fredag, april 5

Himmelblau

This morning I dragged myself out of bed hearing the delicious sound of trees blowing along with the wind and poked my head outside the house, only to discover a winterlike weather under a deep blue sky. There is no better place to spend my vacation than my mother’s house: pure air, silence, my grandmother’s cakes and that old room of mine, where I for so long dreamt of my future. It’s priceless. My plans for the coming days are to ride horses at a colonial coffee and go out with my friends. Once I get to see them again I’ll hold them so tight that their bones will be torn apart! 

I’m in the verge of a new phase in my life and it makes me feel euphoric. In one of my talks with a hippie friend I mentioned my preference for being away from civilization, that is to say: Curitiba and its high buildings that tower over you, its slow traffic and crowded streets. I grew up in a small german settlement in the countryside of Santa Catarina, in a neighborhood surrounded by trees, peace and quiet (it wasn’t a farm at all). I miss the grass painted white by the frost, the sound of the deciduous trees and the fact that I was in touch with my loved ones at all times.


Normally people don’t believe me when I say this (probably because of the way I lighten up with them and make them laugh) but I’m way too anti-social to live in such a crowded city like Curitiba. Up to a few months ago I would never picture myself saying what I’m about to but nowadays I’m considering to move back to some small town. It doesn’t have to be exactly small, but consider places like Köln or Nuremberg (Germany), Stockholm (Sweden), Stavanger and Berger (Norway) - they’re all big cities but are not even remotely suffocating like São Paulo and Curitiba.

Here I spot new condoms going up everywhere and old houses being destroyed to give space for ugly squared buildings. If there’s one thing you realize after setting down in a metropolis is that people are always too busy to raise their heads at the sky to appreciate the sunsets, they get used to the smell of pollution and queuing in fast-foods is completely normal - this lifestyle is so different from the one I’m used to. In all my urge to open my wings and fly away I couldn’t see how lucky I am for being born in a small town - I experienced things that most residents of big cities don’t even dream about: I ate homemade pies cooked on wood stoves, organic vegetables and fruits (the food you buy at Curitiba’s markets are tasteless!), I got the habit of preparing my own meals instead of ordering it, I lived in a house with a garden, etc.

I’m not saying that I don’t like Curitiba, there are indeed wonderful things you come across on your daily life when living in that huge place! To begin with I could name a few universities, job and exchange opportunities for students, interesting people with the craziest tastes, beautiful places to visit, etc. The best opportunities can’t be found in small places – at least not in my country. I had to leave a lot behind, all the same I have reasons to be cheerful: I’m finally majoring in linguistics at a top university where I can go across the hall to run into renowned linguists and the best of all: I’m having the opportunity to learn as many languages as I can and prepare myself for my dream job as translator and interpreter! Had I stayed in my comfort zone none of it would have happened.

As soon as my vacation comes to an end I’ll pack my bags and say: Neuen Lebensabschnitt: Herzlich Willkommen! Warum nicht Deutsch mit Musik lernen?




måndag, februari 18

Giants Citizen Kabuto Soundtrack

Para quem não sabe, GCK é um jogo de ação/aventura e talvez a coisa que mais marcou na minha vida. Aí você dá uma olhada na data de lançamento do jogo (2000) e em algumas imagens e acha até que bonitinho para os jogos da época, mas nada demais. Bom, se você é gamer desde pequeno e digamos que acabou de sair da adolescência há uns dois anos como eu, isso significa que você pegou uma fase em que os gráficos não eram tudo isso, e certamente se apaixonou por algum jogo que marcou muito e que ganhou espaço especial na sua lista de jogos. “Na minha época”, os jogos não eram tão realistas como os que são feitos hoje (com algumas exceções). 


Eu que sou escapista ao extremo procuro coisas que fujam o máximo da realidade. Cenários estranhos, enredo maluco e personagens mais estranhos ainda. E o que seria mais estranho do que um jogo que se passa em ilhas de um planeta desaparecido, no qual mulheres de olhos vermelhos e pele azulada são a forma de vida dominante, chegando a criar um monstro para defender seus domínios? Fiz uma postagem “gigante” (hehe) declarando meu eterno amor pelo universo de Giants nesse post (clique aqui e veja)

Há uns anos eu tinha encontrado a trilha sonora para baixar, mas como tenho o péssimo hábito de não fazer backup dos meus arquivos (curiosamente hoje pela manhã eu estava fazendo), acabou que meu PC estragou e eu perdi tudo. Depois de anos sem jogar (prometi que voltaria só depois de passar em letras, yay!), senti profunda vontade de ouvir as belas músicas compostas por Jeremy Soule e Mark Morgan. São músicas clássicas maravilhosas e na maior parte, alegres. As minhas preferidas são as dos Meccs. Em segundo vem as do Kabuto e só então as da Delphi. As duas primeiras são mais de aventura, geralmente tocando enquanto os Meccs ou Kabuto estão em batalha. Aí está mais uma coisa muito feliz que esse game proporcionou na minha vida: o interesse por música clássica. Afinal de contas, Games também são cultura!

Minhas músicas preferidas (para ouvir é só clicar e ser direcionado para o youtube): Flight of the Meccs, Baz'sAdagio, Majorcan Voyage, Kabuto's Awakening, Kill, Crush, Destroy

torsdag, januari 10

Passei! Caloura de Letras Port-Alemão na Universidade Federal do Paraná

Um dos momentos mais esperados e sonhados da minha vida chegou: Finalmente passei no vestibular da minha amada UFPR, depois de tentar por três anos consecutivos. Dessa vez consegui ir além, me concentrar nas redações e realizar meu objetivo. Queria agradecer aos meus professores do cursinho, meus amigos e colegas que me incentivaram, me deram força quando não agüentava mais abrir um livro para estudar e, principalmente, minha família. Foi uma longa caminhada, por muitas vezes pensei em desistir. Felizmente esses foram apenas momentos ruins e hoje sei que vou conseguir chegar onde quero. De agora em diante quero aprender diversos idiomas e me preparar para ir ao velho continente europeu.

fredag, december 28

Nota 1000 na minha redação do ENEM!

Mais uma grande surpresa na minha vida: meu texto entrou para as redações nota 10 do Exame Nacional do Ensino Médio!! É muita alegria depois de tanto esforço, tanta produção de texto e stress para conseguir tirar o que eu acreditava ser uns 900. Cada vez mais sou surpreendida com acontecimentos que me mostram o quanto o curso de letras foi a escolha certa. A cada amanhecer eu sei que estou mais próxima de realizar o maior sonho da minha vida: botar o meu pé no velho continente, viajar por vários países, falar todos aqueles idiomas lindos e estudar a história e cultura de cada um desses lugares fascinantes. 

Agora para as férias eu já tenho dois trabalhos para fazer (um de morfofonologia e um resumo crítico), além de vários livros para ler sobre teoria da literatura e lingüística. Depois de ver algumas disciplinas do curso eu percebi que bem antes de ingressar na Academia eu já sabia perfeitamente com o que gostaria de trabalhar: tradução, interpretação, literatura e produção de texto. Mais tarde eu pretendo cursar história para enriquecer meu conhecimento na área de Tradução e Interprete, já que é bem com aquela parte cultural que pretendo trabalhar. Agora com o ENEM divulgado, espero que a santa UFPR nos presenteie com o resultado bem antes que o esperado.



onsdag, december 26

Jack Off Jill

Depois de tanto tempo sem postar nada sobre música eu gostaria de falar um pouco sobre uma banda das antigas que talvez tenha passado despercebido diante de muita gente. O Jack Off Jill foi uma banda dos anos 90 que em seus oito anos de ativa teve lançado três discos e algumas demos, além de ter feito a abertura dos shows do Marilyn Manson and The Spooky Kids.


Formado na Florida no início da década por Jessicka Addams, Tenni Arslanyan, Robin Moulder e Michelle Oliver, a sonzeira dos caras contava com apresentações loucas e polêmicas nas quais Jéssicka jogava sangue (de groselha), balas e doces em sua platéia. Apesar de o som não ter nada de fofinho, costumo classificar o visual da banda como perky goth. Nunca me esquecerei da frase que minha amiga disse quando a dei uma cópia do álbum Clear Hearts Grey Flowers no qual utilizei como capa a foto acima: “Oh, ela tem borboletas no cabelo! *-*”

Acredito que já citei esse disco aqui no blog enquanto falava sobre o trabalho de Mark Ryden, já que foi ele o autor da capa original. Essa gravura é super famosa no meio underground, podendo ser encontrada em bróches e bolsas. O Clear Hearts Grey Flowers é sem dúvida um dos discos que eu mais escutei na minha vida. Além de ser o meu preferido deles, acredito que é o lançamento que contém as músicas da fase mais madura da banda, com letras e melodias mais bem trabalhadas. 


Logo em seguida a banda cessou atividades, mas para quem ainda quiser ouvir algum trabalho novo da Jéssicka tem o Scarling, banda que também já apresentei aqui. O som tem algumas semelhanças, ainda que poucas. Acredito que ela conseguiu dar continuidade ao seu amadurecimento musical e que caso o Jack Off Jill tivesse continuado na ativa, o som hoje em dia não seria muito diferente do Scarling. De tempos em tempos surgem rumores de que um suposto disco estaria sendo produzido, infelizmente nada se confirmou até agora. De qualquer forma, ficamos no aguardo! 

Minhas músicas prefridas são Vivica (primeira que ouvi) e Surgery. Em seguida, viriam na ordem: Love Song (cover do The Cure), When I’mQueen, Losing His Touch, Cinnamon Spider e Strawberry Gashes (trilha sonora da Noiva Cadáver do Tim Burton). Para ouví-las é só clicar nos nomes.

tisdag, december 25

Scary tattoos for freaky girls!

Although not everyone has the courage to undergo tattoo procedures (I’m not a big fan of needles myself), many people dedicate a corner of their skin to the wonderful illustrations of alternative artists. I thought of posting here some random images of unknowns who did what my fear won’t ever let me do: decorate my body with the art of Kukula, Natalie Shau and Mark Ryden. This fusion of horror with childish stuff is usually seen inside the “perky goth” style and it’s basically what bands like The Birthday Massacre, Switchblade Symphony and New Days Delay do with both music and visual. If I wasn’t so frightened I’d certainly have macabre dolls tattooed all over my body (Kukula’s in particular), but I presume the procedure is too painful so my skin will probably keep blank as paper.









söndag, december 2

"Homem vive em cenário de contos de fadas nos EUA" - Omg!

Ao abrir meu facebook hoje pela manhã eu me surpreendi com uma matéria compartilhada por meu professor de sociologia. Fiquei fascinada e muito alegre em ver que ainda existem muitas pessoas criativas e mágicas nesse mundo perdido. O artigo fala sobre um senhor norte americano de 60 anos que de fato criou seu próprio mundo em suas terras, tornando delas um verdadeiro cenário tão épico quanto o condado dos Hobbits. Só digo uma coisa: É de pessoas assim que o mundo precisa!


O norte-americano SunRay Kelley, 60, vive no meio de uma floresta no Estado de Washington, nos EUA. Ele construiu sozinho sete casas, 10 lagos, uma cabana de eremita, uma imagem de Jesus de 10 metros de altura e um estúdio de yoga, em um cenário que lembra o de um conto de fadas - Esse cara lembra muito o Tom Bombadil do Senhor dos Aneis.

Dê a um sujeito alguns alqueires de terra e uma semana no mato, e ele logo vai começar a planejar seu castelo. Mas apenas uma alma incomum, contudo, começa a construir sete casas, 10 lagos, uma cabana de eremita, um Jesus de 10 metros de madeira de lei e um estúdio de yoga cuja porta cor de rosa esculpida lembra (com verdadeira precisão anatômica) a genitália feminina.

O senhor das terras é um animal sem dono que anda descalço de 60 anos chamado SunRay Kelley. E sua fantástica propriedade construída à mão fica no fim de uma estrada de barro que tem o nome de seu avô, no sopé da serra Cascade, ao Norte de Seattle. A melhor forma de descobrir o trabalho de SunRay Kelley (um Taliesin hippie) é fazer uma peregrinação. Um visitante assíduo é o autor e fundador da Shelter Publicactoins, Lloyd Kahn, cujo livro definitivo nos anos 70 sobre arquitetura regional, “Shelter”, é um marco do estilo de Kelley. “Foi uma espécie de odisseia”, disse Kahn ao telefone de sua própria casa feita à mão em Bolinas, Califórnia. “Ele de fato é um artista. Ele não se envolve muito com os detalhes do mundo real”.

 Kelley construiu talvez 50 estruturas quiméricas irregulares pelo continente, desde palácios campestres assustadores até cabanas de Smurfs. Ainda assim, ele prefere ficar no que ele chama de “a propriedade” por dias ou semanas sem fim. Aqui, ele é livre para empilhar discos de tratores para se tornarem antenas cósmicas e arrastar toras que sussurram suas intenções. “Quando ele diz que ouve a natureza, de fato, ele ouve”, disse Kahn. “Acho que é provavelmente o maior construtor com materiais naturais. Não tem ninguém como ele em lugar algum”. (A lenda de Kelley deve chegar aos lares norte-americano no dia 7 de dezembro, quando seu trabalho será mostrado em um episódio de “Home Strange Home” da Hgtv).


Uma recente manhã de sábado encontrou Kelley mexendo no jardim enquanto fumava um cigarro de ervas para evitar o tabaco. Ele se medica desta forma em certos momentos do dia, como quando se levanta e ainda não comeu. Durante os anos, ele caiu de telhados, quebrou um tornozelo e os dois pés. O quadril está seriamente afetado. Mais misteriosamente, ele adquiriu um estigma na testa, uma ferida que chora em certos momentos do dia. Na primavera, ele estava em cima de uma escada, cortando algumas tábuas de cedro no telhado de sua oficina. Aí, a serra agarrou na borracha do telhado e “Chu-chu-chu! Bateu na minha cabeça com toda força”, disse ele.

A narina direita dele se abre como uma tenda. “Não é a experiência mais agradável”, continuou. Em sua vida, Kelley transformou o cenário em seu terreno de nove acres. E o cenário, invariavelmente, o transformou. Nos anos 20, seu avô estabeleceu-se em uma propriedade em 1,6 km quadrado de mata aqui na base da montanha Cultus e abriu uma serralheria. Seu pai criou algumas dezenas de bois em uma pequena parte da terra. Nenhuma das vocações atraiu a Kelley.





“O planeta é uma floresta, é um jardim”, disse ele. “Eu não gostava de construir cercas ou de caçar os bois. Você não tem que caçar essas” -esticou-se e pegou uma maçã das 200 árvores que ele mesmo enxertou.

 A umidade do inverno criou décadas de limo nos membros contorcidos da macieira, que parece uma criatura de lenda. A madrasta da Branca de Neve não poderia ter criado uma árvore mais fantasmagórica. Mas Kelley tem um jeito de conto de fadas ele mesmo, troncudo, com cabelos emaranhados e barba fértil. Sua parceira há oito anos, Bonnie Howard, professora e construtora, conseguiu aparar a juba dele apenas uma vez. “Quando fomos construir em Costa Rica”, lembra-se, “os cigarros dele se apagavam com seu próprio suor”.

 A parte favorita do terreno de Kelley fica na base de um morro lamacento, do outro lado do que Howard chama de “ponte de Billy Goat Gruff” (construída com um velho chassi de caminhão). Kelley mancou até uma floresta escura e profunda. “Esta é a última floresta secundária”, disse ele, apontando para alguns cedros altos. “Esses aqui tinham 40 anos quando os vi pela primeira vez. E eles só cresceram e ficaram mais mágicos”.







Os tocos antigos são ainda mais largos. Kelley pendurou uma pequena armação que ele chama de Cabana do Eremita em cima de um deles. “Este tem pelo menos mil anos”, disse ele. “Você não consegue fabricar uma fundação que dure muito mais do que isso”. Ainda assim, dentro desse menino do campo, existe um louco por motor, confessou. O caminhão de entregas dele é um Diamond T de 1947, que ele mesmo reconstruiu. Contudo, ele costuma ir para a cidade em uma bicicleta reclinada que ele reformou e aparelhou com um motor elétrico e freios regeneradores. Kelley anda com esse veículo-conceito em até 80km por hora.

“Quando você anda assim tão perto do chão”, disse ele, o pavimento “parece uma lixa gigante. Se você cair, não vai sobrar muita pele”. (É possível encomendar a bicicleta de Kelley, para os mais ousados). Seu próprio motor gira o dia todo, todos os dias, segundo Howard, 50. “Ele é igual um desenhista compulsivo, só que é um construtor compulsivo”.

Kelley então abre o caminho morro acima, na direção de um abrigo primitivo. Há alguns anos, o filho de Howard, Eli Erpenbach, hoje com 16, construiu um pequeno forte com galhos caídos na floresta. O arquiteto da casa de toco oco ali perto foi o neto de 11 anos de Kelley. “Esses são os humildes primeiros passos de um construtor”, disse ele, com um olhar aprovador. “Isso é exatamente o que eu fazia quando era criança nessas matas. Acho que eu nunca parei, de fato”.

Em algum momento, Kelley morou em quase todas as moradas na propriedade. Primeiro, veio a Casa Terra, em 1976, onde ele moldou quatro mãos de bronze para sustentar as vigas do telhado. Depois, Kelley se mudou para uma oficina perto de um apartamento que ele chama de Buzina, cujas vigas antigas não pareceriam fora de lugar em Winterfell. Amigos e viajantes se mudaram para esses locais e ficaram meses ou anos, ajudando nas contas.

 Em 1998, Kelley deixou relutantemente o que talvez fosse sua maior casa, a Casa Céu, lembra-se uma moradora de longa data da propriedade. “Eu expulsei ele”, disse Judy, ex-mulher de Kelley. Por acaso, ela passou por ali com seu novo marido para pegar algumas maçãs e parou para bater um papo. (Ela preferiu não dar seu último nome, disse ela, pois tem um emprego respeitável no mundo careta). Viver com Kelley foi uma aventura e uma tribulação, disse Judy. “Sempre havia uma série de visitantes interessantes passando por aqui: circos, artistas, iogues, gurus”.

 Quanto tempo os convidados ficavam? “Até terem comido tudo o que tínhamos”, disse Judy. “Saíamos um dia e quando voltávamos tinham comido tudo –inclusive as galinhas”. Judy ainda é dona e aluga seu antigo estúdio de yoga (O que você tem quando cruza yoga com uma iurta? O que Kelley chama de “Iogurte”). Ele esculpiu as dobras ondulantes em torno da entrada durante sua primeira paixão com o “cob”, um cobertura que mistura terra, palha e água. Judy também aluga a Casa Céu, uma maravilha de quatro andares que parece uma igreja rural russa. Aqui também, a ornamentação é furiosamente imaginativa. As colunas de madeira se projetam para além do teto como um mastro ou uma presa de narval. O mastro exposto fica úmido durante as chuvas intermináveis do outono.

 “Adoro deixar eles expostos, apesar de apodrecerem”, disse Kelley. “Não é uma boa ideia”. Kelley nunca foi refém da praticidade. Como disse sua ex-mulher: “Nada era terminado. Nunca. Isso me deixava louca”. O aquecimento também era um problema, no sentido que não havia nenhum. “Uma coisa eu posso dizer sobre Ray, ele não consegue construir um sistema de aquecimento”, disse ela. Kelley respondeu: “Não é verdade. Venha ver minha casa agora”. Judy não estava inclinada a aceitar o convite. “Algumas vezes eu chorava, de tanto frio”, disse ela. Kelley admitiu: “Houve alguns anos realmente frios”. A reclamação parece ter terminado e ela o abraça. “Mas nossos filhos cresceram saudáveis. Eles quase nunca adoeciam. Eles colavam no chão, os dedos duros”.

 Kelley começou a construir sua atual residência, a Casa Jardim, de uma forma ad hoc. Ele precisava de um lugar para dormir. Mas isso não é muito diferente de seu método usual. “Eu pratico o que eu chamo de arquitetura evolutiva”, disse ele. “Isso significa que você faz planos, mas se surgir uma ideia melhor amanhã, você está disposto a mudar os planos”. Por 15 anos, até este verão, os planos não incluíam armários ou iluminação moderna. “Nunca fui muito fã de luzes elétricas”, disse Kelley. “Tenho olhos de gato. Emito luz suficiente com o meu corpo”.

Muitos dos atuais projetos de Kelley são pequenas construções modulares que podem custar apenas US$ 15.000 a US$ 20.000 (entre R$ 30.000 e R$ 40.000); variações de iurtas. Raramente você precisa de uma licença para construir ou um empréstimo para montar uma cabana de 20 metros quadrados para morar ou como uma sauna com um forno de pizza.

 Kelley pode construir um abrigo desses na oficina, entregá-lo e montá-lo em uma ou duas semanas. Neste ponto, os clientes são livres para terminar a casa da forma que quiserem, e Kelley está livre para ir para casa. “Quando você constrói uma casa para alguém, você tem que ouvir o que eles querem”, disse ele. “Pode ser bem desafiador”. Kelley completou algumas encomendas exaustivas, inclusive o Templo de Harbin Hot Springs, no Norte do Napa Valley. Essa incrível construção tem uma torre de vidro de 20 metros no centro e traves expostas que espiralam para uma cúpula radiante (Kelley adora cúpulas).

 Segundo as estimativas de Kahn, o autor e editor, é uma “obra de mestre” –limpa e geométrica, na qual as estruturas da propriedade parecem “desmazeladas”. Kelley conheceu Howard durante os 18 meses que passou ali, acampado no local da obra. Depois, ela assumiu o papel de gerente de projetos de Kelley. Ou, para ser realista, gerente de tudo dele. Com Kelley fazendo a maior parte de suas refeições cruas, das macieiras ou amoreiras, ela também é a cozinheira da casa. Esta noite, ela está preparando uma truta arco-íris do rio Skagit, pescada naquela manhã pelo seu velho amigo Joe Pitman.

 Howard concordou em pagar a ele com um pedaço de torta de maçã. Mas ele tinha outra tarefa antes: remover uma das botas de Kelley, que estava se recusando a sair. “Em geral, você não usa nada”, disse Pitman. De fato, Kelley andou descalço por anos. “Eu era bastante religioso sobre andar descalço”, disse ele, afundando em uma cadeira na frente da lareira da cozinha. “Depois eu decidi que, de vez em quando, não é bom ser muito religioso sobre nada”.

 Com o problema no quadril, Kelley recentemente começou a pensar em como poupar suas forças. “Não tenho mais a capacidade que eu tinha quando tinha 30 ou 40 anos”, disse ele. “É duro. Você quer ver seu trabalho evoluir, vê-lo melhorar”. Manter a propriedade, em si, já é uma tarefa sem fim. Uma árvore está começando a brotar no telhado cheio de musgos da Casa da Terra. E uma roseira selvagem está tomando as escadas da Casa Buzina. “Quero que durem para sempre”, disse Kelley de suas construções. “Mas a verdade é que tudo é temporal. Tudo está em vias de virar adubo”.

Subitamente, seu rosto se ilumina e ele olha para o aparador. A torta de maçã saiu do forno, e Howard cortou e serviu um quarto dela. Kelley jogou fora seu cigarro, ainda queimando, em uma saladeira com suas ervas medicinais, que começou a arder lentamente. “SunRay sempre começa pela sobremesa”, disse Howard. O companheiro concordou e afundou suas mãos em uma montanha de maçã quente. “Você nunca sabe quando sua bolha vai estourar”, disse Kelley. “Mas sabe que vai estourar. E eu vou comer minha sobremesa antes de ir-me”.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2012/12/02/homem-vive-em-cenario-de-contos-de-fadas-nos-eua.htm

lördag, november 10

A bit of Literature to enchant our minds

"A vida é mágica. 
          As pessoas não morrem, ficam encantadas"

                                                                                                                               (Guimarães Rosa)


fredag, oktober 19

Matéria sobre o festival Gothic Whitby Weekend

Hoje meu tio que é assinante da Revista Speak Up veio me falar de uma matéria sobre um festival gótico que acontece na Inglaterra. Eu pedi emprestado e escaneei para colocar aqui. A matéria é bem simples e não se aprofunda muito, mas gostei pelo simples fato de ver que o pessoal da revista realmente correu atrás de pessoas entendidas no assunto para entrevistar, citou estilos musicais como o Post- Punk e o Industrial e deu uma breve explicação sobre como e onde a subcultura gótica começou. 

Enfim, está bem verídico. Recomendo :)






tisdag, oktober 16

Can't (Halloween Valentine)

In the previous post I mentioned my research on illustrations that I hope to print on plain shirts in order to customize them. Besides the beautiful ones uploaded here there’s also a drawing that I did today combining my favorite ingredients: fashion design, victorian, skeletons, macabre and polka dot! As I stared at the result of a morning’s work I realized that the long-dead couple of skeletons would look fine in a shirt so I can’t wait to get it done! (honestly I wasn’t planning to draw a pattern myself and this drawing was made just because it is Halloween time – in the end it fitted like a glove). As soon as they’re finished I'll have pictures uploaded. For now: Welcome to the freak show!



torsdag, oktober 11

Dressed in Black

Eu adoro aquele esqueminha de ficar procurando imagens de roupa aleatoriamente e depois montar um visual misturando as coisas que encontrei. Não sou nada boa para fazer montagens, por isso as minhas não ficam tão boas, mas dá para disfarçar! Criar esses looks é ótimo quando quero passar meu tempo, sempre me divirto! Além de que é super útil procurar peças parecidas com as que tenho no meu guarda-roupa, isso me garante uma melhor visualização de que peças posso utilizar para compor um look, sem falar que também ajuda a disfarçar a repetição de roupas.

Eu estou passando por uma fase de puro tédio e nem minhas tentativas de me animar com música surtiram efeito. Achei que poderia aproveitar mais minha semana de descanso, mas fazer o que se não comando meu próprio humor? Apesar de tudo, tenho ótimos motivos para me animar com algumas coisas boas que estão prestes a acontecer. Por enquanto, deixo aqui o meu divertimento. Por último quero apenas comentar que estou preparando uma postagem sobre brechós aqui da região e algumas coisinhas do meu guarda-roupa. Em breve postarei!



torsdag, juni 14

Gothic Furniture


Ontem antes de dormir eu estava fazendo algumas pesquisas quando por acaso encontrei esta foto de uma mobília adorável que me lembrou a casa da minha elfa no The Elder Scrolls. Acabei me empolgando e fui buscar mais modelos do que eu amaria ter em casa um dia. Mesmo sendo obcecada pela cor preta eu devo admitir que não sou do grupo a favor de uma casa estilo buraco negro. Já vi muitas decorações onde as paredes aparecem em tons super escuros, o que vira um verdadeiro breu quando se resolve colocar roupas de cama em cores pesadas.

Eu sinceramente não acho nada agradável e prefiro as paredes em tons claros, como um amarelinho bem claro, creme ou areia. Como azul é minha cor mais amada (especialmente azul marinho), cortinas, poltronas, tapetes e roupas de cama nesse tom ficam excelentes. Aí sim você pode adicionar móveis em tons negros sem transformar sua casa em uma masmorra. Mas enfim, eu me apaixonei por absolutamente todas essas belezinhas! *-*








söndag, maj 20

What Have I Done?

Saudações pupilos! Está realmente fazendo um frio delicioso lá fora!

Andei sumida por conta da pilha de matérias que tenho que colocar em dia (confesso que isso está a cada dia mais difícil). A montanha de exercícios e textos aumenta diariamente e eu me vejo dentro de uma bola de neve em alta velocidade. No mais, tenho dado voltas por alguns quarteirões nos finais de tarde ouvindo Die So Fluid, comido salada de frutas como uma louca e também comecei a ler um livro da Charlotte Bronte que comprei a não muito tempo na livraria Cultura. Aliás, não têm sido raras as minhas excursões até lá nos finais de semana. Eu normalmente me perco lá dentro entre suas quase que intermináveis prateleiras. Perco a noção do tempo, o que me impossibilita de visitá-la durante a semana, sendo que esses dias quase perdi a hora de ir para a aula.


Essa livraria abriu recentemente aqui e agora tenho a sorte de poder comprar livros em inglês sem precisar encomendá-los de São Paulo e pagar um absurdo em frete. São três andares cheinhos de surpresas. Você pode até aproveitar para fazer um lanchinho lá dentro em uma confeitaria com doces e salgados, assim não precisa sair de lá nem para comer!

Mas enfim, peguei uma gripe horrenda quinta-feira e estou melhorando até agora. O clima frio está maravilhoso ao ponto de me inspirar para fazer uma coisa básica que tenho adiado há muito tempo. Eu nunca montei um visual unindo fotos de roupas escolhidas aleatoriamente na internet, foi exatamente por isso que fiz um hoje me baseando nas coisas que estou usando nessa estação fria, bem como o que eu gostaria de usar mas não encontrei para comprar em um bom preço (como o sapato da foto).  Comprar um legítimo Demonia está longe de acontecer, mas um dia eu colocarei um desses nos meus pés. Fica aí então a minha combinação de vintage, gótico, Alice e inverno : )


~ Conselhos de um caracol [Atualizações do Walter]

Meses após meus últimos escritos neste espaço, retorno para dar atualizações sobre este senhorzinho (OMS, 2026) 1 espiralado que tem tornad...