Wednesday, July 12

Férias

Entrei em férias tecnicamente na primeira semana de julho e aqui estamos no dia 12. Eu, que acabei de sair do dia 9, fui tirada do meu limbo por um amigo que falou que "dia 20 já é semana que vem" quando tentávamos discutir uma data pra nos encontrar em grupo - aqueles encontros ideais entre grupos de amigos que só acontecem nos filmes e acabam sempre numa rodinha de violão ao por do sol, numa praia. Ontem foi dia 9, como que semana que vem já estamos no dia 20? Sim, time flies like sand through the fingers...
Sunset~view from my window

Essa questão da passagem do tempo é algo que sempre me toca. É uma das minhas questões existenciais preferidas. Sempre fui uma pessoa apegada ao passado da adolescência, por uma série de motivos que não cabem aqui. Posso dizer que dois deles foi o fato de eu ter entrado mais em sintonia com meus sonhos de vida e por ter começado a ter amigos. Inclusive é com alguns deles que eu estava proseando hoje sobre o tal do encontro, dez anos depois da época dourada. Esse sonho juvenil de reunir todo mundo eu já não tenho mais. Depois de tantas tentativas frustradas eu me conformei com o fato de que se você conseguir marcar algo com um deles de anos em anos já pode se considerar um dos seres humanos mais sortudos da face da terra. Ao longo desses 10 longos anos eu mantive contato com esses retardados que tanto me fizeram rir, e confesso ser uma experiência incrível me pegar aqui, observando o por do sol e refletindo sobre a vida, ouvindo as mensagens das mesmas pessoas com quem falava nessa época chegando. Hoje, infelizmente, não mais pelo meu amado messenger, mas sim por aplicativos com os quais ainda não me acostumei. 

Sempre que venho passar as férias na minha cidade natal me pego pensando na passagem do tempo e nessa época específica. É engraçado me ver tão sonhadora quanto na época, tentando resgatar os mesmos sonhos, as mesmas pessoas, as mesmas músicas (ou alg, umas que lembrem das que ouvia), as mesmas sensações. Tenho essa coisa de tentar recriar o momento com músicas, cheiro, conversas, e, principalmente, com o por do sol. Envelheci dez anos, mudei muito, amadureci, mas na essência ainda sou a mesma pessoa sonhadora e idealista. Não tanto quanto na época, digamos que ganhei um senso prático ao longo desses tempos. Gosto de ficar nesse cantinho da imagem pensando na vida: é alto e dá de ver as nuvens através da copa das árvores. O bairro ao redor não é aquelas coisas, mas a vista tem a sua beleza. 

Voltando ao mês de julho: ficarei o resto do mês em função da monografia e projeto de mestrado, parando para cozinhar algumas coisinhas, tomar café com a Flora me fitando e parando nos finais de tarde para admirar os finais de tarde pensando no quão rápido o tempo nos foge.
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