onsdag, december 30

Projeto decoração I – metrópole

Moldura artesanal de galhos falsos

Salve leitores deste blog decrépito! A garota que vos escreve resolveu dar as caras aqui para finalmente iniciar a série de postagens com inspirações e ideias de decoração que há muito pretendia fazer. Confesso que lá em meados de março eu ainda acreditava que o isolamento social causado pela pandemia era o que faltava para eu criar vergonha na minha cara sardenta e voltar a escrever. No fim das contas, em vez de vergonha, só ganhei mais sardas 😁

Pois bem, sem mais enrolações, vamos ao que interessa. Eu sou apaixonada por decoração de interiores, fato que me faz passar literalmente h-o-r-a-s olhando meu feed do Pinterest (siga-me!) em busca de inspirações. Uma das coisas que mais me interessam são alternativas para enfeitar a parede sem precisar furá-la! Afinal de contas, moro em apartamento alugado, então sair furando a parede não é bem uma opção. Pensando nisso, busquei maneiras simples de deixar o meu cantinho no meu estilo, sem, contudo, danificar a tintura.

Neste post vou mostrar como: i) colocar desenhos na parede com uma moldura que imita galhos de árvore!; e ii) decorar móveis com ilustrações adesivas de cogumelos! Os materiais necessários são de baixo custo e ambas as ideias são fáceis de fazer. Primeiramente, vamos falar sobre os materiais necessários. Você vai precisar de:

  • Imagem impressa em papel couché ou textura mais grossa;
  • Fita tusa cor de madeira;
  • Tesoura;
  • Agulha de bordado;
  • 50 centímetros de papel adesivo transparente;
  • Meada na cor marrom;
  • Fita crepe (ou outra de sua preferência).

Principais materiais para a moldura
Ilustrações de cogumelos e plantas

O primeiro passo para criar a sua moldura é cortar dois pedaços da fita tusa (usada para fazer cestos): uma para colocar nas bordas e outra para o trançado dos "galhos". Um detalhe importante é a largura da fita: conforme mostra a imagem, a fita que comprei é mais larga, de modo que tive que partir o comprimento em dois para deixá-la mais fina. Recomendo seguir esse passo por ser mais fácil trabalhar o trançado dos galhos. O tamanho da fita a ser utilizada depende do tamanho da moldura e do quanto você quer trançá-la :) A ideia é colocar um pedaço da fita ao redor da imagem (no formato oval) de modo que fique esticada, costurando-a nas bordas do desenho com fio de meada para o acabamento. Os outros dois pedaços divididos devem ser somados a mais 5 cm tendo em mente os trançados.

Após contorcer uma das divisões da fita, fazer o mesmo procedimento na outra metade. Quando finalizar, unir as duas metades, transpassando as duas partes de ponta à ponta. Nas extremidades, você deve dobrar os galhos que estão em uma única metade (extremidade inferior da imagem) e prender com um nó invisível de meada as partes superior e inferior das partes trançadas ao pedaço costurado na borda da imagem. Em seguida, corte as sobras.

Eis o resultado final :)

Para os adesivos personalizados, tudo que você precisará é de uma boa impressão em papel couché e o papel adesivo transparente. Primeiramente, recorte cada ilustração dos cogumelos cuidando para que as bordas do recorte fiquem suaves. Em seguida, abra apenas uma pequena parte da folha adesiva e cole a superfície frontal da ilustração para o lado colante do papel adesivo, pressione a figura contra o papel para garantir que está bem aderido e feche a superfície não colante novamente.

Na sequência, recorte o papel adesivo no mesmo formato das ilustrações e, por fim, abra cada uma delas e cole sobre a superfície do móvel. A vantagem desse tipo de adesivo é que ele não danifica os móveis, sendo facilmente removível.

Estante com adesivos de cogumelo

Eu costumo imprimir em papel de fotografia imagens de esquilos, ursinhos e raposas - meu animal preferido depois dos bichanos. O conjunto das imagens transforma a parede branca em um mural bucólico lindo de ver :) É claro que também há a opção de usar plaquinhas decorativas personalizadas, embora o custo-benefício delas não seja tão bom, afinal, elas são mais caras e possuem um adesivo dupla face que acaba com a tintura da parede. Outra opção seria colocá-las em molduras, o que melhora ainda mais o acabamento. Porém, será preciso desembolsar ainda mais pelas molduras. Sobre plaquinhas decorativas, aguardem meu próximo post! :) E aí? O que acharam da decoração?

torsdag, mars 26

Quarentena & Plague Inc.

Devido à pandemia de coronavírus, estou trabalhando em regime home office desde a última quarta-feira, embora a mudança brusca de rotina e os dias de isolamento deem a impressão de fazer bem mais tempo. A sensação que eu tenho ao ligar nas notícias (que vejo majoritariamente via youtube) enquanto preparo o café da manhã é de estar vivendo dentro de um filme de ficção científica. Os dias estão silenciosos, as ruas quase desertas, com pouquíssimos carros e ônibus circulando. E isso que moro no centro de uma cidade grande. Parece que todo dia é domingo. Lojas, restaurantes, tudo fechado. Até quarta-feira passada a vida seguia normal. De repente, puff! Todo mundo fica fechado em casa em uma quarentena.
Ficar fechada em casa nunca foi um problema pra mim, ainda que eu perceba que não é saudável, mesmo pra uma pessoa antissocial como eu. Eu gosto de trabalhar sozinha, no meu espaço. Não precisar interagir com as pessoas todos os dias e poder ficar mais à vontade. Mas a situação atual está estranha. Minha rotina é trabalhar na frente do computador até mais ou menos umas 5 da tarde e depois preparar meu café, abrir a steam pra jogar e o discord pra conversar com a galera. Por mais estranho que pareça, me adaptei à rotina de ouvir as noticias enquanto jogo (tenho acompanhado as coletivas de imprensa ao vivo).
É estranho parar todas as atividades tão subitamente. No mesmo dia que decretaram regime home office na editora, recebi e-mail da professora de sueco cancelando as aulas. O curso de polonês (ainda não comentei aqui, mas comecei curso há umas duas semanas) também foi cancelado. Na mesma noite proibiram as viagens interestaduais. Em torno de umas 8 da noite desse dia, teve panelaço contra o presidente. O negócio foi grande. Mas não para por aí. Na semana passada minha mãe fez uma cirurgia pra retirar o útero. A cirurgia foi na segunda-feira e ela acabou tendo reação da anestesia: dor de cabeça muito forte e ânsia de vômito. Teve que ir pro hospital umas duas vezes pra tomar soro. Foi só no sábado que ela começou a melhorar. Digamos que hospitais não são exatamente o melhor lugar pra se estar no meio de uma pandemia... Ainda que seja numa cidade pequena que ainda não apresentou casos. É... são tempos estranhos oO
A parte boa aqui sendo bem egoísta é estar trabalhando em casa. Nada como poder acordar uns minutinhos antes de dar o horário heuehueheu. Eu costumo levantar às 5:40 da manhã pra tomar um banho, engolir o café da manhã rápido (e cedo demais, de forma que não tenho apetite...) pra sair de casa às 6:25 se eu quiser ir caminhando com calma até o ponto de ônibus, que fica a 15 minutos de casa. De busão vai rápido: 12 minutos e eu já desço perto do trabalho, fora mais uns 8 minutos de caminhada. Começo a trabalhar às 7:30 :c Agora, 8 horas eu ainda estou na cama, posso tomar meu café de boas enquanto ligo o computador e organizo os arquivos para trabalhar. 
Esse ganho de tempo diário acaba sendo positivo pra quem mal tinha tempo pra fazer o que gostava, como jogar 🎮
Nesse clima de quarentena, nada melhor que jogar Plague Inc., jogo em que você é um bioterrorista cujo objetivo é dizimar a humanidade. Não por acaso, ainda nas primeiras semanas do surto de coronavírus na China ele bateu record no número de downloads. Veja aqui: link.


Na imagem acima eu já havia avançado bastante no quesito infecção com a minha bactéria de sífilis :B
Pra quem não sabe, o Plague Inc. foi muito elogiado pelo Center of Diseases Control (CDC) dada a abordagem realista com que trata o comportamento de microrganismos patológicos e surgimento de pandemias. Ao lado de Spore - que simula a evolução desde seres unicelulares permitindo ao jogador criar diferentes espécies - o jogo tem sido usado no ensino de biologia em escolas. Portanto, é uma ótima pedida pra quem curte microbiologia 🔬
No início da campanha você deve criar uma super bactéria (mas também existe a campanha de vampirismo). Após a primeira vitória, outros parasitas vão sendo destravados: vírus, fungos, protozoários e até onde eu me lembre, vermes. Um dos pontos cômicos do jogo são as notícias que aparecem no topo da tela, fazendo alusão a elementos da cultura pop ("Terry Pratchett voted best author ever!") e games (Half Life 3 confirmed!"). À medida que a doença avança pelo mundo, o jogador precisa atrasar o desenvolvimento da cura - cujo progresso é representado pelo ícone azul no canto inferior direito da tela. 
É claro que esse não é o único jogo com o qual eu tenho me entretido durante a quarentena, inclusive pretendo fazer uma postagem listando algumas recomendações de jogos com temática pós-apocalíptica. Mas até lá: sobrevivamos!

söndag, mars 8

Jag är på väg!

A segunda postagem de 2020 será dedicada a dois acontecimentos muito fofos e especiais na minha vida: (i) finalmente comecei a fazer curso de sueco! (yey!) e (ii) conheci um sueco no busão a caminho do trabalho! E o mais engraçado é o que liga esses dois acontecimentos: conheci o cidadão exatamente no último dia que eu tinha para fazer a minha matrícula! oO
Bom, não sei se já mencionei isso aqui no blog, mas eu sou absolutamente apaixonada pela Suécia, pela cultura sueca e pela língua sueca! Já havia começado a estudar o idioma por conta própria com alguns materiais que encontrei online, mais especificamente o livro nya mål, que vinha com os áudios. O livro era todo em sueco, então não havia nem aquela ponte entre o inglês para ajudar. Aprendi bastante coisa, mas acabei largando os bets. Até o início deste ano não estudei mais nada relativo à língua, mas como os tempos de mestrado acabaram e voltar a aprender idiomas era um dos meus objetivos, resolvi dar uma fuçada em cursos presenciais.

Não me recordo bem quando, mas há alguns anos eu já tinha pesquisado cursos e descobri que aqui em Curitiba eles ofereciam curso de sueco na Swedcham (Câmara Sueca de Comércio). No site não havia informações acerca de valores, então não fui atrás. Eu imaginava que seria super caro, afinal, é uma língua super exótica e que poucas pessoas têm interesse em aprender. Os únicos perdidos deviam ser os engenheiros que trabalham na Volvo e conseguem transferência pra lá hehehe. Pois então, esse ano finalmente escrevi para a responsável pela instituição aqui na cidade e recebi uma resposta muito legal: o curso era apenas duzentos e trinta reais mensais, com material incluso!


No geral, um valor desses por um curso de línguas é muito barato! Claro, seria apenas uma aula por semana (duração de 2 horas), o que de fato limita muito o contato com a língua. Porém, é muito melhor que ficar sonhando em aprender e não fazer nada. Puxei o meu namorado pra fazer comigo (além de querer companhia e alguém pra praticar, tinha medo que não fechasse turma :c) e aguardei até dar a resposta final. Não é caro, mas é dinheiro heueheueheu. Aí que vamos pro segundo acontecimento.

Pois então @_@. Como falei no post anterior, eu comecei a trabalhar em uma editora no final do ano passado. Por sorte, pego apenas um ônibus para ir ao trabalho. Estava lá eu parada na fila do lado de um senhorzinho esperando o busão chegar. Eu já tinha visto esse senhor outras vezes, percebi um sotaque bem forte que lembrava de colono, mas também de estrangeiro. Ouvi por alto ele falando algo sobre "lá (não peguei onde era) nós"...., "aqui no Brasil vocês...". Eram frases que faziam parecer que ele não era daqui. Até que nesse dia eu ouvi ele (que sempre puxa assunto com as pessoas [sem receber muita resposta {curitibanos ¬¬'}]) perguntar para um senhor com cara de tédio: "o senhor sabe o que é 'fika'? Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Eu mal dei um respiro, virei pra ele e perguntei: "o senhor é sueco?"

Ele me respondeu com uma entonação meio de colono "eu sou". Eu não sei o que foi que me deu, mas mesmo tendo um pouco de receio de falar do nada outro idioma com um nativo antes das 7 da manhã, falei automaticamente e sem o menor medo: "Jag talar lite svenska" (eu falo um pouco de sueco). O senhorzinho (ele tem uns setenta e poucos anos) deu uma risada e falou algumas coisas comigo em sueco. Aí já de volta no português (porque o meu sueco não é lá essas coisas), expliquei que eu perguntei se ele era sueco porque ouvi a palavra 'fika'. Para quem não sabe, fika é uma pausa para café que os suecos fazem várias vezes ao longo do dia. É um momento para relaxar e interagir com as pessoas, seja em casa, na escola ou no trabalho. É algo muito forte na cultura deles.

Eu obviamente tive que conter a minha empolgação na hora, pois quando acontece algo relacionado a alguma coisa que eu goste muito, eu fico eufórica! * -* Eu finalmente conheci um cidadão sueco! Eu estava falando sueco com um nativo! Awwwwwwwwwwww!

Como ele sempre pega o mesmo ônibus que eu (e inclusive desce no mesmo ponto, pois trabalha em um parque perto da editora), sempre nos cumprimentamos e nos despedimos no idioma. Naquela mesma semana levei meu livro pra ele ver. Ele gosta muito de conversar, é um senhorzinho cheio de histórias para contar! Ele é um engenheiro florestal que ensina agricultura urbana pelas ruas da cidade, planta suas hortinhas e faz denúncias quando vê irregularidades! É muito preocupado com o meio ambiente e se revolta com as plantações de soja aqui do país. Certamente é uma pessoa que faz a diferença pro meio ambiente. Certa vez me falou: "as coisas vão melhorar pra vocês aqui" (se referindo a problemas ambientais). Ele está sempre com uma sacola ecológica cheia de garrafas pet e terra e usa um chapéu de pescador. Parece muito aqueles alemães naturalistas que eram personagens de romances do século XIX xD Aqueles que apareciam em cidades pequenas empolgados caçando borboletas e fazendo descrições da flora e fauna local.

No dia que conheci ele eu fiquei tão eufórica que, descendo do busão, mandei trocentas mensagens pro meu namorado: "amoR, conheci um senhorzinho SUECO!", "falei sueco com ele", etc etc etc. Para mim foi um grande acontecimento, dado meu fascínio por conversar com pessoas de outros países, vindos de culturas diferentes da nossa. Convenhamos: não é todo dia que a gente esbarra num sueco. E o mais engraçado foi ter sido no exato último dia que eu tinha para escrever um e-mail para a professora confirmando minha participação no curso. Foi eu chegar no trabalho, abri meu e-mail pessoal e enviei: gostaria de confirmar a minha inscrição. Ela respondeu bem rápido (geralmente leva uns 2 dias para responder hehehe). Véeeeeei, eu sou bem cética, mas levando pro lado da brincadeira: isso foi um sinal ou o quê? xD No mínimo uma coincidência muito bizarra.

Pois bem, como podem constatar da imagem, comecei o curso. Uma dia antes de começar eu comentei com o senhorzinho que ia ter minha primeira aula oficial. No outro dia ele me perguntou como foi (em sueco). Aí aproveitei pra tirar umas dúvidas de pronúncia - as quais ele respondeu prontamente xD. O que eu achei muito legal é que ao contrário de alguns gringos (como alemães), que automaticamente mudam para o inglês quando percebem que a pessoa não fala tão bem a língua (no caso de pessoas que estão estudando o idioma), ele não faz isso. Pra mim isso é muito respeitoso, além de bater com a fama de pessoas super educadas que os suecos têm.

Well, na próxima terça terei a minha segunda aula. Além do curso e das minhas conversas com o meu amigo sueco (ele parece um vovozinho fofo * -*), tenho procurado canais de nativos ensinando a língua. Estou super empolgada e até criei uma playlist com musiquinhas pra ter mais imersão xD Infelizmente é bem difícil encontrar bandas do meu gosto que cantem em sueco. Por isso estou tendo que ouvir umas popzinhas mesmo : p Mas quando a vibe é muito grande, vai um Roxette mesmo (yeyeyeeeee, dressssed for sucessssss). Obs: ODEIO ABBA 😶

Hej då! Ha en bra vecka!

onsdag, december 25

Feliz natal

Feliz Natal!
Volto a atualizar o blog depois de um ano terrível em que fiquei presa nas masmorras de algum jogo rpg medieval das trevas, sem ver a luz do sol e o azul do céu. Após tomar uma poção de cura, pude finalmente escapar e recuperar os sentidos. Oficialmente liberada dessa prisão, retorno a fazer as coisas que eu gosto sem culpa ou remorso. Por isso, este ano pretendo retomar a escrita do blog, mudando deveras a temática. Estou também cheia de projetos que colocarei em prática já em janeiro.

Só sei que passarei essa fase jogando como se não houvesse amanhã.


tisdag, februari 5

Mushrooms

Eu tenho fascínio por fungos! Os meus preferidos são - sem sombra de dúvida - os mais belos desse reino: cogumelos! (pois só um micólogo muito tarado pra ver mais beleza numa levedura do que em um corpo de frutificação colorido e muitas vezes comestível de cogumelo). Hoje tive o prazer de encontrar várias dessas belezinhas junto de troncos de árvores. E não se enganem: quem pensa que saí pra uma caminhada em um bosque está mais "pra lá" do que quem tomou um chá de amanita muscaria: encontrei essas criaturas nas ruas do centro de Curitiba!






Os encontrei mais precisamente na rua do meu namorado - para quem esse lindo universo fúngico aparentemente havia passado despercebido. Foi só eu ver e não deu outra: eu TENHO que registrar esse momento! Justamente hoje que estava indo visitar alguns departamentos de biológicas da universidade pra me matricular em algumas disciplinas isoladas hueuhehueuhe. E no caminho: lindos cogumelos me esperando! Nessas férias andei comendo muitos cogumelos (champignon e shitake), e tentando plantar desses comestíveis. Na verdade eu queria mesmo era "colecionar" cogumelos criando uma pequena hortinha caseira, mesmo daqueles tóxicos. Esses não-comestíveis não são tão difíceis de conseguir, o que me preocupa é a Florinha: vai que ela se interessa de brincar ou comer o cogumelo? Não sei o quão interessados gatos podem ser por cogumelos, mas prefiro não arriscar. 

~Anedota pós-postagem~

Eis que eu fazendo minhas pesquisas pra saber sobre as espécies e propriedades de cada uma dessas coisinhas e descubro o nome científico do laranjadinho (Pycnoporus sanguineus). Envio um excerto de um texto informativo pro meu namorado: "Herbs that are poisonous in one context often turn out to be of medicinal value in other contexts, and that seems to be the case with poisonous Pycnoporus sanguineus. Derivatives of this fungus serve as antibiotics against many of the most important pathogens by inhibiting specific metabolic pathways. Also they are used to absorb certain heavy metals in the blood stream." Aí o dito cujo: Espera... Eles curtem heavy metal? Que ali diz que eles absorvem o que tiver no corpo. Ó os cogumelo metaleiro". Dããããr. Eu sou muito retardada. Agora já sei que vou cultivar minha horta ao som de muito heavy metal xD



torsdag, januari 31

She's on catnip!

Eis que hoje pela manhã recebemos uma encomenda muito especial: um embrulho vindo de uma farmácia veterinária trazendo um trickzinho pra minha florinha. O inusitado era o destinatário: chega o carteiro e pergunta: Flora é daqui? xD Encomendei e coloquei aquela bolinha como destinatário só pra zoar e ver a reação da minha família, e não deu outra hueuhehueuhhue. Pena que a Flora não estava à vista, senão poderiam ter falado pro cara: tá ali. Carteiro: Terei que coletar a sua assinatura, senhora. xD


O que eu comprei? Ora, pois! Catnip! A famosa erva-do-gato que os bichanos tanto amam, Vamos espalhar nos brinquedinhos dela e colocar no arranhador dela pra estimular o arranhar de unha. Talvez assim ela pare de acabar com o sofá ¬¬. Detalhe: embora ela parece estar sob efeito da erva, na foto a caixa nem sequer havia sido aberta. Quando abri o pacotinho, ela começou a se esfregar loucamente nele e na minha mão. Quando puxei dela quis me morder xD Acho que foi tiro e queda.

onsdag, januari 30

~Dancing Barefoot: playlist medievalzinha pra começar bem o ano!

Entre os dias terrivelmente quentes de verão de 2019, passo aqui rápido pra postar o link e convidá-los a seguir minha playlist de musiquinhas folk/neo-medieval/folkmetal que criei no meu perfil do spotify. Tem coisinhas que ouço desde 2007 e cacetada :D coisa antiga huehuehue. Tem tanto música mais próxima do erudito (tentativas de reconstruções propriamente ditas (Les Witches e Krauka~música viking)) até aquelas bandas de metal com elementos folk, tipo Finntroll, que eu inclusive ouvia pra caraleo antigamente (infelixmente não tinha o álbum Visor om Slutet lá, então não pude adicionar a música Under varje rot och sten deles, que é bem pra dançar ao redor da fogueira). Espero que curtam :D

fredag, december 28

O pequeno Felix - e a nossa tentativa frustrada de inserir um novo pet em casa

Como os poucos leitores do meu blog devem saber eu tenho uma gata metida e arrogante chamada Flora. Adotamos ela no início de 2017 e, desde então, ela tem reivindicado o reino da nossa casa para ela, todos os cantos e espaços, desde o chão ao telhado. Chegado o final de ano, tentamos adotar outro bichano pra fazer companhia pra ela. Fomos ao grupo de proteção dos animais aqui da cidade procurar um e encontramos um lindo frajolinha que havia sido abandonado com os irmãozinhos. Segundo a guria que o resgatou, uma galinha estava cuidando dos filhotes. Fomos ao petshop no qual a veterinária da Florinha atende e compramos caixinha, ração, entre outras coisas. Buscamos ele dia 23, mas foi quando chegamos em casa que o pesadelo começou: a rainha cruel da casa começou a rosnar, bufar, xingar, atirar pedras e... enfim, agir como gato ameaçado. Tentamos fazer aquele esquema de deixar o pequeno em um cômodo separado da casa e apenas tirávamos ele de lá quando a rainha se ausentava de seu castelo. Fomos percebendo que além do comportamento da Flora, havia outro problema: ele ainda não havia desmamado. Chorava o tempo todo pela gata, nada estava bom: se colocávamos ele no chão: chorava. Se pegávamos ele no colo, chorava. Até quando estava explorando a casa não fechava a matraca. O pior foi quando a Flora começou a nos atacar: atacava minhas pernas toda vez que eu estava segurando ele. Quando peguei ela no colo, por pouco não deu uma unhada no meu olho. Foi aí que nos desesperamos e vimos que a porra tava ficando séria. 

Felix depois do primeiro banho da vida.

A própria guria de onde buscamos ele nos recomendou levar o bichinho de volta, pois mesmo que todo mundo saiba que gatos são animais difíceis de socializar, a chegada dele podia comprometer a saúde da nossa gata. Chegamos até a dar banho na criaturinha, dar carinho e emprestar os brinquedos da Flora (que deve estar nos odiando por isso), mas ele continuava a sentir falta da gata que o adotou. Dia 26 levamos ele de volta ao lar provisório. Embora seja triste, estamos tranquilos pelo fato de saber que ele está num lar no 
qual as pessoas dão carinho a ele. Além da gata que está cuidando do pequeno, existem outros 11 bichanos que fazem companhia pro bichinho. Aparentemente, foi só chegar lá que ele já começou a se acalmar.
A Flora já está voltando ao normal, o que quer dizer que embora odeie colo, fica um pouco mais calma quando a gente pega ela. Eu queria muito um segundo bichano aqui, mas pelo visto a Flora não está afim de colaborar. Gatos...
A minha dica pra quem já tem um bichano mimado em casa e quer adotar um novo é planejamento. Nunca leve no impulso: converse com o veterinário do seu gato, estude a personalidade dele, compre aqueles sprays de "harmonização" de ambiente especial pra bichanos e estude como será a rotina quando o pequeno chegar. Se esses sprays funcionam ou não eu não sei dizer, mas é melhor do que nada. Não é impossível introduzir bichanos, só é difícil. Difícil pra caraleo = p 

tisdag, februari 20

Um pouco sobre as férias

Voltei a jogar rpg e viver uma vida paralela no universo do The Elder Scrolls. Desta vez criei mais de uma char pra tentar jogar com classes e habilidades ainda não testadas. A principal delas é uma mage, a segunda uma thief e a terceira nem lembro. Fiquei bastante tempo sem as expansões mas não pude resistir. Já adicionei novamente a mansão que uso de casa em Balmora, lojas de móveis e acessórios, roupas, etc. Comecei a fazer uma decoração bem mais detalhista que a anterior, além de continuar organizando a biblioteca da universidade.

















lördag, december 23

Formada!

Depois de 5 anos de graduação, acabei de me bacharelar em linguística pela UFPR! Os últimos meses foram intensos: provas, trabalhos, trabalhos, leituras, análises e reuniões com o orientador. As madrugadas acordada esperando os primeiros raios de sol passarem pela cortina enquanto eu trabalhava na minha mesa de estudos viraram rotina, tanto que entrei em férias agora e ainda continuo ficando ativa até altas horas. Minha monografia - que até pouco tempo atrás não existia - passou a ter cores nas últimas semanas. Todos esses dias e noites de trabalho árduo foram regados a muito café e pizza!





Minha pesquisa contou com a aplicação de um experimento envolvendo julgamentos de aceitabilidade de alguns dados do fenômeno que estou estudando. Organizei questionários, tabulei os resultados e parti pras porcentagens. Cruzei vários dados e obtive alguns padrões. O processo foi bem trabalhoso, de modo que passei dias em função das análises desses dados. Além de trabalhar nessa pesquisa, nesse último semestre também me submeti ao processo seletivo de mestrado, para o qual tive que preparar um projeto de pesquisa, estudar para a prova e fazer uma entrevista defendendo o projeto.

Apesar dos pesares, consegui sair viva! Passei muto bem no mestrado e nos próximos dois anos irei trabalhar com um orientador super fodástico, fazendo pesquisa de campo, desenvolvendo experimentos de coleta de dados e tantas outras coisas lecais! Me formar numa federal foi apenas o início da realização dos meus sonhos. Sei que essa estrada ainda me leva looonge, e eu estou a caminho! Por hora: férias. Vou me acabar nos jogos, ler todos os livros que não tive tempo de ler, assistir south park e sonhar acordada com o mestrado!

lördag, maj 6

Nova integrante da família: Flora!


Adotamos um gato! Meu sonho de ter uma bolinha ronronante finalmente se realizou! A adoção de um bichano pode parecer apenas um fato banal na vida de uma pessoa, mas certamente não no meu caso. Pra começo de conversa, sou alérgica (extremamente, embora tenha melhorado com os anos) e tenho uma paixão por gatos que nunca me fez de fato desistir de adotar um novamente. Já tivemos um gato siamês que acabou morrendo quando eu tinha quase 14 anos - no longínquo ano de 2004~ Fui muito apegada ao meu Tom e demorei pra superar sua passagem aos seis aninhos, devido a problemas renais. Tinha uma ligação muito forte com ele ao ponto de até hoje sonhar que estou com ele nos braços. Ele não era nosso único animalzinho, já que adotamos também um cachorro. O Teddy era umas três vezes o tamanho do Tom, mas morria de medo dele - Tom era de fato um gato muito invocado. Mas não tanto quanto nossa Florinha: não se engane com a fofura! Ela é marrenta que só! Devido ao comportamento que por vezes se assemelha ao de cachorro, por vezes ao do diabo da Tasmânia, ainda não descobrimos se ela é de fato um gato ou uma mistura dos três.

Flora foi abandonada com os irmãozinhos e separada da mãe quando ainda era um projeto de gato. Resgatada pelo grupo de proteção aos animais da minha cidade natal, foi acolhida por voluntárias que cuidaram até que ela ganhasse peso. Quando a levei pra casa ela ainda era minúscula! Não parava de miar e se mostrava bem carente, sempre querendo dormir no nosso pescoço. Sempre que ia visitar minha família encontrava uma Flora maior e mais marrenta. Ela é hiperativa, desde filhote dormia pouco para os padrões de um gato, além de apresentar comportamento agressivo. Apronta igual uma criança, por isso é preciso ficar de olho o tempo todo. Mesmo atacando com mordidas e garras afiadas, se agarrando nos nossos pés e se arrastando junto quando tentamos correr, Flora é uma criatura muito dócil (aham). Minha família e meu namorado vivem falando que ela puxou a dona. Confesso que não sei se eles se referem ao que expus acima ou ao fato de ela adorar yogurt grego. 

Hoje Florinha está com aproximadamente 6 meses de vida e com muita energia! Super mimada, ganhou tudo lilás e cor-de-rosa (caixinha de areia, potinho de água, caixa transportadora, ninho, etc), fora uma mantinha com estampa de oncinha. Flora está sendo uma verdadeira terapia pro pessoal lá de casa, o que me deixa muito feliz. Não demorou muito pra essa coisinha conquistar o coração de todos. Devo vê-la no próximo final de semana, aí farei questão de postar mais fotos dessa fofa!

~A little glimpse into my urban hobbit-hole

Saying I have a thing for home design would be an understatement. I've always been fascinated by home decor, not professionally, just as...