinal, é uma língua super exótica e que poucas pessoas têm interesse em aprender. Os únicos perdidos deviam ser os engenheiros que trabalham na Volvo e conseguem transferência pra lá hehehe. Pois então, esse ano finalmente escrevi para a responsável pela instituição aqui na cidade e recebi uma resposta muito legal: o curso era apenas duzentos e trinta reais mensais, com material incluso!


No geral, um valor desses por um curso de línguas é muito barato! Claro, seria apenas uma aula por semana (duração de 2 horas), o que de fato limita muito o contato com a língua. Porém, é muito melhor que ficar sonhando em aprender e não fazer nada. Puxei o meu namorado pra fazer comigo (além de querer companhia e alguém pra praticar, tinha medo que não fechasse turma :c) e aguardei até dar a resposta final. Não é caro, mas é dinheiro heueheueheu. Aí que vamos pro segundo acontecimento.

Pois então @_@. Como falei no post anterior, eu comecei a trabalhar em uma editora no final do ano passado. Por sorte, pego apenas um ônibus para ir ao trabalho. Estava lá eu parada na fila do lado de um senhorzinho esperando o busão chegar. Eu já tinha visto esse senhor outras vezes, percebi um sotaque bem forte que lembrava de colono, mas também de estrangeiro. Ouvi por alto ele falando algo sobre "lá (não peguei onde era) nós"...., "aqui no Brasil vocês...". Eram frases que faziam parecer que ele não era daqui. Até que nesse dia eu ouvi ele (que sempre puxa assunto com as pessoas [sem receber muita resposta {curitibanos ¬¬'}]) perguntar para um senhor com cara de tédio: "o senhor sabe o que é 'fika'? Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Eu mal dei um respiro, virei pra ele e perguntei: "o senhor é sueco?"

Ele me respondeu com uma entonação meio de colono "eu sou". Eu não sei o que foi que me deu, mas mesmo tendo um pouco de receio de falar do nada outro idioma com um nativo antes das 7 da manhã, falei automaticamente e sem o menor medo: "Jag talar lite svenska" (eu falo um pouco de sueco). O senhorzinho (ele tem uns setenta e poucos anos) deu uma risada e falou algumas coisas comigo em sueco. Aí já de volta no português (porque o meu sueco não é lá essas coisas), expliquei que eu perguntei se ele era sueco porque ouvi a palavra 'fika'. Para quem não sabe, fika é uma pausa para café que os suecos fazem várias vezes ao longo do dia. É um momento para relaxar e interagir com as pessoas, seja em casa, na escola ou no trabalho. É algo muito forte na cultura deles.

Eu obviamente tive que conter a minha empolgação na hora, pois quando acontece algo relacionado a alguma coisa que eu goste muito, eu fico eufórica! * -* Eu finalmente conheci um cidadão sueco! Eu estava falando sueco com um nativo! Awwwwwwwwwwww!

Como ele sempre pega o mesmo ônibus que eu (e inclusive desce no mesmo ponto, pois trabalha em um parque perto da editora), sempre nos cumprimentamos e nos despedimos no idioma. Naquela mesma semana levei meu livro pra ele ver. Ele gosta muito de conversar, é um senhorzinho cheio de histórias para contar! Ele é um engenheiro florestal que ensina agricultura urbana pelas ruas da cidade, planta suas hortinhas e faz denúncias quando vê irregularidades! É muito preocupado com o meio ambiente e se revolta com as plantações de soja aqui do país. Certamente é uma pessoa que faz a diferença pro meio ambiente. Certa vez me falou: "as coisas vão melhorar pra vocês aqui" (se referindo a problemas ambientais). Ele está sempre com uma sacola ecológica cheia de garrafas pet e terra e usa um chapéu de pescador. Parece muito aqueles alemães naturalistas que eram personagens de romances do século XIX xD Aqueles que apareciam em cidades pequenas empolgados caçando borboletas e fazendo descrições da flora e fauna local.

No dia que conheci ele eu fiquei tão eufórica que, descendo do busão, mandei trocentas mensagens pro meu namorado: "amoR, conheci um senhorzinho SUECO!", "falei sueco com ele", etc etc etc. Para mim foi um grande acontecimento, dado meu fascínio por conversar com pessoas de outros países, vindos de culturas diferentes da nossa. Convenhamos: não é todo dia que a gente esbarra num sueco. E o mais engraçado foi ter sido no exato último dia que eu tinha para escrever um e-mail para a professora confirmando minha participação no curso. Foi eu chegar no trabalho, abri meu e-mail pessoal e enviei: gostaria de confirmar a minha inscrição. Ela respondeu bem rápido (geralmente leva uns 2 dias para responder hehehe). Véeeeeei, eu sou bem cética, mas levando pro lado da brincadeira: isso foi um sinal ou o quê? xD No mínimo uma coincidência muito bizarra.

Pois bem, como podem constatar da imagem, comecei o curso. Uma dia antes de começar eu comentei com o senhorzinho que ia ter minha primeira aula oficial. No outro dia ele me perguntou como foi (em sueco). Aí aproveitei pra tirar umas dúvidas de pronúncia - as quais ele respondeu prontamente xD. O que eu achei muito legal é que ao contrário de alguns gringos (como alemães), que automaticamente mudam para o inglês quando percebem que a pessoa não fala tão bem a língua (no caso de pessoas que estão estudando o idioma), ele não faz isso. Pra mim isso é muito respeitoso, além de bater com a fama de pessoas super educadas que os suecos têm.

Well, na próxima terça terei a minha segunda aula. Além do curso e das minhas conversas com o meu amigo sueco (ele parece um vovozinho fofo * -*), tenho procurado canais de nativos ensinando a língua. Estou super empolgada e até criei uma playlist com musiquinhas pra ter mais imersão xD Infelizmente é bem difícil encontrar bandas do meu gosto que cantem em sueco. Por isso estou tendo que ouvir umas popzinhas mesmo : p Mas quando a vibe é muito grande, vai um Roxette mesmo (yeyeyeeeee, dressssed for sucessssss). Obs: ODEIO ABBA 😶

Hej då! Ha en bra vecka!

fredag, december 28

O pequeno Felix - e a nossa tentativa frustrada de inserir um novo pet em casa

Como os poucos leitores do meu blog devem saber eu tenho uma gata metida e arrogante chamada Flora. Adotamos ela no início de 2017 e, desde então, ela tem reivindicado o reino da nossa casa para ela, todos os cantos e espaços, desde o chão ao telhado. Chegado o final de ano, tentamos adotar outro bichano pra fazer companhia pra ela. Fomos ao grupo de proteção dos animais aqui da cidade procurar um e encontramos um lindo frajolinha que havia sido abandonado com os irmãozinhos. Segundo a guria que o resgatou, uma galinha estava cuidando dos filhotes. Fomos ao petshop no qual a veterinária da Florinha atende e compramos caixinha, ração, entre outras coisas. Buscamos ele dia 23, mas foi quando chegamos em casa que o pesadelo começou: a rainha cruel da casa começou a rosnar, bufar, xingar, atirar pedras e... enfim, agir como gato ameaçado. Tentamos fazer aquele esquema de deixar o pequeno em um cômodo separado da casa e apenas tirávamos ele de lá quando a rainha se ausentava de seu castelo. Fomos percebendo que além do comportamento da Flora, havia outro problema: ele ainda não havia desmamado. Chorava o tempo todo pela gata, nada estava bom: se colocávamos ele no chão: chorava. Se pegávamos ele no colo, chorava. Até quando estava explorando a casa não fechava a matraca. O pior foi quando a Flora começou a nos atacar: atacava minhas pernas toda vez que eu estava segurando ele. Quando peguei ela no colo, por pouco não deu uma unhada no meu olho. Foi aí que nos desesperamos e vimos que a porra tava ficando séria. 

Felix depois do primeiro banho da vida.

A própria guria de onde buscamos ele nos recomendou levar o bichinho de volta, pois mesmo que todo mundo saiba que gatos são animais difíceis de socializar, a chegada dele podia comprometer a saúde da nossa gata. Chegamos até a dar banho na criaturinha, dar carinho e emprestar os brinquedos da Flora (que deve estar nos odiando por isso), mas ele continuava a sentir falta da gata que o adotou. Dia 26 levamos ele de volta ao lar provisório. Embora seja triste, estamos tranquilos pelo fato de saber que ele está num lar no 
qual as pessoas dão carinho a ele. Além da gata que está cuidando do pequeno, existem outros 11 bichanos que fazem companhia pro bichinho. Aparentemente, foi só chegar lá que ele já começou a se acalmar.
A Flora já está voltando ao normal, o que quer dizer que embora odeie colo, fica um pouco mais calma quando a gente pega ela. Eu queria muito um segundo bichano aqui, mas pelo visto a Flora não está afim de colaborar. Gatos...
A minha dica pra quem já tem um bichano mimado em casa e quer adotar um novo é planejamento. Nunca leve no impulso: converse com o veterinário do seu gato, estude a personalidade dele, compre aqueles sprays de "harmonização" de ambiente especial pra bichanos e estude como será a rotina quando o pequeno chegar. Se esses sprays funcionam ou não eu não sei dizer, mas é melhor do que nada. Não é impossível introduzir bichanos, só é difícil. Difícil pra caraleo = p 

lördag, december 23

Formada!

Depois de 5 anos de graduação, acabei de me bacharelar em linguística pela UFPR! Os últimos meses foram intensos: provas, trabalhos, trabalhos, leituras, análises e reuniões com o orientador. As madrugadas acordada esperando os primeiros raios de sol passarem pela cortina enquanto eu trabalhava na minha mesa de estudos viraram rotina, tanto que entrei em férias agora e ainda continuo ficando ativa até altas horas. Minha monografia - que até pouco tempo atrás não existia - passou a ter cores nas últimas semanas. Todos esses dias e noites de trabalho árduo foram regados a muito café e pizza!





Minha pesquisa contou com a aplicação de um experimento envolvendo julgamentos de aceitabilidade de alguns dados do fenômeno que estou estudando. Organizei questionários, tabulei os resultados e parti pras porcentagens. Cruzei vários dados e obtive alguns padrões. O processo foi bem trabalhoso, de modo que passei dias em função das análises desses dados. Além de trabalhar nessa pesquisa, nesse último semestre também me submeti ao processo seletivo de mestrado, para o qual tive que preparar um projeto de pesquisa, estudar para a prova e fazer uma entrevista defendendo o projeto.

Apesar dos pesares, consegui sair viva! Passei muto bem no mestrado e nos próximos dois anos irei trabalhar com um orientador super fodástico, fazendo pesquisa de campo, desenvolvendo experimentos de coleta de dados e tantas outras coisas lecais! Me formar numa federal foi apenas o início da realização dos meus sonhos. Sei que essa estrada ainda me leva looonge, e eu estou a caminho! Por hora: férias. Vou me acabar nos jogos, ler todos os livros que não tive tempo de ler, assistir south park e sonhar acordada com o mestrado!

torsdag, april 28

Frost ❅

E o frio literalmente "desabou" do nada nas frias terras do sul! Com aquela onda terrível de calor que se abateu sobre nós na maior parte de abril era difícil acreditar nas promessas de inverno rigoroso que estavam sendo feitas para 2016. Mas depois da linda manhã de geada desta quinta-feira eu espero que o frio fique conosco para tomar um chá por longos dias! Neste momento, aqui é Curitiba a temperatura é de 8° C, com  mínimas e máximas que variam de 4° até 17° nos dois próximos dias. Em minha cidade natal, em Santa Catarina, hoje a temperatura chega a 0, no momento também está 8°. Nos próximos dois dias fica entre mínima de 1° e máxima de 17°. E para curtir esse frio: muito chá, quentão, chocolate quente e comida boa! Sem falar nos livros e no cobertor! Viva o outono!

~Geada em Santa Catarina!

lördag, maj 3

Série: Brechós de Curitiba Pt 1: O Brechó do Relógio

Já que meu blog está largado às traças e ao mofo mesmo eu tendo uma quantidade razoável de coisas atrasadas esperando para serem publicadas, vou aproveitar esta semana que estarei de folga na faculdade para começar de uma vez por todas minha série sobre brechós.  Dado meu gosto antigo e refinado, não é de se estranhar que eu tenha uma quedinha por brechós, por isso pretendo escrever sobre alguns brechós de Curitiba, focando principalmente naqueles localizados no Centro Histórico da cidade. Curitiba é uma cidade cheia de easter eggs para aqueles que gostam de se embrenhar pelos quatro cantos em caminhadas de final de tarde, de olhos arregalados à espreita de lojas interessantes que apenas os mais astutos encontram. Quando se fala em brechós então a coisa fica ainda mais empolgante. Após várias caminhadas na Rua Riachuelo eu encontrei a loja perfeita para iniciar essa série de postagens:

Conhecido como “O Brechó do Relógio”, sua localização estratégica torna o Brechó Curitiba ponto obrigatório na visita de qualquer pessoa que passe por ali. A fachada do prédio – onde antigamente funcionava a relojoaria Raeder – chama a atenção de longe, não só por sua arquitetura antiga e charmosa, mas também por um grande relógio trazido de Leipzig, Alemanha. A decoração surpreende qualquer fã de antiguidades: são bonecas antigas, louças, pinturas de diversas épocas, relógios e móveis restaurados por quem entende de decoração. 

O que achei particularmente interessante nessa loja é a facilidade com a qual se encontram peças para eventos históricos e teatrais. Em uma de minhas peregrinações em busca de alguma peça para usar no Torneio Medieval que terá na região metropolitana eu encontrei um lindo vestido preto de veludo. O corte dele se assemelha mais às roupas masculinas da época, mas não é nada que uma reforma não dê jeito. O mais surpreendente? Paguei apenas R$ 16 na peça! Para quem procura por anáguas, o Brechó Curitiba também é ponto obrigatório.

Atentem para o fato de que infelizmente nem tudo na loja está a venda! Quadros, mobília antiga e algumas bonecas são meramente objetos decorativos. Porém, há algumas exceções: Em uma de minhas primeiras visitas ao local me apaixonei por algumas bonecas com mais de cem anos de idade que estavam sendo vendidas para colecionadores (adoraria ter tirado foto delas para incrementar a postagem, mas os compradores foram mais rápidos do que eu). Lindos conjuntinhos de xícaras e píres de porcelana também estão expostos na vitrine, esperando que ladies à moda vitoriana passem em frente com suas sombrinhas e ao vê-las, acabem se lembrando que precisam de louças decoradas para seu chá da tarde... 


PS: Perdoem meu hábito de tremer na hora de bater a foto, ah, e também a péssima qualidade da minha câmera!



Detalhe do provador e da vitrine: decorados com obras de arte, lustre customizado e quadros de pop art:




Já pensou encontrar Homer Simpson, Fofão (e seu irmão(?)), E.T., Shreak, Fiona e um dos três porquinhos no mesmo lugar? No Brechó Curitiba isso é possível!



De acordo com algumas matérias que andei lendo sobre a loja, o proprietário pretende expandir o local transformando-o também em um café. Seria no mínimo interessante se além de oferecer café e doces o ambiente também funcionasse ao som de baladinhas retrô, eh? 

Para mais informações:
Endereço: Rua Riachuelo, 147 Centro – Curitiba –PR.
Fone: 9817-4047
Para vendas ou trocas, falar com Lili.

torsdag, januari 10

Passei! Caloura de Letras Port-Alemão na Universidade Federal do Paraná

Um dos momentos mais esperados e sonhados da minha vida chegou: Finalmente passei no vestibular da minha amada UFPR, depois de tentar por três anos consecutivos. Dessa vez consegui ir além, me concentrar nas redações e realizar meu objetivo. Queria agradecer aos meus professores do cursinho, meus amigos e colegas que me incentivaram, me deram força quando não agüentava mais abrir um livro para estudar e, principalmente, minha família. Foi uma longa caminhada, por muitas vezes pensei em desistir. Felizmente esses foram apenas momentos ruins e hoje sei que vou conseguir chegar onde quero. De agora em diante quero aprender diversos idiomas e me preparar para ir ao velho continente europeu.

lördag, juni 26

Giants: Citizen Kabuto

Este artigo é bem extenso e fala de um jogo muito importante para mim... Hoje estou aqui para falar sobre uma das coisas que mais marcaram na minha vida, algo muito especial para mim e que eu gostaria de dividir com seja quem for que visite meu blog. Em uma das primeiras postagens eu prometi que futuramente ia criar um post dedicado a ele. Sendo assim eu comecei a trabalhar no artigo acrescentando e removendo coisas até que ele estivesse satisfatório. Mesmo depois de finalizá-lo eu o deixei guardado caso eu resolvesse mudar alguma coisa.  Devido à importância que GCK tem para mim, eu quis escrever sobre o jogo, acrescentar algumas coisas sobre os personagens tiradas da revista e também adicionar meus próprios screen shots feitos enquanto eu jogava. Ao longo deste artigo não me limitarei a falar somente do jogo; mas de outras coisas que se relacionaram a ele, por isso não estranhe se do nada eu começar a falar sobre música, isso não significa que eu esteja saindo do contexto do artigo. 

Comecei a jogar GCK quando eu ainda nem tinha o meu computador. Infelizmente não me recordo da idade exata que eu tinha na época, só sei que era entre 12 e 13 anos. Meu tio como sempre havia comprado um jogo por achar interessante, mas ele comprava e quem jogava era eu (sortuda). Esse foi o primeiro jogo mais complexo que eu joguei na minha vida, após anos de Super Mário, Charlie The Duck, South Park e demais joguinhos daquelas revistas de “500 Jogos – Sem instalação!! :D”.

Eu queria jogar todos os dias e estava viciada aponto de sonhar que jogava durante a noite. Claro que eu não podia me divertir nesse universo quando bem queria porque o computador não era meu, dessa forma acabei ficando um longo e doloroso tempo sem ter contato com ele. Finalmente numa tarde ensolarada e tediosa, emprestei a revista (manual do jogo) que estava jogada num canto e a fim de matar a saudade, comecei a ler. E que leitura fascinante! Nunca me diverti tanto lendo um manual!


O manual falava sobre todos os personagens, estruturas encontradas enquanto exploramos as ilhas, armas, encantamentos, interface do jogo e movimentação dos personagens, etc, mas tud escrito de uma forma engraçada e descontraída. O melhor de tudo é que eu não havia avançado muito nos níveis do jogo e então boa parte do que eu estava lendo era desconhecida para mim. Eu havia empacado na segunda missão do capítulo dois dos Meccs (cada capítulo é composto por diversas missões em ilhas diferentes). 

A história do jogo se passa em exóticas ilhas de um planeta desaparecido há muito tempo. Além da beleza dos gráficos que são muito caprichados para um jogo feito há uma década, o cenário é bem atmosférico, com sons de fenômenos naturais (um delicioso farfalhar ouvido mais intensamente quando você se aproxima das árvores), o vento quando você sobe no alto de uma montanha, o barulho da água do mar em contato com estruturas como pontes de madeira e barcos ancorados e o som dos pássaros combinados com os produzidos por criaturas nativas, como monstros que nunca aparecem no jogo e que muito provavelmente se encontram em ilhas vizinhas, sons que você houve quando chega perto de algumas das estruturas (geralmente torres de guarda e acampamentos das Reapers). Isso tudo sem falar da maravilhosa trilha sonora composta por uma seleção incrível de músicas clássicas de ação e aventura.

                    

Foi nesse mundo que eu cresci, de criança até pré-adolescente e depois para minha adolescência. Sendo uma pessoa bem diferente e fora de sintonia com os outros, eu preferia ficar sozinha na escola. Então eram os personagens do jogo que me faziam companhia, brincavam comigo e me faziam sorrir com uma alegria tão pura e inocente que só as crianças têm. As ilhas eram o meu segundo mundo (ou primeiro, pois eu geralmente passava mais tempo lá do que aqui), era um refúgio no qual eu me isolava do resto do mundo e podia me considerar livre, normal, sendo eu mesma. Lá eu me sentia em casa, pois era um mundo despreocupado no qual as coisas eram como eu queria sem aquele peso da realidade.

Eu chegava na escola de manhã e ficava lendo a revista do jogo pela milésima vez. No recreio ficar sozinha na sala era o que eu mais queria, pois eu ficava escrevendo as histórias dos meus próprios jogos (naquela época eu queria ser uma designer de jogos, como é bom ser criança) e quando chegava em casa, jogava a mochila num canto e já ligava meu computador e entrava no meu mundinho particular, meu mundo alternativo em 3D.

Durante a tarde eu fazia pipoca com calda de chocolate e ficava na frente do pc dando uma pausa e ouvindo as músicas que tocavam durante o jogo. Ah, música? Claro, e o meu playlist da época? Me lembro de jogar e voar pelas minhas ilhas com o meu foguete a jato de combustível limitado dos Meccs ao som de bandas de rock alternativo, entre as que mais se destacavam: Learn To Fly do Foo Fighters, Every Morning do Sugar Ray, Fly Away do Lenny Kravits, Stuck In A Moment do U2, How You Remind Me do Nickelback (sim. Era fã deles desde esses tempos remotos), It’s My Life/Have a Nice Day do Bon Jovi e muitas outras.

Foi assim por dois longos anos a minha vivência nesse mundinho paralelo, até eu acabar enjoando por não ter mais o que fazer de diferente no jogo, pois GCK não é um desses games modernos de RPG nos quais você pode fazer o que quiser. Pelo contrário, ele é um jogo no qual as coisas são bem limitadas e deixa muito a desejar se comparado aos atuais. Porém, reforço o que disse: para um jogo feito há tanto tempo ele é bem caprichado e compensa muito. Acaba não sendo um cansativo já que o foco dele é simplesmente simplicidade e diversão.

Bom, depois desses dois anos tive a oportunidade de jogar online, o que foi problemático para a minha internet discada da época. De uma forma ou de outra foi muito legal e eu conheci muita gente do mundo todo. O interessante é que eu fiz boas amizades e ainda tenho contato com algumas hoje em dia. Na época o meu inglês era vergonhoso, mas para quem ainda não tinha feito um curso eu até que entendia bastante coisa. Inclusive isso foi uma coisa pela qual eu me interessei ainda mais após conhecer esse jogo. Já gostava de inglês e estudava sozinha quando criança, mas com Giants minha vontade e sede de conhecimento aumentaram muito, tanto que eu até tive a idéia de fazer uma tradução dos diálogos de GCK. No fim, exatamente três meses depois de conhecer aquele pessoal todo de outros países, eu comecei meu sonhado curso de inglês e descobri o que era ser a sabe tudo da sala, além de ser bem próxima da professora, com quem fiz uma amizade muito especial. Ah eu sinto tanta falta daqueles tempos... 




Naquela época meu playlist havia se modificado e entre minhas músicas preferidas da época estavam: Dirty Little Secret do The All American Rejects, Dance Dance do Fall Out Boy, Have A Nice Day do Bon Jovi, I Write Sins Not Tragedies do Panic! At The Disco, Best of You do Foo Fighters, Losing My Religion do R.E.M. Foi nessa época que virei fã incondicional do Nickelback, ficando tão viciada que passei os dois anos seguidos ao som deles diariamente, A mesma coisa aconteceu cm também Nirvana. Ah, bons tempos sem dúvida!

Como provam as imagens que vocês podem ver ao longo do artigo, GCK é um jogo incrível que lhe dá a possibilidade de explorar um mundo cheio de ilhas majestosas, completamente diferentes umas das outras. ilhas onde o céu é algo feito para se admirar, com nuvens tão coloridas que noz fazem pensar que fomos  transportados para um mundo no qual o crepúsculo dura uma eternidade.

Mas você não está nesse mundo como um mero humano, a variedade encontrada nas três raças principais é incrível. Já imaginou poder voar por este cenário fabuloso e ficar tão absorvido pelo jogo a ponto de chegar a sentir um frio na barriga? É exatamente isso que você pode fazer/sentir jogando com um Mecc. Além de poder voar, essa raça tem acesso a muitos apetrechos; como por exemplo, uma mochila que transforma seu personagem em um arbusto (o que o torna invisível aos olhos do inimigo); um escudo ou até mesmo uma mochila-bomba que quando ativada explode causando dano a uma enorme área.

Agora não pense que GCK se resume à tecnologia avançada. Talvez o contraste mais interessante no jogo seja que a magia também está presente nele como um dos elementos principais.


Dominando as Sea Reapers você pode usar diversos encantamentos elementais e mostrar para os seus inimigos quem é que está no comando. Elas podem se teletransportar para locais remotos, criar explosões mágicas, diminuir a velocidade do tempo, encolher o inimigo, se transformar numa luz que envenena qualquer criatura que entre em contato com elas, invocar um tornado ou um monstro marinho com a habilidade de cuspir uma gigantesca bola de fogo capaz de chegar em qualquer ponto da ilha que elas desejarem, entre muitos outros encantamentos que podem ser comprados na loja de feitiços (Spell Shop).

Tanto os Meccs quanto as Sea Reapers necessitam recarregar suas munições. As lojas de munição/feitiços podem ser encontradas nas maiores ilhas. Normalmente alguns guardas das Reapers estão guardando o local, isso quando não há uma torre de tiro para cumprir esta função.

As habilidades de Kabuto já são mais limitadas (e eu diria que as menos divertidas). Ele pode dar enormes saltos e arremessar coisas ou criaturas no mar ou em outros oponentes – o que é uma ótima arma.

E só para constar: durante todo o artigo eu dei mais ênfase ao Single Player. Os jogos online também são muito divertidos, porém, algumas das idéias que os criadores do jogo tiveram não funciona de forma adequada pra partidas entre mais jogadores. Um exemplo disso é a categoria de Construção de Base. Enquanto que no modo para apenas um jogador construir uma base é algo bem divertido, no jogo multiusuario não passa de algo chato no qual os recursos não podem ser muito aproveitados. As partidas online geralmente resumem-se em dois grupos de pessoas se matando para obter pontos para a equipe toda ou individualmente.

GCK: História e Personagens Principais 

Chegou a hora de apresentar de uma vez por todas um pouco sobre a trama do jogo, do que se trata e quais são os personagens envolvidos. Deixo claro que a descrição dos mesmos não foi feita por mim, e sim tirada da revista:

                                                                       Meccaryns

Cinco trabalhadores alienígenas: Baz, Tel, Reg, Gordon e Bennett – conhecidos também como Meccs; em férias a caminho do conhecido planeta Majorca, são engolidos por um peixe espacial gigante e defecados nas vizinhanças de um planeta formado por diversas ilhas. Forçados a permanecer na ilha para consertar sua nave, os Meccs têm a vantagem de trabalhar em grupo e sua tecnologia superior para enfrentar seus atacantes. O objetivo deles é consertar a nave e voltar para suas merecidas férias em Majorca, mesmo que tenham que matar tudo na ilha...




                                                                     Sea Reapers


Exóticas criaturas femininas com olhos vermelhos e pele azulada, as Sea Reapers foram a forma dominante de vida nesse planeta por muito tempo. Elas controlaram a vida nas ilhas com poder obsoluto, quase tirânico. Em uma tentativa de desencorajar a aproximação de qualquer visitante indesejado, elas criaram Kabuto, uma criatura gigante com tendência á brutalidade. Infelizmente para elas, Kabuto era adaptado demais á sua função. Ele não apenas defendeu as ilhas contra quaisquer intrusos, mas também afugentou as Sea Reapers para os oceanos. Adaptando-se a sua nova morada, as Sea Reapers desenvolveram poderes místicos – de ataques com espada e arco na velocidade de um raio, a encantamentos elementais em larga escala.

                                                                              Kabuto


Criado pelas Sea Reapers para defender as ilhas, Kabuto se descontrolou um pouco e perseguiu as Sea Reapers até elas fugirem para o oceano. Cem vezes mais alto que uma pessoa normal, Kabuto é um bruto enorme, capaz de engolir oponentes inteiros e destruir vilas inteiras com sua traseira. Embora pareça divertido jogar com um monstro de 900 toneladas de ossos e músculos, há um problema. Quando as Sea Reapers criaram Kabuto, elas deram a ele um único defeito fatal – um ponto fraco na sua pele grossa, localizado diretamente no centro do seu abdômen.

                                                                           Smarties

Os Smarties são pequenos e fortes indígenas que habitam as ilhas. No jogo individual, os Smarties guiarão você pelo jogo, objetivos da missão e ajudar a construir uma base. No jogo multiusuario, os Smarties são usados principalmente para construir bases.
Para as Sea Reapers e os Meccs, os Smarties são recursos necessários para construção de uma base. Os Smarties não apenas levantam as estruturas, como também desenvolvem novas armas para as Reapers e os Meccs. Mas para que os Smarties sejam produtivos, você primeiro tem que fazê-los felizes. Proteja-os, alimente-os e então ofereça a eles um pub onde eles possam ficar bêbados.
Kabuto usa os Smarties de uma maneira um pouco diferente. Ao invés de alimentar e cuidar desses safados, Kabuto simplesmente os come. Quando no estomago de Kabuto, os Smarties se transformam em um ovo mutante. Logo depois, o ovo vai rachar e produzir um dos filhotes de Kabuto.
Cada um dos três personagens principais pode agarrar e carregar Smarties. Quando um Mecc encontra um Smartie, este vai subir nas suas costas. Quando uma Sea Reaper encontra um Smartie, ele vai ser encapsulado em uma bolha protetora, que seguirá a Reaper. Kabuto pode pegar alguns Smarties e empalá-los em seus chifres.

                                                                             Vimps

Extremamente dóceis e não muito inteligentes, os Vimps são o gado das ilhas. São geralmente encontrados em manadas, passeando pelas planícies idílicas, pastando enquanto esperam sua terrível morte. Vimps cozidos são a necessidade básica na dieta dos Smarties, enquanto que Kabuto prefere devorá-los crus. De qualquer forma, a carne de Vimps restaura a energia perdida, assim como uma bebida energética, só que com ossos.
Os Meccs se abstêm do consumo de Vimps. Ao invés disso, eles precisam da carne dos Vimps para manter os Smarties felizes em sua base.
As Sea Reapers também precisam dos Vimps, mas ao invés de colher a sua carne, elas têm que matar os Vimps e colher suas almas. Elas usam essas almas para dar energia aos mecanismos místicos que mantêm a sua base funcionando.

                                                              Guardas das Reapers

Os Guardas são à força de ataque das Sea Reapers. Você geralmente vai encontrar grupos de guardas patrulhando os vales das ilhas ou guardando um acampamento de Reapers, carregando armamento pesado. Eles também geralmente aparecem quando você esta construindo sua base, dificultando o seu trabalho e dos seus Smarties. Há muitos tipos de guardas, com armas e meios de transportes diferentes. Você deve ficar alerta e esperar qualquer coisa do encontro com esses caras, especialmente se a Reaper Kamikase fizer uma de suas raras aparições.

                                                              Raiks

Essas criaturas têm o tronco de uma mulher de pele azul e a parte de baixo de uma vespa. As Raiks têm muitas das habilidades mágicas das Reapers – turbo, teletransporte e camuflagem, apenas para citar algumas. Assim como as Reapers, as Raiks manejam a espada e o arco com grande habilidade. Geralmente se encontram no comando de um grupo de guardas das Reapers.

                                                                      Rainha Sappho

Sappho era a mais poderosa e cruel das Reapers que sobreviveram ao massacre de Kabuto – e teve o direito de se tornar a rainha das Reapers. O seu objetivo principal é colocar as Sea Reapers em posição dominante nas ilhas. Ela sempre quis que sua filha, Delphi, se tornasse uma poderosa aliada dessa causa. Delphi, entretanto, se mostrou teimosa e rebelde, considerando as ações da mãe cruéis e tirânicas.

 Acredito que já deu pra ter uma boa ideia sobre a trama. Também ficou claro que selecionei apenas os personagens e raças mais relevantes na história, não me prendendo em detalhes que não acrescentariam nada.

Para finalizar o artigo, preparei uma galeria de imagens de minha autoria, já que todas as que se encontram no texto acima foram as que escolhi por serem as mais antigas. Eu queria mostrar meus locais e ilhas preferidas; que são os lugares por onde eu me metia por muito tempo, explorando tanto que até hoje conheço as ilhas com a palma das minhas mãos. O jogo em si apresenta diversas outras ilhas, por isso as que você verá na galeria são só uma pequena fração delas.























~A little glimpse into my urban hobbit-hole

Saying I have a thing for home design would be an understatement. I've always been fascinated by home decor, not professionally, just as...